Para o meu próprio bem, os nomes das pessoas envolvidas foram mudados, exceto do meu primo Gustavo que não se incomoda em ter o nome divulgado por aqui.
Viagem acólita – parte 1
Sábado fui ao aniversário de um tio o qual não gosto. Não converso com ele. Só que ele fez noventa anos. E a família se reuniu para um almoço num restaurante em Itaverava. Eu fui com minha mãe e com meu primo Gustavo. Esse meu primo e eu fomos criados juntos praticamente, e fazia tempos que a gente não se encontrava pois ele trabalha em Itaúna e não tem muito tempo pra nada. Ele tem carro e grana, diferente do seu primo aqui e é muito gente boa, além de cruzeirense doente.
Fomos no almoço e foi uma bosta. Chegamos atrasados e a comida não era muito boa. Tive de cumprimentar o meu tio e ele me agradeceu muito, dizendo não saber o por quê de mim e meus irmãos nem olharmos na cara dele. Eu me lembro muito bem da vez em que ele tentou bater na minha irmã por bobagem. Nunca mais ele entrou na minha casa e nem eu e meus irmãos lhe dirigimos a palavra. Tudo bem, o homem agora está com noventa anos, isso foi há algum tempo. Mas minha irmã não olha na cara dele e nem vai olhar. Eheheheheh
Então meu primo me chamou para ir a Ouro Branco invés de voltar para Belo Horizonte.
Ouro Branco? Arrumamos carona para minha mãe com outro primo que estava voltando e fomos para Ouro Branco. O Gustavo me contou que tinha conhecido dois caras em Tiradentes num encontro de motos, e eles tinham ficado amigos. Eu até pensei em voltar a BH pois queria ir a Vespasiano onde, no dia , a Sá ia estrear a peça. Mas eu já estava sem grana e nem sabia que horas seria a peça e se ia dar para ir ...
Chegando lá, fiquei conhecendo os dois amigos do meu primo: o Cavalo e o Moretto. Para que vcs entendem melhor essa história, é preciso que eu descreva os caras. Mas sem viadagem.
Touro é um apelido que cabe perfeitamente a pessoa. O cara é um Touro. Musculoso, dá aula de musculação, capoeira e jiu-jitsu além de um tal de bodycombat e bodynãoseioquê. E mais, o cara parecia ser o sujeito mais boy do universo. Cabelo espetado com gel, brinquinho e carro rebaixado. Mas era gente boa. Na verdade, fiquei sabendo que ele ficou gente boa depois que ficou amigo do Moretto. Antes ele saía brigando e dando porrada em todo mundo. Se eu não tivesse sido apresentado eu nunca nem ia olhar para o cara, saca? Vai que ele acha que eu estou encarando e tal: - qué isso seu moço? Eu num tô olhando procê não. Tô olhando pra aquela moça lá do outro lado da rua. O cara intimida.
Por outro lado, o tal do Moretto era o outro extremo, de óculos, cabelo ruim e falando com sotaque de roça - “poirta, poirtão”- não dava para imaginar que ele era formado em história e filosofia e tinha estudado em Oxford. E não dava para imaginar que ele era faixa rocha em ai-qui-dô. Ou seja, eu podia arrumar confusão que não tinha problema. Os dois moeriam o burro que encostasse a mão em mim (como se eu fosse ecrenqueiro).
Fomos para a casa do Touro. Eu nunca vi uma cidade tão estranha como Ouro Branco. É tudo igual. Quer dizer, as casas são iguais, não vi uma padaria. Na época que a Açominas foi instalada no local, eles construíram várias casas para abrigar os trabalhadores e tal. Bairros inteiros nasceram assim. Parece uma cidade saída de Além da Imaginação. Eu ficaria perdido por lá.
O pai do Touro foi engenheiro na Açominas por anos. Ele formou na Alemanha e só tinha o quarto ano de grupo. O véio sabe falar 5 línguas fluentemente mas não consegue escrever nada certo em português. A casa era enorme e cheia de estatuetas e enfeites de bronze.
CONTINUA...
quinta-feira, julho 24, 2003
Estou numa sinuca de bico. Preciso arrumar emprego ou estou fudido. Qualquer coisa serve. Qualquer coisa mesmo. foi-se o tempo que eu ligava. Só não dá para ser escravo. Outro dia, peguei alguns anúncios de jornal e fui conferir. Só roubada.
Este é um post desesperado de uma pessoa desesperada. Se alguém aí souber de algo, me manda um email no zeemiliog@hotmail.com. É um caso de vida ou morte.
Este é um post desesperado de uma pessoa desesperada. Se alguém aí souber de algo, me manda um email no zeemiliog@hotmail.com. É um caso de vida ou morte.
terça-feira, julho 22, 2003
Tem uma pizzaria chamada Pizzarela aqui em BH perto da Assembléia. Fui lá outro dia com amigos para comemorar um festival de dança que a Nicole, namorada do Fábio dirigiu.
Não queria comer nada, só beber. Tinha uma coisa me falando para não comer. Depois de muito insistirem para eu comer um pedaço e eu recusar incessantemente, tive de aceitar um pedaço ingênuo. Sabem o que quero dizer: um pedaço honesto, nada exagerado nem suntuoso, apenas simples.
Passei um mal dos diabos. Nem dormi direito. Caguei aos borbotões. Agora não se culpo o estabelecimento ou a mim mesmo. Tá certo, culpo o estabelecimento (é claro). Mas veja bem, a pergunta é, se eu tivesse aceito de imediato comer um pedaço, ou ainda, se tivesse me fartado e comido como um frade teria eu passado mal? Tenho quase certeza que só eu passei mal com a pizza. Como sou uma pessoa de sorte.
Não queria comer nada, só beber. Tinha uma coisa me falando para não comer. Depois de muito insistirem para eu comer um pedaço e eu recusar incessantemente, tive de aceitar um pedaço ingênuo. Sabem o que quero dizer: um pedaço honesto, nada exagerado nem suntuoso, apenas simples.
Passei um mal dos diabos. Nem dormi direito. Caguei aos borbotões. Agora não se culpo o estabelecimento ou a mim mesmo. Tá certo, culpo o estabelecimento (é claro). Mas veja bem, a pergunta é, se eu tivesse aceito de imediato comer um pedaço, ou ainda, se tivesse me fartado e comido como um frade teria eu passado mal? Tenho quase certeza que só eu passei mal com a pizza. Como sou uma pessoa de sorte.
segunda-feira, julho 07, 2003
Eu custo para escrever aqui e quando o faço, pouca gente comenta. Tá danado.
Eu exagerei falando que "só ficava feliz jogando blá, blá, blá...". Ultimamente tenho me dedicado a ler. Estou devorando livros. Pelo menos estou com a intenção de ler como um desesperado. E ajuda o fato de eu estar desesperado com uma pá de coisas. Enfim, devoro livros.
E outro dia eu li de uma sentada um livro que a Sá me emprestou antes de ir para a Itália. Só li agora pois fica feio depois desse tempo todo, devolver sem ter lido. É o "Diário de um Magro" do Mário Prata. O livro é divertido e sobretudo me fez pensar numa pá de coisas. Não é de auto-ajuda mas eu me identifiquei em várias partes. O meu pessimismo e a minha inércia não ajudam em nada. Os dias estão passando por mim e eu nem percebo. Tá foda. Claro que quase todo dia shit happens mas so fucking what? Bola pra frente.
Me veio a mente aquela música da Aretha Franklin, "Try a little tenderness". Ou seja, tá me faltando um certo "Tesão" pela vida, pelos dias passando, pelas coisas rolando. A gente desanima, se abate, abaixa a cabeça, mas não se pode chegar a lugar nenhum sem dar o primeiro passo. Isso agora foi auto-ajuda. Eu odeio a auto indulgência, mas eu acho que estou precisando de um pouquinho disso.
Eu exagerei falando que "só ficava feliz jogando blá, blá, blá...". Ultimamente tenho me dedicado a ler. Estou devorando livros. Pelo menos estou com a intenção de ler como um desesperado. E ajuda o fato de eu estar desesperado com uma pá de coisas. Enfim, devoro livros.
E outro dia eu li de uma sentada um livro que a Sá me emprestou antes de ir para a Itália. Só li agora pois fica feio depois desse tempo todo, devolver sem ter lido. É o "Diário de um Magro" do Mário Prata. O livro é divertido e sobretudo me fez pensar numa pá de coisas. Não é de auto-ajuda mas eu me identifiquei em várias partes. O meu pessimismo e a minha inércia não ajudam em nada. Os dias estão passando por mim e eu nem percebo. Tá foda. Claro que quase todo dia shit happens mas so fucking what? Bola pra frente.
Me veio a mente aquela música da Aretha Franklin, "Try a little tenderness". Ou seja, tá me faltando um certo "Tesão" pela vida, pelos dias passando, pelas coisas rolando. A gente desanima, se abate, abaixa a cabeça, mas não se pode chegar a lugar nenhum sem dar o primeiro passo. Isso agora foi auto-ajuda. Eu odeio a auto indulgência, mas eu acho que estou precisando de um pouquinho disso.
quinta-feira, julho 03, 2003
Essa música é do caralho:
Maracatu de Tiro Certeiro
Urubuservando a situação /uma carraspana na putrefação
a lama chega até o meio da canela /o mangue tá afundando e não nos dá mais trela.
É de tiro certeiro, é de tiro certeiro /como bala que já cheira a sangue
quando o gatilho é tão frio /quanto quem tá na mira - o morto! /Eh, foi certeiro - Oh, se foi
O sol é de aço, a bala é escaldante /tem gente que é como barro
que ao toque de uma se quebra /outros não!
Ainda conseguem abrir os olhos /e no outro dia assistir tv
Mas comigo é certeiro meu irmão /não encosta que hoje eu não tô prá conversa
Seus olhos estão em brasa /fumaçando! fumaçando! fumaça!
Não saca a arma não - a arma não? /Já ouvi, calma!
As balas já não mais atendem ao gatilho. /Já não mais atendem ao gatilho
já não mais atendem.
Maracatu de Tiro Certeiro
Urubuservando a situação /uma carraspana na putrefação
a lama chega até o meio da canela /o mangue tá afundando e não nos dá mais trela.
É de tiro certeiro, é de tiro certeiro /como bala que já cheira a sangue
quando o gatilho é tão frio /quanto quem tá na mira - o morto! /Eh, foi certeiro - Oh, se foi
O sol é de aço, a bala é escaldante /tem gente que é como barro
que ao toque de uma se quebra /outros não!
Ainda conseguem abrir os olhos /e no outro dia assistir tv
Mas comigo é certeiro meu irmão /não encosta que hoje eu não tô prá conversa
Seus olhos estão em brasa /fumaçando! fumaçando! fumaça!
Não saca a arma não - a arma não? /Já ouvi, calma!
As balas já não mais atendem ao gatilho. /Já não mais atendem ao gatilho
já não mais atendem.
Realmente eu tenho algo de muito errado. Não sei me apresentar, chegar numa mulher. É o seguinte: vou nos lugares e fico acanhado ao me aproximar para conhecer alguém. Não funciona. Claro que já rolou antes mas foram acidentais, e sinceramente, não tenho a mínima idéia como funcionou. Vcs estão me entendo. Estou confessando a minha total inépcia em abordar uma garota em uma festa, boate, show ou qualquer lugar neste planeta. O que sempre rola é que eu fico inibido e perco a inibição com a embriaguez, o que não torna ninguém atraente, exceto as pessoas que a gente vê quando está bebaco. Então, esse papo de conhecer gente nova comigo não rola. Eu não consigo conhecer mulheres por próprio esforço, é preciso que outras pessoas me apresentem, ou que eu esteja frequentando a mesma aula ou espaço.
Relembrando Beck:
Soy um perdedor
I’m loser baby, so why don’t you kill me...
Eu penso se existe alguém mais retardado do que eu.
Deixando de lado é claro a Isabella, ela não conta.
Relembrando Beck:
Soy um perdedor
I’m loser baby, so why don’t you kill me...
Eu penso se existe alguém mais retardado do que eu.
Deixando de lado é claro a Isabella, ela não conta.
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