quarta-feira, abril 17, 2002

Hoje fiquei sabendo que será mais um mês apenas de estágio. Mais um mês e nunca mais estágio.
Isso porquê tenho o curso técnico. Faço estágios desde do 2° grau. Fiz edificações. Odeio engenharia mas já trabalhei em obra, em escritório de projetos, até em construtora de estradas.
Mas não tô a fim de contar isso agora.
Meu reino por um cigarro!!!
estou precisando de um neste instante. Estou ouvindo "Reconstrution of the fables", um cd das antiga do R.E.M. fruto de minha garimpagem em lojas. É folk e pop. Muito bom, quer dizer, eu gosto.
Parece que estou sem assunto, né? É que esse lance de saber que dentro de um mês estarei desempregado, cmo menos grana, sem um horizonte definido, me dá uma piração.
Por outro lado, vou ter um tempo para ficar na minha. Me esconderei num sítio por aí durante uns dias, antes de arrumar outra coisa, SE arrumar outra coisa.
Ontem, D. Paula, Diguim, Lili e Ju me chamaram de supetão para tomar uma. Fiquei meio na dúvida se ia. Daí, minha mãe confirmou minha história anterior: -Você é uma maria-vai-com-as-outras!! - Valeu mãe!
Fui, e não falei muito na mesa. Tava meio pensativo quanto a isso tudo.
E pensei: -Por quê o meu irmão não me empresta o Telescópio?
O chato do meu irmão tem um telescópio carérrimo que ele não me empresta nem fudendo. Nem ele mesmo sabe mexer no negócio direito. Toda vez que ele leva o telescópio para um sítio ou coisa do gênero, na hora de montar o bicho, ele já tá chapado e não conseguer mirar direito. Aí, as pessoas que foram lá só para olhar as estrelas pelo telescópio ficam com aquela cara de "cadê?". E ele não me empresta.
Eu sou padrinho da filha dele. Eu sirvo para ser padrinho da minha sobrinha, mas para montar uma porra de um telescópio, não. Ele não me empresta de jeito nenhum.
Eu gosto de astronomia. Tenho vontade de aprender muitas coisas sobre as estrelas. Sou fascinado com isso desde pequeno.
Vou continuar insistindo até ele me emprestar.
Quem sabe um dia...
Descobri que sou mestre em deixar as coisas pela metade.
E também sou mestre em não dizer "não". Já me estrepei tentando ajudar os outros.
Tipo agora, uma moça do meu serviço, veio me pedir para escrever uma matéria para ela. Eu respondi:
-Claro, com prazer!
Não sei como farei. Tô no sufoco tanto no serviço como na monografia. Não tenho tempo nem paciência para escrever matéria nenhuma. O foda é que não tenho cara de chegar para ela e dizer. Vou acabar escrevendo. Acontece que é um lance de um professor universitário da PUC que já deu pau na sala inteira dela, e não dá aula direito, e eles já reclamaram, já escreveram para até para o reitor, e nada. Daí, ela ligou para o nosso grande jornal, aquela porcaria do Estado de Minas. A jornalista disse que publicaria desde que mandasse a matéria já escrita. Vê se pode? Que ordinária!
De qualquer forma, ela me pediu para escrever e o trouxa aqui aceitou. Aceito sugestões para a dissolução do caso. Estou pensando em passar essa pauta para algum colega que esteja querendo trabalhar e levar a sério o assunto.
Quem é da turma que está trabalhando onde?
Que merda. Virou serviço de utilidade pública de novo.
Talvez esse lance de ajudar os outros eu tenha pegado do filme "O fabuloso destino de Amélie Poulain".
Eu sabia, alguma coisa errada tinha que ter com aquele filme. Merda.

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