segunda-feira, abril 29, 2002

Lei de Murphy
Sexta-feira foi desses dias em que tudo deu errado.
Eu tive uma noite do cão. E tudo para tentar tomar uma cerveja sossegado.
Sem falar no trabalho durante o dia que foi um inferno. Impressora dando pau, correria para entregar correspondências, fax não funcionando direito, e tudo precisando ser feito para ontem. Você tem uma vaga idéia, tenho certeza. Fui na faculdade e não encontrei com a Adriana que está com o meu livro mais importante para a minha monografia. Que foda!
Encontrei foi com o Léo. Ele ia a uma festa na casa de uma amiga lésbica. Eu ia tomar uma cerva no bar do careca, com a D. Paula, Diguim e D. Ana. Furou. Encontrei o Léo e fiz a pergunta fatídica: posso ir?
- Vambora! E depressa, pois a festa é sem ficha e já tá rolando.
Caso vc não saiba o que é uma festa "sem ficha", eu explico. É daquelas raras nos dias de hoje, onde vc não paga nada para beber, comer e se divertir. Estão em extinção.
Pelo menos, beber cerveja sossegado, rolava. E além disso, conhecia uma amiga do Léo que ia e que era gente boa. Sabe como é? não era bonita, não era feminina e não era mulher, no amplo sentido da palavra, era "gente boa".
Antes, fui tirar dinheiro no único caixa eletrônico das redondezas. Tava estragado.
- Tenho cheque, qualquer coisa quebra o galho!
Fomos para o lugar.
E que lugar. O apê era pequenérrimo e caindo aos pedaços. O reboco parecia ter sido feito na época de inauguração da Babilônia. E tava caindo. A luz não iluminava porra nenhuma. E só tinha gente esquisita. Festa estranha com gente esquisita.
Não tenho nada contra lésbicas. Mas tudo contra aquelas lésbicas. A dona da casa, além de ser uma das mulheres mais horrorosas que já vi na vida, gostava de falar alto, dançar com os braços abertos, e abraçar a todos, nós inclusive. Suada. Com um bafo medonho. Coçava o saco e cantava as outras que ali estavam. Tinha um cara além de mim e do Léo, que não disse nada, e que de tão alucinado via-maconha, olhava para o infinito. As outras garotas, até eram bonitas, mas pareciam estar incomodadas com a nossa presença. Mas ninguém estava mais incomodado do que eu. O Léo já foi sentando e mandando todo mundo tomar no cu, com aquela sutileza que lhe é típica.
Cerveja, pelamordedeus! pensava cá comigo.
-Toma zee!
O Léo me passou a garrafa, mas não tinha copo, e eu tinha que dividí-la com ele. No gargalo. Pensava em Seinfeld nessa hora. Ele, com certeza, nunca dividiria cerveja com ninguém bebendo no gargalo.
-Foda-se, é de graça!
Desgraça mesmo era uma metidinha que impunha o som para a gente ouvir. Sempre que eu tentava colocar alguma coisa decente, ou indicar alguma coisa, lá vinha a desgramada para colocar forró.
Aguentamos o quanto pudemos: até a cerveja acabar. O que não custou muito.
Sacamos que não era para a gente estar ali, pois parecia que uma suruba, ao qual a gente não tinha sido convidado, estava prestes a acontecer. Picamos a mula tentando decidir para onde ir. Afinal estava cedo e a gente ainda tinha sede. O Léo já tava tonto. Depois me confessou ter bebido uma garrafa de vinho em casa sozinho, e tomado umas cervas antes de me encontrar. Eu tava são. E puto.
Sentamos num buteco lá perto e tinha uma placa escrito:
"Hoje, não aceitamos cheque."
Que legal. Fui num posto para tentar sacar uma grana. Não rolava. Fomos no banco 24 horas. Tava fechado. Andamos demais e não resolvemos nada. E nenhum buteco da redondeza aceitava cheque.
E o pior é que a anta do Léo tava sem um tostão no bolso. Não tinha grana nem pro ônibus e tinha esquecido de pedir para a amiga "gente boa" que, detalhe, tinha sido assaltada no caminho para a festa e não tava a fim de papo com ninguém. Que imbecil. O Léo, quero dizer.
Eu só tinha a grana do ônibus pra mim.
Resultado, pegamos um táxi para eu pagar no cheque e levar a donzela em casa. É claro que o fiz prometer me pagar depois tudo.
Ao chegar em casa, dei graças a Deus por chegar inteiro depois da noite horripilante que tive. Parecia aquele filme "depois de horas" do Martin Scorcese em que um cara só entra em roubada a noite inteira. Se livra de uma para entrar em outra. Essa tal de lei de Murphy é uma merda mesmo. Esse Murphy deve ter sido assassinado. Se num foi, eu mato ele!

sexta-feira, abril 26, 2002

Energia é uma coisa estranha
Pois ontem, na minha ânsia de não estudar, não ir para casa, telefonei para o meu amigo a fim de ver minha afilhada de um ano, Maria Isabel. Não tinha ninguém em casa. Frustrado, já antevia meu destino caseiro. Toca o telefone, uns cinco minutos para eu me mandar, e é o Older. – Me espera aí que tô passando pra gente conversar.
Qué isso. Inacreditável. Um cara que não vejo há tempos, me liga do nada.
Fomos tomar uma e relembrar os anos de escola, falar de música e coisas legais.
Foi com esse cara que eu tomei meu primeiro porre. Ele é um dos culpados por eu fazer jornalismo, por eu curtir poesia, por ouvir várias bandas bacanas. Ele é aquele amigo que você não vê durante um tempo, mas, quando encontra, parece que foi ontem a última vez que conversaram. Daquelas pessoas que inspiram você a fazer o que der na telha. A ter confiança em si mesmo. Parece uma coisa meio gay, mas não é. A gente estudou junto. E ficamos amigos. Amigos de verdade. Ele se casou com a namorada do colégio. Ela também era da nossa sala. E eu fui padrinho de casamento dos dois. Eu sei, eu sei. Que idéia a desse povo me chamar para ser padrinho?!? Mas podem ficar tranquilos. Minha quota já se esgotou. Não serei padrinho de mais ninguém (pelo menos, não pretendo ser).
E eles têm um filho que um dia, se deus quiser, vai ser roqueiro igual a gente foi um dia. Quer dizer, ainda curtimos rockn’roll mas não é do mesmo jeito. Antes, não tínhamos responsabilidade, não estávamos nem aí pra porra nenhuma. Tínhamos atitude. Hoje, a gente tem de trabalhar, e se preocupar com dívidas e outras coisas. Mesmo que tenha sido por pouco tempo, pelo menos um dia eu fui assim, e espero que o filho dele também passe por isso, nem que seja por pouco tempo. Porra, foi a melhor época da minha vida. E nós bebíamos demais. Nunca mais bebi tanto. E a gente tem aquela ânsia de conhecer tudo do mundo. Que merda é ficar adulto.
E a gente falava sobre o Arnaldo Antunes e, logo em seguida, no bar, tocava uma música dos Titãs. E falamos sobre o Ira, e tocou uma música do Ira. E falamos do Red Hot Chili Peppers e tocou uma música dos caras. Aí eu caí pra trás. – Qué isso!!! Energia é foda!
Nem vi, mas ficamos mais de cinco horas conversando.
Valeu irmão!
Os melhores clipes feitos hoje em dia são os de música eletrônica.
Eu ontem vi um do Chemical Brothers viajante para a música "The test".
O clipe começa com uma moça mergulhando no mar. Tudo escuro, ela parada olhando para aquele azul profundo. E de repente, surge na frente dela, uma baleia branca, gigantesca, e passa do lado. Do caralho.
E os clipes do Fatboy Slim também são ótimos. Vi um do Groove Armada, genial. Ou seja, não tem jeito, clipe de música eletrônica é o que há!

Minha antipatia com os Strokes passou. Um dia, explico o real motivo da antipatia. O que importa é que a banda é muito boa. Não está mais aqui quem falou que ela não era tanto assim.
Mas agora, estou completamente entorpecido devido a esse disco aí. "Urban
hymns", the Verve. Tudo bem. Você pode dizer que estou atrasado. Que você ouvia esse disco em 97. O que posso dizer quanto a isso? Antes tarde do que nunca? O que me importa? Só pude comprar agora?
Pode ser, mas que o disco é do caralho, bem, isso é totalmente indiscutível.

quinta-feira, abril 25, 2002

Nos últimos dias, minha vida se resumiu em cagar, falar ao telefone, estudar, ficar desesperado pois a meleca do tempo para entregar a monografia é curto demais, ouvir 10.000 maniacs, cagar, zapear todos os canais da tv a cabo e não assistir nada, falar ao telefone, beber água, cagar, estudar, ficar desesp...
Não necessariamente nessa ordem, é claro.
Não dá para ficar pensando muito, estou vivendo tudo sem pestanejar. Como dirigir um carro numa autoestrada. Não rola de parar e ficar analisando. Vambora!
Oh sim, esqueci, leio coisas. Não só livros. Coisas também. Várias coisas.
Li agorinha, uma revista em quadrinhos doida, que conta a origem do Wolverine.
Mas isso não vem ao caso. O que quero dizer é que hoje não vai dar. Não estou aguentando. Vou ter de sair dessa pasmaceira. Foda-se monografia. Tenho de quebrar esse ritmo. E ouvir Verve."Bitter sweet symphony".
E não sei se não vou estudar hoje. Mas não tá rolando de estudar hoje. Não tá rolando. Tô fudido.
Cagar, ouvir Verve, falar ao telefone(com ela), e olhar se meus olhos estão no lugar, e me odiar por não ter feito a monografia inteira antes, e ler bula de remédio, e ... ei, vamos ali encarar um sanduíche de vida!
Quebrar um pouco de rotina com pedras de gelo, embebidas em vinho barato. Sorrir um sorriso quadrado querendo ser redondo e rasgado. Vamos ali ver um punhado de vidro quebrado. Qualquer coisa pode ser um pecado, até um pedaço de vidro barato.
Se tem uma coisa que eu havia prometido quando comecei a escrever aqui, foi não falar de futebol. Acontece que sou um cara que fica irritado à toa quando alguém fala mal do meu time. Nem vou ao campo ver jogo. Nem me interesso muito. Mas se alguém fala mal, eu viro uma onça. Não me interesso por trabalhar com esportes por isso mesmo. Sou muito passional com essas coisas. Aliás, todas as coisas que gosto, sou passional demais. Se falam mal de Jornada nas Estrelas na minha frente, sou capaz de dar porrada no sujeito. Se falam mal dos meus amigos, aí eu quebro umas costelas.
Pois bem, tinha decidido não falar nada de futebol, mas me provocaram, e aí.... tem que lidar com a minha chatice.
Podem se tranquilizar que aqui, não vão me ouvir falar em futebol.
Agora de Guerra nas Estrelas....

quarta-feira, abril 24, 2002

pola, eu também vi o programa do Hermes e Renato e passei mal de rir.
Você por acaso não gravou, né?
Well, shit happens!
Ontem, finalmente fiz o trabalho com o meu novo grupo.
5 garotas legais. Não só por me aceitarem no grupo, fato que por si só, já lhes garante uma premiação no Gente Boa Awards (arrrgh, como sou ridículo), mas, principalmente, por não estarem muito aí para o lance todo. Elas têm aquele "foda-se" ligado caso as coisas não dêem muito certo.
E eu fui um dos locutores do jornal. Errei muito. Era ao vivo, e eu fico muito nervoso com essa merda de "ao vivo". E era na rádio experimental da faculdade. Quem ouve aquilo? A outra locutora, era a mais bonita do grupo. fiufiu!!! é claro que eu, errando tudo, queimei o meu filme né?
A rádio agora fica no novo prédio. E você se sente o Maxuel Smart para chegar lá. Se lembra disso? O Agente 86, que tem que andar num corredor enorme para chegar no quartel general da...da... como se chamava mesmo a agência secreta que ele trabalhava?
Bem, o negócio é que a rádio, fica literalmente escondida no prédio. Cê anda um corredor cabuloso e sobe uma escada estreita para chegar no local.
Escolhemos as notas, gravamos algumas coisas, e lá fomos nós. E eu atropelei palavras, troquei palavras, escorreguei na pronúncia. Que merda.
Depois do sufoco, foi que eu pensei: "Ei, essa merda de rádio até que é fácil!" Que imbecil!
Mas eu não quero nada com isso. Tô fora!. rádio não é para mim. A não ser que, pinte um programa de rockn'roll para eu comentar e colocar coisas para tocar, na madruga, ou qualquer horário. Aí eu pensaria em fazer. Mas por enquanto...EU ODEIO RÁDIO!
E mais uma que vai para a Europa.
Desta vez foi a D. Érica, a garota sorrisos.
Até la vista, baby!
Já estou com saudades.
Sexta foi mesmo aniversário do Diguim.
Comi chili. E o Du contra tava passando mal. Ele gosta de uma briga mesmo pondo o intestino para fora. Que orêia!
De qualquer forma, não cantamos parabéns. Queria fazer isso para matar o Diguim de vergonha. eheheheheh
E GH com sua Ana agá, estavam lá para nos alegrar. Mas o Ducontra só sabia brigar. E mal passar.

Não entendo!
Algumas pessoas acham que podem mandar no que eu escrevo.
Só dá para tentar explicar uma coisa para eles: às vezes, esse cara que escreve aqui, não sou eu, às vezes, é.
Entenderam? Não?
Eu não preciso falar sobre tudo que acontece comigo. Aliás, eu não preciso falar sobre nada.
E também, não preciso explicar porra nenhuma. Mas é só para dar um "alô babaca" a essas pessoas.

sexta-feira, abril 19, 2002

Quem diria.
Em plena sexta-feira, eu, ralando igual a um filho da puta, estou de bom humor.
Tenho os meus motivos. Quer dizer, a culpa é dela. Não tem jeito de ficar de mau da vida quando converso com ela. Mas não se preocupe. Isso aqui não vai virar uma coluna sentimentalóide (que eu detesto). Ok, sou enjoado, e aqui, sou o enjoado ao cubo.
E olha que hoje ouvi o cd mais melancólico do mundo: "Mellon Collie e the infinitive Sadnes" do Smashing Pumpkins. É de chorar de tão triste. E vibrar de tão bom.
Deu para sacar que minha paranóia com cds não passou. Acho que vou passar em algumas lojas depois do expediente. Dou um cheque para uns dez dias e aí tá beleza.
Bão, today is o níver do mala sem alça do Diguim. Parabéns véio!!!
Assisti outra baba cinematográfica. "Doce Novembro" com o Keanu Reeves e a mulher mais bonita do cinema: Charlize Theron. Essa mulher é meu sonho de consumo. Ela e a Giliam Anderson, a Sculy do Arquivo X.
Ai ai!
Parece que tô com mania de filmes para mulheres. O negócio é que tô sem grana (para variar) e os filmes que aparecem lá em casa são os que a minha mãe tá pegando. Ela quem paga.
E a minha irmã só ficou falando o filme inteiro: " O Keanu Reeves tava mais bonito no Matrix".
Eu entendo os fraticídios. Eu às vezes tenho vontade de matar a minha irmã. E às vezes tenho inveja de quem é filho único.
Mas às vezes ela é legal, principalmente com visitas. Se vai alguém lá em casa, minha irmã recebe muito bem, com a maior educação. Diferente do irmão chato que tenho, que nem cumprimentava, quando morava lá em casa.
Já estou divagando.
Vamos ver se vai rolar alguma coisa hoje. Tenho de dormir cedo pois amanhã, pretendo escrever metade do capítulo principal da monografia.

quinta-feira, abril 18, 2002

Para aqueles que viram o Senhor dos Anéis, fará mais sentido.
Contudo, não deixa de ser divertido para todos. Tem um site que descobre o seu nome caso você fosse um hobbit, um anão ou um orc.
Só descobri o nome-hobbit das pessoas que sei nome e sobrenome (que é o que pede no site).
Ana Agá: Pimpinela Sacola (sua mala)
G.H.: Melilota Pé-Soberbo (já vi o seu pé e ele não tem nada de soberbo)
Bella: Celidônia Gangi (?)
pola: Rosamunda Justa-Correia (êta ferro!!!)
D. Ana: Hilda Valeouro ( vale mesmo)
D. Paula: Rosamunda Mão-Verde (ahahahaha)
Diguim: Carl Espalha-Ouro (opa, me arruma um pouco)
Vera: Lili Espalha-Ouro (deve ser prima do de cima)
Du Contra: Hob Teimão (taí um nome que cai bem com o dono)
E por último, o meu nome hobbit seria: Adelard Bolseiro. Tive a manha de ser parente do Frodo.
Caso queiram tirar a prova ou descobrir o seu nome anão e orc, entre neste site.

quarta-feira, abril 17, 2002

Eu vi o "Diário de Bridget Jones" e achei que ia ser melhor, mas se trata de mais um filme mela-cueca todo açucarado. Legalzinho. Nada demais.
É claro que irão me chamar de machista.
Como se não bastasse, minha vida ficou ainda mais caótica depois que a tv a cabo trocou os canais. Não acerto mais nada naquela birosca.
Só para registro:
O nome do disco do r.e.m. é "fables of the reconstruction".
Eu inverti o título. eheheheh
Eu sei, eu sei, não tem graça nenhuma.
Estou começando a sentir saudades, cada vez mais fortes.
Fico querendo te ver todo dia.
Aí eu ligo, e você brinca. E eu te adoro por você ser assim.
A D. Paula está a maior entendida em vinhos.
E a Lili tinha vales de chopp a rodo.
E a Ju ama a Lama. LAMA!!!
E o Diguim não passa no "Legacy of Kaim".
Tive de explicar pra ele:
Quando vc chegar naquela viga maior, aí cê pula para um...uma plataforma e, assim que pisar nela, pula de novo para o outro lado. Manha!(que nada, é difícil pacas)
Hoje fiquei sabendo que será mais um mês apenas de estágio. Mais um mês e nunca mais estágio.
Isso porquê tenho o curso técnico. Faço estágios desde do 2° grau. Fiz edificações. Odeio engenharia mas já trabalhei em obra, em escritório de projetos, até em construtora de estradas.
Mas não tô a fim de contar isso agora.
Meu reino por um cigarro!!!
estou precisando de um neste instante. Estou ouvindo "Reconstrution of the fables", um cd das antiga do R.E.M. fruto de minha garimpagem em lojas. É folk e pop. Muito bom, quer dizer, eu gosto.
Parece que estou sem assunto, né? É que esse lance de saber que dentro de um mês estarei desempregado, cmo menos grana, sem um horizonte definido, me dá uma piração.
Por outro lado, vou ter um tempo para ficar na minha. Me esconderei num sítio por aí durante uns dias, antes de arrumar outra coisa, SE arrumar outra coisa.
Ontem, D. Paula, Diguim, Lili e Ju me chamaram de supetão para tomar uma. Fiquei meio na dúvida se ia. Daí, minha mãe confirmou minha história anterior: -Você é uma maria-vai-com-as-outras!! - Valeu mãe!
Fui, e não falei muito na mesa. Tava meio pensativo quanto a isso tudo.
E pensei: -Por quê o meu irmão não me empresta o Telescópio?
O chato do meu irmão tem um telescópio carérrimo que ele não me empresta nem fudendo. Nem ele mesmo sabe mexer no negócio direito. Toda vez que ele leva o telescópio para um sítio ou coisa do gênero, na hora de montar o bicho, ele já tá chapado e não conseguer mirar direito. Aí, as pessoas que foram lá só para olhar as estrelas pelo telescópio ficam com aquela cara de "cadê?". E ele não me empresta.
Eu sou padrinho da filha dele. Eu sirvo para ser padrinho da minha sobrinha, mas para montar uma porra de um telescópio, não. Ele não me empresta de jeito nenhum.
Eu gosto de astronomia. Tenho vontade de aprender muitas coisas sobre as estrelas. Sou fascinado com isso desde pequeno.
Vou continuar insistindo até ele me emprestar.
Quem sabe um dia...
Descobri que sou mestre em deixar as coisas pela metade.
E também sou mestre em não dizer "não". Já me estrepei tentando ajudar os outros.
Tipo agora, uma moça do meu serviço, veio me pedir para escrever uma matéria para ela. Eu respondi:
-Claro, com prazer!
Não sei como farei. Tô no sufoco tanto no serviço como na monografia. Não tenho tempo nem paciência para escrever matéria nenhuma. O foda é que não tenho cara de chegar para ela e dizer. Vou acabar escrevendo. Acontece que é um lance de um professor universitário da PUC que já deu pau na sala inteira dela, e não dá aula direito, e eles já reclamaram, já escreveram para até para o reitor, e nada. Daí, ela ligou para o nosso grande jornal, aquela porcaria do Estado de Minas. A jornalista disse que publicaria desde que mandasse a matéria já escrita. Vê se pode? Que ordinária!
De qualquer forma, ela me pediu para escrever e o trouxa aqui aceitou. Aceito sugestões para a dissolução do caso. Estou pensando em passar essa pauta para algum colega que esteja querendo trabalhar e levar a sério o assunto.
Quem é da turma que está trabalhando onde?
Que merda. Virou serviço de utilidade pública de novo.
Talvez esse lance de ajudar os outros eu tenha pegado do filme "O fabuloso destino de Amélie Poulain".
Eu sabia, alguma coisa errada tinha que ter com aquele filme. Merda.

terça-feira, abril 16, 2002

E hoje, fui na sala e vi o grupinho que já comentei aqui. Mudei de grupo. Sou o único homem deste novo. Vamos ver se nesse elas tenham mais respeito com o macho dominante. Ora bolas!
Vamos parar com o serviço de utilidades públicas.
Sabe esses dias que você acorda com um quê diferente? E aí fica com esperança de que alguma coisa possa mudar realmente? Eu não.
Mas me parece um dia assim. Estou de bom humor hoje. Com paciência e com vontade de fazer muita coisa. Essa noite eu dormi direito. Isso conta. Tava precisando.
De qualquer forma, hoje fiquei sabendo que depois de formado, não ficarei no trabalho. Eles vão me dar um pé na bunda daqui a dois meses ou menos. Mas a minha chefe é muito legal. Disse que ia olhar outros lugares aí. É claro que não posso ficar esperando. Vou correr atrás. Não sem antes tirar uns dias de folga.
E idéias estão pipocando na minha cabeça. O que fazer depois de formado? Parece que estou para sair de uma prisão. Talvez me mandar daqui e... não, por enquanto não dá. Esse ano não dá. Mas sair de casa, morar sozinho ou com alguém. Minha prioridade é deixar o barco correr e remar mais. Que coisa mais idiota. Esse lance de esperança... eu sei lá. Mas parece uma coisa meio idiota.
E eu fiquei pensando em ir para a Europa, depois de todo o papo que ouvi com a flavinha (lá vou eu de novo). Pô, é uma experiência do cacete. E várias pessoas que conheço estão indo para lá. Não que eu seja uma maria-vai-com-as-outras. Eu sou, mas não nesse caso. Tomara que o barco não esteja furado e eu não esteja notando, senão, ele vai furar e eu, fudido mais uma vez.
Agora eu vou falar da festa que fui no sábado.
Eu já ia falar de qualquer jeito mas estou sendo forçado por essa leitora viciada e neurótica chamada Flavinha.
Ela está escrevendo bilhetes ameaçadores, ligando para a minha casa de madrugada, me mandando flores mortas, e tudo para eu escrever sobre a festa dela no sábado. Tá bom flavinha!
Ela mora lá na Califórnia. Longe pacas. Tive que me esforçar muito para chegar lá. Era uma festa surpresa de despedida, pois a peça está se mandando para Portugal. Faz ela muito bem.
Então fizemos uma festinha que não podia deixar de rolar. E foi muito legal. Legal por que o mala do Du contra, que vcs conhecem pelos comentários inúteis deixados aqui, estava muito engraçado. Impagável, na verdade.
O foda foi a Axé musics que eu tive de aguentar. Arrrrrggghhhh!!!
Uma das frases do mala:
- A única coisa que o homem tem de vantagem para a mulher hoje em dia é de poder mijar em pé!
Na hora de ir embora, a Flavinha não quis se despedir direito. Disse que a gente ia se ver antes dela ir. Só quero ver. De qualquer forma, boa viagem!!! Curta prá caralho!!! Conquiste a Europa!!! (Que coisa mais gay).

segunda-feira, abril 15, 2002

Desde quinta não escrevo nada. Muitas coisas precisam ser ditas. Na sexta foi uma ralação muito grande. Entreguei meu primeiro capítulo da monografia (yes!!!) só para descobrir que tenho muito menos tempo para entregar o segundo. Fui ao aniversário da Nicole numa churrascaria caretaça (descobri que odeio churrascaria). A Nicole é noiva/namorada/mulher/esposa do Fabão, amigo de longa data.Eles ainda não se casaram, e nem sei se vão, mas para mim já são há muito tempo. Várias pessoas que conheço foram lá. Já fazia um tempinho que não nos encontrávamos. E agora sei porquê. De todos ali, o Fábio e a Nicole são os mais legais, o resto, me dá uma preguiça muito grande.
-"Vamos chapar! vamos fumar! que loucura!". Essas são algumas das frases mais inteligentes que a maioria falava.
Fiquei conversando um tempo com a Marta, uma gata amiga da Nicole e diferente da maioria pensante do lugar. A gente sempre gostou de conversar, e sempre foi numa boa. Mas pra quê? Foi só ela sentar do meu lado que os mais inteligentes perguntavam no meu ouvido:
-Daí sai caldo?
Se tem uma coisa que me irrita é ficarem me enchendo o saco para que eu cante alguém, ou dê satisfações sobre uma paquera. Não estava paquerando, só conversando, mas para os "inteligentes", conversar com uma mulher bonita e interessante e paquerar, dá na mesma. E a Marta ainda me contou sobre ter rompido o noivado (sim ela era noiva) há uma semana. Acho que era por isso que os garotos inteligentes estavam tão exaltados. Ele não me parecia estar interessada na conversa dos imbecis.
Na hora de ir embora, caí na besteira de aceitar uma carona do Leandro. Um amigo de longa data. Eu não aprendo mesmo. Acontece que o Leandro é uma criança escrota de uns 25 anos, das mais imbecis que conheci. Eu gosto muito dele pois já passei por várias coisas com o cara. O considero meu amigo mesmo. Por isso fico mais chateado e com mais raiva ainda. Esse cara tem tudo na vida. Tem grana, tem uma família ótima, mora bem, tem o carro que quiser, estuda, trabalha e faz sucesso com as mulheres. Pois ele tem essa mania besta de tomar todas, todos os dias, e sair dirigindo igual um louco. Andando sem rumo de madrugada, cantando mulheres na rua, bêbado... ele deve ter um anjo da guarda poderoso pois já bateu o carro umas cinco vezes, com perda total e não teve um arranhão.
Acho que o mais louco da história sou eu, só por ter aceito a carona. Que carona! Ficamos perdidos durante um tempo, ele errou o caminho. Depois de um tempaço, encontramos a rua certa, daí eu pedia para ele me deixar num ponto de ônibus, ele ia em outra direção. Fiquei angustiado mesmo quando ele começou a seguir um carro de polícia.
Não foi a primeira vez que ele fez palhaçada dirigindo. Mas a última comigo, com certeza.
Eu fico com pena de gente assim, ainda mais sendo meu amigo. Mas não participarei mais desta maluquice. Se quiser se matar, se mate. Sem minha ajuda.
Cansei de ver o cara desse jeito.
E esse texto era para ter sido alegre, mas me lembrei de como fiquei puto com tudo. No próximo eu compenso. Só que mais uma vez, hoje estou ralando pacas no serviço. Vamos ver se hoje mesmo dá para escrever de novo.

quinta-feira, abril 11, 2002

Sá, (e vai Sá mesmo) vc tinha razão. O filme "Quase famosos" mexeu com a minha cabeça. Acho que foi até meio inconsciente. Mas o que está pegando é que estou me afundando mais e mais em cultura pop. Botei na cachola essa idéia de escrever sobre música, cinema, literatura e não consigo me desgrudar. A princípio o lance está mais para cd. Estou com a mente fixa em alguns cds.: belle e sebastian, white stripes, charlatans, manic street preachers... e o pior é a grana que não posso gastar e já tou gastando.
O que acontece é que um jornalista ao escrever sobre o assunto, ganha das gravadoras a maioria que sai, antes de qualquer um. Meu Deus, eu quero ter um emprego desses!!!
Mas eu não. Eu fico comprando, vou nas lojas e vejo promoções, aí eu piro. Só fico pensando em comprar a porra do cd. Na verdade, sempre fui assim, só tinha deixado esse espírito de curioso pop hibernando por um tempo. Só que de uns tempos pra cá, a coisa piorou. Estou lendo vários sites de cultura pop. De música a quadrinhos, tudo me interessa. O sintoma "dvd" faz parte disso.
Então, vocês que são meus amigos, ou que não são, ou que nem me conheçam, que estejam lendo isso pela primeira vez, peço para que me ajudem neste drama. Me emprestem cds, mandem endereços de sites de cultura pop (não conheço muitos), me dêem aquela revista em quadrinhos do batman que alguém esqueceu na sua casa e vc nunca leu, ou aquela fita de uma banda que vc não conhece e acha barulhenta, ou gravem em cd, ou sei lá. Preciso disso como oxigênio (pola, sei que vc tem coisas legais para ouvir).
Quem sabe um dia eu tenha uma coluna para só dizer besteira e cultura inútil. Eu sei, o Zeezzzz já é assim, mas eu quero ser pago para isso. Será que alguém me entende?
Ontem, aluguei o filme Moulin Rouge. Minha mãe queria ver.
Não gosto de musicais, poucos me agradaram.
Adoro "Cantando na chuva", mas Gene Kelly era foda.
Bem, achei esse Moulin um saco. Tudo o que mais me irrita num filme, esse tinha mais escancarado.
O "Dançando no escuro", outro musical recente, tem uma história que sustenta o filme, uma música muito criativa e legal, uma coreografia imaginativa.
Essa bosta, a única coisa que presta é a Nicole Kidman. A historinha é lixo, o enredo é podre, os atores cantam mal. Um horror.
É horripilante ver o que eles fizeram com "Smells like teen spirit". Tá certo, não é meu estilo de filme, mas eu não vi o resto. Fui dormir no meio da porcaria. Que filme ruim!
E o Léo tinha me falado que era legal. Mais uma porcaria que o imbecil recomenda.
Flavinha, deixa de ser lerda!
Olha o dia que escrevi pela última vez (terça). Que dia que eu te liguei? (quarta) Dããããã!
Não foi no mesmo dia.
Além disso, meu mau humor é parte integrante de mim. Sou mau humorado. Claro, eu o domino às vezes, não o deixo sair da cela, mas pergunta para a Vera quem é o mais mau humorado que ela conhece. Se bem que eu tenho achado o "Du Contra" mais mau humorado que eu.

terça-feira, abril 09, 2002


O "monstro" hoje está de mau humor. (reparem o braço esquerdo dele)
Esse grupinho de adolescentes ainda vai sofrer.
ehehehehehehe
Era bom demais para ser verdade!
Ou deveria começar com...
Tava demorando!
Pois é, já estava me acostumando a ir a aula de manhã. Não via nada demais no povo, até encontrava com pessoas legais (outras, nem tanto). Outro astral, sol quente, muitas babes usando roupas mínimas, etc...
Na sala, tive de entrar em um grupo a mando da professora. Não tive escolha.
Beleza. Fora um certo desconforto inicial, estava tudo bem. Então, hoje, cheguei atrasado para o trabalho em sala. Pronto, foi o fim. Eu já tinha notado que o grupo não tinha ido com a minha cara. Mas hoje foi foda. Me expulsaram do grupo. E eu não fiz nada.
No grupo são três mulheres e um boyzinho. O carinha parece que tá lesado, tem os olhos pequenos como quem tinha fumado um. Antes fosse. Ele não é do tipo que tenha capacidade de fumar maconha, nem coragem para tanto. Se fumasse seria tranquilo. Mas não, é boy e com a capacidade intelectual de um. Zero.
Tem uma gorda que se acha o máximo. Não tenho nada contra pessoas gordas. Aliás, estou bem acima do meu peso. O problema é ela se achar o máximo, com o nariz empinado e tudo. Ainda pinta o cabelo de louro daqueles fortes, quase esverdeado. E toda hora ela dá um jeito de comentar que trabalha na câmara municipal. Grande merda. O tiaguinho já trabalhou lá, e era o tiaguinho (antes que pensem qualquer coisa, eu adoro o tiaguinho, ainda vou escrever um livro sobre ele). Tenho pena de ver uma pessoa tão iludida. Feia, ridícula, gorda e burra. É muito para qualquer uma.
Outra girl, a mais interessante, à princípio. Parecia ser inteligente, andava com roupas da feira hippie, bonitinha, meio sem jeito. Interessante. Que nada, uma grossura de pessoa. Ela parece não raspar o suvaco. E é a que mais não foi com a minha cara. Essa, eu vou mandar tomar no cu. VAI TOMAR NO CU!!!
Bem, cês notaram que eu não pus o nome de ninguém. É que fiz questão de esquecer. Mas não esqueci da mais mandona: Raquel, a piranhuda de Notredame. Essa é uma carrasca. Se fosse num filme americano, ela seria aquela típica líder de torcida que dá para o time inteiro e se acha grande coisa. Mas é incapaz de ter alguma idéia original. Sem imaginação, rouba idéias dos outros. E faz tudo para se dar bem. Dar o rabo para conseguir as coisas, não é problema. Essa, com certeza, vai arder no inferno. Não por dar o rabo. Mas pela falsidade em parecer ser legal. Raquel, A piranhuda de Notredame ataca novamente.
Lembrem-se, o grupinho estuda no sexto período de jornalismo de manhã, naquela faculdade morfética que me recuso a dizer o nome.
Como me fez bem escrever esse post. Destilei toda a minha raiva com a trupezinha.
De qualquer forma, como é bom falar mal dos outros. Ainda mais quando eles merecem.
Aí Casalberto, pus o link para o anônimo.
Vou fazer a crítica daquele livro que lhe falei, mas o problema é essa danada da monografia.
Não dá tempo.
Agora, dá uma melhorada no visual do blog. Tá feio demais!

segunda-feira, abril 08, 2002

Neste instante
Nasci de repente
E me vi semente deste jardim

Semeado sem pressa
Orgulho ou descrença
Mera sentença
Que me faz sorrir

O querer, o poder, ter
Você.
Apenas você
Aqui
Inimigo bom é inimigo morto.
Pensei que na sexta ia ver o pessoar, mas só a D. Paula, o Diguim e a Ana apareceram no Chef Túlio. A Ana chamou o Estranho para lá também. Eu e o Diguim ficamos olhando o cara e simplesmente não o entendíamos. O ser Estranho às vezes pára de falar e fica olhando vagamente... e você fica sem saber se ele já acabou a frase e deve falar alguma coisa, ou deixá-lo lá...vagando,.... viajando na maionese. E o cabelo dele me lembra do desenho dos Harlem Globetrotters que tinha um cara que tirava geladeira do cabelo, e outras coisas, um fusca, uma tv...
E aí, na hora de ir embora, eu estava com um catálogo de cursos do Senac para a D. Paula ver sobre um curso de culinária japonesa. O Estranho pegou o catálogo e ficou... viajando... alisando... analisando... vagando...divagando... e a gente lá, sem entender nada.
Estranho, sinistro, bizarro... cem por cento bizarro!!!
Tive um fim de semana Trekker.
Foi muito bom o episódio da Deep Space Nine.
Quem não conhece, não sabe o que está perdendo.
Ainda vou escrever aqui sobre ser um fã de Jornada nas Estrelas (para desespero de algumas amigas).
Mas hoje não estou com muito saco.
Descobri quem é a besta "Du contra". Era quem eu desconfiava.
Só que, infelizmente, ele parece ter gostado de comentar e me disse que não vai parar tão cedo. Pode continuar o quanto quiser MAS VÊ SE APRENDE A ESCREVER PRIMEIRO! ehehehehehe.
Cara chato.
Nós somos muito subdesenvolvidos mesmo!!
Temos esse ar de “país em desenvolvimento” – Não, nós não somos terceiro mundo! Estamos caminhando para o primeiro. Um dia a gente chega lá.
Pois não é que estão querendo processar os estúdios da Fox americana pelo desenho dos Simpsons que, em seu último episódio, trouxe a família desmiolada para os ares tupiniquins e esculhambou com tudo por aqui.
Para falar do assunto, vou utilizar o artigo publicado pela Folha de São Paulo no último dia 6, escrito em tom de indignação pelo jornalista Sérgio Dávila com o título: "Os Simpsons" escarnecem do Brasil
"Os Simpsons", desenho animado cômico criado pelo cartunista Matt Groening, levou ao ar em seu mais recente episódio, exibido nos Estados Unidos no último domingo, uma trama com uma visão preconceituosa e com erros factuais sobre o Brasil, especificamente a cidade do Rio de Janeiro.
... a família Simpson decide ir ao Rio de Janeiro. Logo ao chegar, Homer, o pai, é seqüestrado por um taxista carioca, que pede um resgate de US$ 50 mil (quando recebe o dinheiro, o bandido olha para as notas coloridas de real e diz: "Meu Deus, nosso dinheiro é mesmo gay!")
.
Peraí, não existe seqüestro no Rio!!! De onde eles tiraram essa idéia?
Na televisão do hotel, Bart, o filho-problema, assiste a um programa infantil apresentando por uma loira seminua, no qual lascivas dançarinas literalmente se esfregam no cenário e seduzem as crianças da platéia.
A referência indireta é à apresentadora de TV Xuxa Meneghel, que sofreu críticas da imprensa norte-americana pelo conteúdo supostamente sexualizado de seu programa infantil ao tentar lançar uma versão da atração na televisão dos Estados Unidos nos anos 90.

Não, aqui no Brasil não existe uma erotização precoce das crianças pelo meio televisivo. Esses americanos...tsc. Imagina, nossa querida Xuxa, tão boa com as crianças, tão educativa!
Além do preconceito generalizado, há erros factuais grosseiros. Os seqüestradores de Homer, por exemplo, vão de barco do Rio de Janeiro para a Floresta Amazônica, que seria vizinha da cidade.
Ué, os estrangeiros só conhecem nossas bundas e florestas. Existe mais alguma coisa além disso para eles?
...a família Simpson entra numa "fila de conga" (o ritmo caribenho) para ir do aeroporto até o hotel e uma escola ensina a macarena (a dança colombiana).
Dou graças a Deus deles não terem visto a "Boquinha da garrafa" ou as "cachorras no baile funk".
Agora, o nosso governo está pensando em entrar com um processo em cima de um desenho animado, onde o mote é criticar a tudo e a todos. Deve existir alguma coisa errada em pessoas que levam desenhos animados desse tipo a sério.
E olha que foram os Simpsons, pois se South Park tivesse baixado por aqui, nossos governantes teriam declarado guerra aos EUA.
Invés de se preocupar com o social, de mostrar alguma coisa concreta, o governo só quer saber de “tapar o buraco com a peneira”.
É uma pena que os Simpsons não tenham tido tempo de irem a Brasília para conhecer nosso ditador latino- americano neo-liberal de meia-tigela.

sexta-feira, abril 05, 2002

Tem gente louca nesse mundo.
Essas pessoas que estão comentando no blog, continuem a fazê-lo, mas por favor não usem pseudônimos.
Assim não saberei se conheço ou não a pessoa que comentou. Alguns eu sei quem são precisarem me falar o nome.
O imbecil "Du contra" por exemplo, não consegue nem me insultar direito. A antice dele é inconfundível.
-Aprenda a escrever primeiro ô animal!!! Mas e o restante das pessoas?
Portanto, sejam corajosos e usem os seus nomes verdadeiros. Não custa nada ter um pouco de coragem hoje em dia. A gente que tem essa comunidade virtual, usamos isso para sermos sarcásticos, tolos, fúteis e insensíveis quando o nosso verdadeiro nome não cabe nesses sentimentos, se bem que comigo isso não cola devido ao meu verdadeiro nome. Ah, quer saber: escrevam o que quiserem. Foda-se!!!

quinta-feira, abril 04, 2002

Para não entender
Estou ficando entre a cruz e a espada.
Estou me vendo numa sinuca de bico.
Ainda bem que não é nada ruim. Ao contrário, algumas pessoas estariam se estapeando para estar na minha situação. Vc não está entendendo nada? Não é para entender. Talvez eu explique um dia. Se eu resolvê-la, poderei contar aqui. O lance agora é deixar o barco correr e ver no que vai dar. Mas que diabos estou fazendo?
(sempre quis dizer uma dessas frases de efeito que eles sempre colocam no momento de mais tensão do filme) Estou divagando novamente. E não consegui ainda levar realmente à sério minha monografia. Sim, estou fudido. E mal, muito mal pago.
Só penso no que vai acontecer. Será que vou sair hoje e me encontrar com o "pessoar"? Será que irei vê-la? Será que ela vai fingir me ignorar? Será que ela irá sorrir e me partir ao meio?
E eu vou ficar ali, fingindo que estou normal, conversando com ela, dizendo amenidades em seu ouvido, falando as minhas baboseiras, e tentar não ficar chapado. Não ficar bêbado. Eu sou um asno quando estou bêbado. Mas eu acho até que ela gostou. É provavelmente sim.
Mas o lance é aprender a viver o dia dia, o momento, o agora.
E estou aprendendo a andar nas nuvens.( como assim) Coisas boas acontecem também, pô. Só espero que o tombo não seja muito grande. Como sempre, derrotista até o fim. Cara, eu me odeio sendo desse jeito.
Zubreu. Grande Zubreu.
Esse cara me mandou o e-mail mais engraçado do mundo.
Peço-lhe, Zubreu, que me permita publicá-lo aqui no blog, pois eu estou passando mal de rir.
Quanto mede uma trepada?
Os cientistas descobriram que uma boa trepada dura em média aproximadamente
7 minutos. A respeito disso, tem até um livro famoso chamado "Os Sete Minutos". O cálculo médio de uma trepada é de 60 penetrações por minuto,o que indica que o ato consiste em 420 penetrações. Supondo que o pênis tem em média 15 (quinze)
centímetros, significa que a mulher recebe, em média, 6.300 centímetros de chibata, ou seja, 63 metros de rola a cada relação. Geralmente as mulheres trepam 3 vezes por semana, e, como o ano tem 52 semanas, então trepam 156 vezes por ano. Isto quer dizer
que a mulher recebe 9.828 metros de pênis por ano, ou o equivalente a quase
10 km de pica/ano. Sugiro que repasse estas informações às suas
amigas, que resistirão a argumentação tão singela caso tenham alcançado
a quilometragem padrão!!! A 10 km por ano, uma garota de 25 anos, que tem sua
vida sexual iniciada, em média, aos 17 anos, já rodou uns 80 km. Ex.: 25 - 17 = 8 anos]
8 x 10 km = 80 km !!! ]. Há quem já, nesta idade, tenha virado o velocímetro!

Eu não quis comparar o Stone Roses ao Oasis. Longe disso. Mas que o Liam Gallager queria ser o Ian Brown, ah isso queria. Ouvi a faixa bônus e também a achei muito engraçada. Obrigado pola!!!
Agora, vou dizer uma coisa que me irrita um pouco e que eu já estava pensando em reclamar.
QUANDO É QUE VOCÊS VÃO ATUALIZAR SEUS BLOGS?
Que coisa mais irritante. Eu entro nos blogs e eles são de uma semana atrás.
É a mesma coisa que mandar um e-mail e a pessoa não responder. Tem coisas que só a internet faz com você!
Ficar irritado com isso é uma delas. É uma bobagem, eu sei. Escrever em blogs é tão ridículo e insignificante quanto uma formiga (eu sei, não foi uma analogia muito feliz, afinal, 3 em cada 4 diálogos do santa, uma formiga está envolvida) sozinha no deserto da Namíbia. Mas eu quero ler sobre as pessoas que gosto, essas que têm o link aí do lado. E antes que eu cometa um ato desesperado. Atualizem-se!!!
Fiquei sabendo de pessoas que querem entrar no blog do santa para escrever também. E fiquei sabendo delas terem sido barradas. O problema é que essas pessoas não são muito confiáveis. Não digo pessoalmente, mas quanto ao que escrevem. Fofocar no lugar não rola, pô. Tá certo que o "santa" já aceitou coisa pior. E fiquei sabendo que essas pessoas estarão fazendo outro blog. Façam mesmo!!! Apoiado!
E se precisar de alguém para ajudar, não me chamem. Já tenho muita dor de cabeça com a merda do santa pois tenho de passar por cima de muita escrotice imbecilizante. Só participo por livre e espontânea pressão das pessoas que importam. Senão, já tinha ficado aqui no meu canto.
Não venha me dizer que é birrinha, pois vcs também estão começando a encher o saco daquilo. Sinceramente, não é por ser minha irmãzinha, mas a Vera Vermelha (Verão?) é o que de melhor surgiu no lugar. Sempre animada em alto astral, e com os melhores poemas para a gente ler e, coisas interessantes para a gente comentar. Ela merece o prêmio de quinhetos mil reais. Ninguém deve eliminá-la viu, "pessoar"! Se não fosse por ela, a vaca já tinha ido pro brejo há muito tempo.

quarta-feira, abril 03, 2002

Vera, o nome do livro do John Fante é "Pergunte ao pó".
Uma vez, me fizeram a famosa pergunta: qual super-herói você gostaria de ser?
Eu, como leitor assíduo de quadrinhos, fico num dilema mortal. Pô, são várias as possibilidades.
Wolverine é muito bom. Gostaria mesmo de ter garras para poder rasgar e trucidar algumas pessoas. Algumas pessoas merecem ser retalhadas. Além disso, com o fator de cura, não pegaria nenhuma doença e poderia fumar à vontade sem me preocupar com câncer. Não que eu me preocupe, são os outros que me fazem preocupar. Fumo à vontade, mas à vezes sai um catar...
E o Super-homem. Apesar de ser um babaca, ele voa, pode ver através de roup ... qualquer coisa, menos chumbo, é invulnerável e tem capa. Capa é legal. É o super-herói dos jornalistas. ehehehehehe
Tem o homem-aranha, o amigo da vizinhaça, o cabeça de teia. Escala paredes, super-força e agilidade de uma aranha. E tem teia. Mas nesse calor, aquela roupa não rola. Ele tem o melhor senso de humor de todos.
Batman, tem o batmóvel, é milionário, e tem a melhor roupa de todas, com capa e orelhas pontudas, e o batcinto. Só que eu ia dar umas porradas no Robin: -Sai fora moleque. Vai procurar sua turma ô pentelho.
O Surfista Prateado é um dos meus personagens prediletos. Tem uma prancha de surfe e "surfa" pelas galáxias. Não precisa comer e tem o poder cósmico. E vive amargurado. "Doido"
Não saberia qual escolher, mas a tendência é mesmo o Wolverine. O gênio dele é parecido com o meu. Agora, imagine fazer essa pergunta para alguma mulher. Mulher não sabe nem o que é quadrinho. São raras. E super-heroínas são geralmente coadjuvantes nos quadrinhos (isso está mudando). E qual super-heróina é legal? Não tem. São todas umas plastas, umas pamonhas. Tá certo, tem várias gostosas. Conheço caras que já tiveram sonhos eróticos com algumas. Não tive o prazer ainda. Se bem que a Vampira dá um caldo.
Esse texto, caro leitor, é para iniciar mais uma empolgante enquete no seu blog predileto. Qual super-herói/heroína você gostaria de ser? Ou uma pergunta mais sadia: com qual você transaria?

terça-feira, abril 02, 2002

Ontem eu pratiquei (fazia tempo) um dos meus esportes prediletos: garimpo de cd.
Numa loja, achei e comprei o antológico disco dos Stones Roses "second coming" por 8 reais. Quase tive um treco. Poucos aí devem conhecer a banda. Pense no Oasis tocando suingado e com punch aí você não chegará perto.
Ainda comprei o unplugged do 10.000 maniacs que eu tava a fim já tinha um tempo. Pode parecer um exagero, mas para quem é viciado em cd, não há nada melhor que achar uma raridade a preço de banana. Já tive várias experiências com isso. Ontem até achei a edição limitada do White Album dos Beatles que já tenho e pensei não ver de novo em loja alguma. Uma vez, comprei uma edição limitada do 1° disco do Pink Floyd por quase metade do preço, tive sorte pois o disco era importado. É que ao perguntar para a gerente da loja qual o valor do cd, ela se enganou e deu o preço errado. Falei que ia pegar a grana e fui a um banco 24 hs. Quando voltei, ela disse do erro dela e que manteria o preço. Ganhou um cliente faminto por rockn'roll. E eu sempre achava muitas raridades nessa loja. Tantas que eu esnobava. Hoje eu me arrependo. Lá tinha, por exemplo o cd solo do Arnaldo Dias (mutante)Batista "loki" por uns 7 reais. Pena que a loja fechou.
E isso é um recado para uma pessoa que, eu espero, ainda lê esse blog. Eu achei o cd importado do Black Album do Prince por 12 reais. A pessoa vai saber do que eu estou falando. Se quiser saber onde é o lugar, entre em contato. Se não quiser... fica sem. Ou tente praticar esse esporte de maluco. Quem sabe vc encontre pela metade do preço (duvido)...
Está bem.

segunda-feira, abril 01, 2002

Eu não entendo vocês!
Eu tenho um pseudônimo prá quê?
Ninguém coloca zeezz nos comentários. Tá certo que meu nome já é um apelido, mas e daí?
Pus o pseudônimo e ninguém respeita. Enquanto eu falo pola, Ana H, GH, Vera e D. Paula, todas colocam Zé.
Assim não dá! Falta de respeito!
Da série Para não esquecer
"Sou eu ou sou você?" -dita por Vera
" Aquele relógio enclausulado..." -ainda a frasista-mor, Vera
" Eu morri de medo daquele filme 'Caravana da coragem'. Que tinha os Ewoks(os ewoks são tipo os ursinhos carinhosos/guerreiros tribais). Saí correndo do cinema e não voltei." - dita pelo namorado dela
Não adianta.
Por melhor que meu final de semana possa ter sido, sempre acordo na segunda de mau humor. Se bem que o de hoje não está muito grande, nem assustando ninguém. Daqui a pouco, passa.
Não fiquei parado um dia sequer nessa semana santa, graças a Deus. Mas deveria. Passou tão rápido que nem vi.
Mas quero dizer que foi um final de semana em que muitas coisas foram deixadas para trás. Bem, só espero que permaneça assim.
Assisti o ganhador do Oscar desse ano: Uma mente brilhante. O filme é ... bom. Gostei de algumas coisas. O Russel Crowe trabalha muito bem. Só achei que do meio pro final, ele se dilui muito, não fica interessante. Fica previsível. Sinceramente, não vi os outros concorrentes, mas "O Senhor dos Anéis" dá de dez a zero nesse aí. E Amnésia dá de cem a zero.
E assisti uns filmes em DVD. E agora? Estou fudido. Fiquei fã do negócio. A imagem, o som, os extras.. é tudo muito bom. Para quem é fã de cinema, como eu, é a melhor coisa do mundo. Vai demorar ainda para eu ter um, mas que eu terei, terei.
O foda é que, a partir de agora, só quero ver filmes em DVD. Coisa mais irritante, invejosa e tola. Eu sei. Eu confesso. Existem coisas mais importantes para me preocupar. Ou não me preocupar.


Que rótulo idiota te define como pessoa?