Canção Triste (do Sonhar)
O que dizer
Quando a fala some
Seus olhos se escondem
E o mundo se desfaz sem que você o encontre?
O que sentir
Quando o amargo é doce
E o coração incolor
Na dor de um eterno partir?
O desencontro se torna hoje
Sem um amanhã por vir
Me diga o que fazer
Quando o que te consome é o que te faz sorrir
Quando o que te cega é o que queres ver
De todas as coisas
De todos os seres
Por que você é assim?
Na sua condição serena de ser
Em sua busca de se encontrar
Eu encontrei você.
Me diga o que fazer
Se devo olhar e esquecer
Trair e me conter
Onde todos os sentidos se encontram
É onde devo enterrar meu fim
E me esconder
E esconder o que senti
E esconder o que senti
De onde saem os sentimentos?
Que alma maldita carrega tal fardo?
E abre caminho para sorrisos alheios
Para semblantes descalços em velhas cascas
Rodeá-los com sementes de insatisfação e caprichos?
E medos?
E receios?
O teu nome minha boca pronuncia
Mas não me diz o que fazer
E eu caminho para longe
Para longe me esquecer
segunda-feira, novembro 24, 2003
quinta-feira, novembro 20, 2003
O pior filme de todos os tempos está em meu poder. Com ele, eu dominarei o mundo. Rá rá rá rá rá
Não tem condição. Esse filme é pior que eu imaginava. Claro que vocês conhecem o filme que é considerado o pior filme já feito. É muito ruim e por isso, imperdível. Não dá para conter o riso. Inimaginável.
“Oh obi-wan-kenobi, você é minha última esperança”.
Tenho usado essa frase com alguns amigos para pedir favores e funciona melhor que um “por favor”, “pelamordedeus” ou “eu lhe imploro”. Claro que só entende essa frase quem já viu Guerra nas Estrelas.
E sinceramente, não existe nada mais ridículo que esse povo que tem preconceito por “Guerra nas Estrelas” ou “Jornada nas Estrelas”. Na verdade, são tão estúpidos que não sabem a diferença de um outro. Ahahahah
Se a carapuça servir...
Mas o que quero dizer é para deixarem ser bobos. Esses filmes são só diversão. São legais e não têm nada demais. Na verdade, a maioria das pessoas que assiste gosta. E as pessoas que não gostam são as que nunca viram. Se eu tivesse algum preconceito quanto a ouvir Heavy Metal por exemplo, nunca teria ouvido Black Sabath, ou Korn, ou Metallica (antigo) ou Sepultura que é demais. Eu me lembro que tinha preconceito com Rage Against the machine na época que eu era nerd (era ou é?). Achava que Rage era coisa de skatista sem cérebro. E é, e daí!
Deixem de preconceito e assistam qualquer coisa. Eu assisto qualquer coisa. E se querem saber, eu morro de preguiça dos filmes do Bergman. Não vi o “sétimo selo” e acho ridículo qualquer discussão sobre esse filme. Coisa de intelectual que não se conforma a falar de outro assunto que não seja “intelectualidades”. AAARRRGH. Na maioria das vezes prefiro falar sobre um episódio das Meninas Superpoderosas. ahahahah
Mas nem por isso, vou deixar de assistir o “Sétimo Selo”. E mais, provavelmente vou gostar.
Então meu jovem padawan, vc irá para o lado negro da força ou usará seu sabre para abrir caminho entre os stormtroopers para alcançar os seus minicloreans?
Tenho usado essa frase com alguns amigos para pedir favores e funciona melhor que um “por favor”, “pelamordedeus” ou “eu lhe imploro”. Claro que só entende essa frase quem já viu Guerra nas Estrelas.
E sinceramente, não existe nada mais ridículo que esse povo que tem preconceito por “Guerra nas Estrelas” ou “Jornada nas Estrelas”. Na verdade, são tão estúpidos que não sabem a diferença de um outro. Ahahahah
Se a carapuça servir...
Mas o que quero dizer é para deixarem ser bobos. Esses filmes são só diversão. São legais e não têm nada demais. Na verdade, a maioria das pessoas que assiste gosta. E as pessoas que não gostam são as que nunca viram. Se eu tivesse algum preconceito quanto a ouvir Heavy Metal por exemplo, nunca teria ouvido Black Sabath, ou Korn, ou Metallica (antigo) ou Sepultura que é demais. Eu me lembro que tinha preconceito com Rage Against the machine na época que eu era nerd (era ou é?). Achava que Rage era coisa de skatista sem cérebro. E é, e daí!
Deixem de preconceito e assistam qualquer coisa. Eu assisto qualquer coisa. E se querem saber, eu morro de preguiça dos filmes do Bergman. Não vi o “sétimo selo” e acho ridículo qualquer discussão sobre esse filme. Coisa de intelectual que não se conforma a falar de outro assunto que não seja “intelectualidades”. AAARRRGH. Na maioria das vezes prefiro falar sobre um episódio das Meninas Superpoderosas. ahahahah
Mas nem por isso, vou deixar de assistir o “Sétimo Selo”. E mais, provavelmente vou gostar.
Então meu jovem padawan, vc irá para o lado negro da força ou usará seu sabre para abrir caminho entre os stormtroopers para alcançar os seus minicloreans?
sexta-feira, novembro 14, 2003
Fazia tempo que não ouvia um álbum tão bom.
Canções de arrebentar qualquer um que tenha sensibilidade musical.
Em uma música, Ian McCuloch canta: "eu posso sentir as estrelas caindo através do meu coração como chuva deixando todas as cicatrizes onde o prazer se torna dor... coloque-me na direção da luz brillhante e me leve para casa de novo"
Discaço.
quarta-feira, novembro 12, 2003
Estou trabalhando no bairro Santo Antônio. Descobri anteontem onde ficava a Biblioteca Infanto-Juvenil de BH. Lá tem uma gibiteca com vários quadrinhos excelentes. Pirei!
Como eu sou fascinado por Sandman e li muito pouco da saga, fui direto ao seu encalço. Várias revistas de Sandman estão lá à disposição de quem quiser ler.
Meu horário de almoço é de 1 hora. Vou pra lá correndo para ler. Estou lendo a segunda saga “A casa de bonecas”, pois a primeira, “Prelúdios e Noturnos” eu tenho. Como tem muita gente que não sabe do que estou falando, eu peguei uns textos na net e uns desenhos para vcs conhecerem. Vale a pena ler, pois Sandman ultrapassa o conceito de quadrinhos e literatura. É uma nova mitologia. Aliás, basta dar uma busca na internet e vc acha até mestrados sobre o Mestre dos sonhos.
Sandman, é uma das mais fascinantes histórias já publicadas pela DC Comics, ganhando fãs fervorosos e entusiasmados ao redor de todo o mundo. Alternando momentos de pura fantasia e poesia com outros de um terror indescritível, Sandman ainda tinha o acréscimo de citar diversas mitologias, clássicos da literatura (em especial Shakespeare) e do cinema, trechos de músicas, tudo sem parecer enfadonha ou intelectualóide.
A série conta a história de Lorde Morfeu, regente do Sonhar, e um dos sete Perpétuos. Os Perpétuos são seres que não são deuses nem humanos, nem mesmo anjos, são entidades místicas que existem desde que o primeiro ser consciente surgiu no Universo e permanecerão aqui até que o último ser consciente pereça. Mesmo que não reconheçamos, todos nós, inconscientemente, sabemos que esses irmãos existem. São eles: Destino (Destiny), Morte ou Desencarnação (Death), Sonho ou Devaneio (Dream), Destruição (Destruction), Desejo (Desire), Desespero (Despair) e Delírio (Delirium). Morfeu é um dos diversos nomes adotados pelo Sonho, assim como Sandman (Homem da Areia, mais conhecido no Brasil como João Pestana, responsável por jogar areia nos olhos das crianças para que elas durmam).
Na realidade, Sandman não é uma criação de Neil Gaiman, o escritor da série, o personagem surgiu na década de 30 (a Era de Ouro dos quadrinhos) e era um detetive chamado Wesley Dodds, que usava uma arma de gás para colocar os bandidos para dormir.
A saga de Morfeu começa com um velho bruxo tentando capturar a Morte e por acidente acaba capturando seu irmão mais novo, o Sonho. Isso aconteceu no começo do século passado. Durante anos, o Sandman esteve preso na mansão do feiticeiro, até que conseguiu se libertar. No primeiro arco de histórias, ele parte em busca de objetos mágicos que por direito lhe pertencem, e após reuní-los começa a árdua tarefa de reconstruir seu reino, que entrou em decadência durante sua ausência. Mas as coisas não param aí, aos poucos somos apresentados a importantes personagens, como os já citados irmãos de Morfeu, além de Caim e Abel, o Corvo Mathew, Eva, Titânia, Lúcifer, Shakeaspeare, Hob Glading, entre outros. Pequenos acontecimentos plantados no começo da série só mostraram sua importância muitas edições depois e fatos importantes do passado de Morfeu (como ser pai de Orfeu, aquele famoso cantor grego que desceu aos Infernos para buscar a esposa morta) são cruciais no desenrolar da história.
E se não bastasse a ousadia nos textos, Gaiman ainda teve a coragem de encerrar a série no auge do sucesso, com o brilhante argumento de que uma boa história tem começo, meio e fim, e um bom escritor sabe qual a hora de parar.
A série de Sandman é uma obra de arte sem igual, que fala, essencialmente, sobre arrependimento, perdão e redenção. Se desconsiderarmos o fato de Sonho ser uma espécie de Deus, teremos uma história contando como uma pessoa egoísta se tornou alguém bom e misericordioso.
terça-feira, novembro 11, 2003
Sá, vc deveria proibir esse “obvio” de deixar mensagens no seu blog. Já deu para sacar quem é. Não é qualquer um que escolhe um pseudônimo e o escreve sem acento (óbvio) ou ainda escreve “certesa”, “talves” e “impenssavel”. ahahahahahahah
Mas o pior foi a malcriação xingando todo mundo nos coments (do dia 17 de outubro). Se eu fosse vc, proibia. E desista de ensiná-lo português. Se até hoje ele não aprendeu, vai ficar difícil ensiná-lo agora.
Mas o pior foi a malcriação xingando todo mundo nos coments (do dia 17 de outubro). Se eu fosse vc, proibia. E desista de ensiná-lo português. Se até hoje ele não aprendeu, vai ficar difícil ensiná-lo agora.
segunda-feira, novembro 10, 2003
VIAGEM ACÓLITA
CONTINUAÇÃO
Adentrando a casa, a mãe do Touro e a filha dele se apresentaram. A filha dele mora com a mãe, ex namorada dele. Do nada, o véio pede para o Touro tocar piano. E lá tinha um piano num canto da sala. O cara sentou e começou a tocá-lo. Bizarro. Me senti em um episódio de além da imaginação. Aquela casa estranha, aquela gente estranha, aquela música estranha. Mas nada havia me preparado para o que reservava o outro canto da sala. Um órgão enorme. O Touro tocou o órgão também. E eu me sentia desconfortavelmente entorpecido com aquilo tudo. Queria estar longe dali. Depois disso, o véio quis nos mostrar a coleção de vídeos dele. Eu e meu primo sentamos no sofá , o Touro e o Moreto sentaram no outro e a gente começou a ver o filme “Coração de Trovão” gravado pelo SBT. E a fome batia forte. Sem graça, com fome, desconfortável no sofazinho sem vergonha e a filhinha do Cavalo, era uma cavalinha. Aprontando, pintando o sete, para a alegria do seu pai.
Estou falando assim, mas na verdade eu me simpatizei pelos caras. Eles tentavam deixar a gente à vontade e tudo. Mas como eu ia ficar à vontade com aqueles caras fortões, prontos para me matar se soubessem o quão sarcástico sou. Suava frio, isso sim. Lembrava do Zubreu: -- Se o Zubreu estivesse aqui ele ia achar que esses caras tavam querendo enrabar ele. Ehehehehehe
Jantamos, tomei banho, troquei de roupa, afinal a gente ia conhecer os agitos de Ouro Branco. Os caras passavam gel no cabelo, blazer, sapato, e eu com uma roupa velha. Onde eu vim parar?
Saímos no carro do Cavalo, ouvindo Evanescence no talo. Imaginem como me senti. AAAAAAAAAAARRRRRRRRRRGGGGGGGGGGGHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eu pedi um Rage Against e o cara não tinha.
Aí paramos na farmácia para os caras comprarem uns “remedinhos”. Eles nos deram umas cápsulas parecendo com as de guaraná para a gente tomar. Tomamos com cerveja em cima. O Moreto me explicou que era tipo um redutor de gordura natural que, com álcool fazia tudo ficar mais interessante. Beleza tomei duas, não senti nada e continuei bebendo. Daí eles pararam o carro tiraram um outro remédio, seringas e aplicaram na veia. Eu não quis. Era um lance de esportista, tipo de coisa que faz atletas dançarem em exame anti-doping. – É só pra gente ficar animado a noite toda. Não é forte como drogas e tal, só dá um pique extra. Eu não quis, esse negócio de agulha não é comigo.
Fomos para o lugar. Muitas moças bonitas entrando. Ficamos na porta um tempaço conversando e tomando umas.
Era uma boate. Boate de interior. Entramos e os caras ficaram dançando aquelas House musics que tocam na Jovem Pan. Uma merda.
CONTINUA...
CONTINUAÇÃO
Adentrando a casa, a mãe do Touro e a filha dele se apresentaram. A filha dele mora com a mãe, ex namorada dele. Do nada, o véio pede para o Touro tocar piano. E lá tinha um piano num canto da sala. O cara sentou e começou a tocá-lo. Bizarro. Me senti em um episódio de além da imaginação. Aquela casa estranha, aquela gente estranha, aquela música estranha. Mas nada havia me preparado para o que reservava o outro canto da sala. Um órgão enorme. O Touro tocou o órgão também. E eu me sentia desconfortavelmente entorpecido com aquilo tudo. Queria estar longe dali. Depois disso, o véio quis nos mostrar a coleção de vídeos dele. Eu e meu primo sentamos no sofá , o Touro e o Moreto sentaram no outro e a gente começou a ver o filme “Coração de Trovão” gravado pelo SBT. E a fome batia forte. Sem graça, com fome, desconfortável no sofazinho sem vergonha e a filhinha do Cavalo, era uma cavalinha. Aprontando, pintando o sete, para a alegria do seu pai.
Estou falando assim, mas na verdade eu me simpatizei pelos caras. Eles tentavam deixar a gente à vontade e tudo. Mas como eu ia ficar à vontade com aqueles caras fortões, prontos para me matar se soubessem o quão sarcástico sou. Suava frio, isso sim. Lembrava do Zubreu: -- Se o Zubreu estivesse aqui ele ia achar que esses caras tavam querendo enrabar ele. Ehehehehehe
Jantamos, tomei banho, troquei de roupa, afinal a gente ia conhecer os agitos de Ouro Branco. Os caras passavam gel no cabelo, blazer, sapato, e eu com uma roupa velha. Onde eu vim parar?
Saímos no carro do Cavalo, ouvindo Evanescence no talo. Imaginem como me senti. AAAAAAAAAAARRRRRRRRRRGGGGGGGGGGGHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eu pedi um Rage Against e o cara não tinha.
Aí paramos na farmácia para os caras comprarem uns “remedinhos”. Eles nos deram umas cápsulas parecendo com as de guaraná para a gente tomar. Tomamos com cerveja em cima. O Moreto me explicou que era tipo um redutor de gordura natural que, com álcool fazia tudo ficar mais interessante. Beleza tomei duas, não senti nada e continuei bebendo. Daí eles pararam o carro tiraram um outro remédio, seringas e aplicaram na veia. Eu não quis. Era um lance de esportista, tipo de coisa que faz atletas dançarem em exame anti-doping. – É só pra gente ficar animado a noite toda. Não é forte como drogas e tal, só dá um pique extra. Eu não quis, esse negócio de agulha não é comigo.
Fomos para o lugar. Muitas moças bonitas entrando. Ficamos na porta um tempaço conversando e tomando umas.
Era uma boate. Boate de interior. Entramos e os caras ficaram dançando aquelas House musics que tocam na Jovem Pan. Uma merda.
CONTINUA...
"Zé"
Outro dia, ia para a rádio e tinha dois caras conversando perto de mim, à minha frente...
-Então zé, eu peguei o cara e aí...
-Cê já pegou aquele pacote, zé?
-O cara era um "zé"...
E eu penso comigo: por que eu não tenho uma metralhadora nessas horas?
O cara não se chamava "Zé" apesar do outro só chamá-lo assim. Não, uma serra elétrica no lugar de uma metralhadora seria mais emocionante.
Desde que o meu nome se tornou gíria na boca desses imbecis, eu não tenho sossego. Que merda! Eu fico puto. Mesmo sabendo não se tratar de mim, eu fico puto. Qualé!!? E isso tudo é por pura falta de vocabulário. Está provado que falta de vocabulário é falta de cultura, falta de inteligência. Ou seja: burros!! Burros!
Quem me conhece sabe que sou, às vezes, mau humorado. Eu fico muito mau humorado com isso, só não deixo transparecer.
A mãe de um amigo meu, sempre chama o filho de "zé". Ele não chama "zé", mas ela só chama ele de "zé" na minha frente. Quando eu não estou, eu duvido que ela o chame de "zé". E aí, ela vira para mim e diz: O "zé" que eu tô falando não é você não, viu. É que a gente o chama de zé, sempre que ele faz algo errado...
E nessa hora eu penso: onde está o meu machado para eu enfiá-lo no seu cérebro, sua desgraçada. É claro que é comigo. E o pior é que ela faz isso toda hora.
Uma vez, eu quis brigar com um cara por causa disso. EU quis brigar. EU que odeio briga quis brigar com um cara. Foi o seguinte. Eu nunca tinha visto a figura, aí, uma moça conhecida me apresenta pro cara, e ele fala assim: e aí "zé"! Só que ela ainda não tinha falado o meu nome pro filho da puta.
- Como é que vc sabe que eu me chamo Zé? -é claro que eu já tava meio chapado- Tá me tirando?- e parti pra cima do cara, para desespero dessa conhecida.
Só sei do seguinte, eu gosto do meu nome e não gosto dele na boca de qualquer um. Bem, não é isso, mas é também. Eu fui carinhosamente chamado assim pelos meus irmãos quando ainda estava na barriga de minha mãe, e não vou admitir que ele seja empregado por retardados como sinônimo de retardadice.
Tá certo que eu não tentei a carreira de roqueiro em parte por causa do meu nome. Já pensou, eu na banda, no meio do show no Rock n’ Rio 14, na apresentação..- E na guitarra, Zé!- silêncio no estádio, roqueiro chamado Zé não tem.
Então, começarei a fazer a campanha contra esse absurdo.
Agora, ontem fui fazer a prova para o concurso do Banco do Brasil. Na minha sala só tinha “Zé”. O que se comentava é que nós estamos em extinção. Ninguém mais coloca o nome no filho de "zé" . Até que não me incomodo com isso, na verdade. Os “Zés” sofrem muito com essa história toda. Se bem que eu já conheci um cara chamado Genésio, que nome feio!!!
Outro dia, ia para a rádio e tinha dois caras conversando perto de mim, à minha frente...
-Então zé, eu peguei o cara e aí...
-Cê já pegou aquele pacote, zé?
-O cara era um "zé"...
E eu penso comigo: por que eu não tenho uma metralhadora nessas horas?
O cara não se chamava "Zé" apesar do outro só chamá-lo assim. Não, uma serra elétrica no lugar de uma metralhadora seria mais emocionante.
Desde que o meu nome se tornou gíria na boca desses imbecis, eu não tenho sossego. Que merda! Eu fico puto. Mesmo sabendo não se tratar de mim, eu fico puto. Qualé!!? E isso tudo é por pura falta de vocabulário. Está provado que falta de vocabulário é falta de cultura, falta de inteligência. Ou seja: burros!! Burros!
Quem me conhece sabe que sou, às vezes, mau humorado. Eu fico muito mau humorado com isso, só não deixo transparecer.
A mãe de um amigo meu, sempre chama o filho de "zé". Ele não chama "zé", mas ela só chama ele de "zé" na minha frente. Quando eu não estou, eu duvido que ela o chame de "zé". E aí, ela vira para mim e diz: O "zé" que eu tô falando não é você não, viu. É que a gente o chama de zé, sempre que ele faz algo errado...
E nessa hora eu penso: onde está o meu machado para eu enfiá-lo no seu cérebro, sua desgraçada. É claro que é comigo. E o pior é que ela faz isso toda hora.
Uma vez, eu quis brigar com um cara por causa disso. EU quis brigar. EU que odeio briga quis brigar com um cara. Foi o seguinte. Eu nunca tinha visto a figura, aí, uma moça conhecida me apresenta pro cara, e ele fala assim: e aí "zé"! Só que ela ainda não tinha falado o meu nome pro filho da puta.
- Como é que vc sabe que eu me chamo Zé? -é claro que eu já tava meio chapado- Tá me tirando?- e parti pra cima do cara, para desespero dessa conhecida.
Só sei do seguinte, eu gosto do meu nome e não gosto dele na boca de qualquer um. Bem, não é isso, mas é também. Eu fui carinhosamente chamado assim pelos meus irmãos quando ainda estava na barriga de minha mãe, e não vou admitir que ele seja empregado por retardados como sinônimo de retardadice.
Tá certo que eu não tentei a carreira de roqueiro em parte por causa do meu nome. Já pensou, eu na banda, no meio do show no Rock n’ Rio 14, na apresentação..- E na guitarra, Zé!- silêncio no estádio, roqueiro chamado Zé não tem.
Então, começarei a fazer a campanha contra esse absurdo.
Agora, ontem fui fazer a prova para o concurso do Banco do Brasil. Na minha sala só tinha “Zé”. O que se comentava é que nós estamos em extinção. Ninguém mais coloca o nome no filho de "zé" . Até que não me incomodo com isso, na verdade. Os “Zés” sofrem muito com essa história toda. Se bem que eu já conheci um cara chamado Genésio, que nome feio!!!
quinta-feira, novembro 06, 2003
O Blog da Sá está dando um banho no meu. Ela escreve bem né?
Mas dentro em breve um novo blog estará estreando por aí.
Aguardem detalhes.
Mas dentro em breve um novo blog estará estreando por aí.
Aguardem detalhes.
Finalmente arrumei tempo, computador e disposição para dar uma atualizada no blog. Mesmo que seja só para contar amenidades. Arrumei um bico para fazer. Pelo menos terei grana no fim do ano para tomar umas, comprar cd, arrumar o pc lá de casa, etc... Vai rolar.
Depois do meu desabafo sobre o programa na rádio as coisas melhoraram por lá. O Daniel animou e a Bella viu que precisava se empenhar. Até Zubreu apareceu.
Vou tentar terminar a história da Viagem Acólita que até hoje não teve fim.
Depois do meu desabafo sobre o programa na rádio as coisas melhoraram por lá. O Daniel animou e a Bella viu que precisava se empenhar. Até Zubreu apareceu.
Vou tentar terminar a história da Viagem Acólita que até hoje não teve fim.
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