Inacreditável!
Teve uma festa de páscoa no meu serviço. Eu nem ia participar. Fui. Aí teve daqueles telegramas com os Mensageiros de Rei. E foi uma choradeira só. ahahahahah
E então, o Boss mandou todo mundo desejar feliz páscoa para todo mundo. Entrei em pânico. Tive de abraçar umas 120 pessoas, e falar:
-Feliz Páscoa!!! Tudo de bom!!!
Abraçar alguém sempre é bom. Mas depois de tanto abraçar, e dizer a frase acima, no final eu já tava dizendo:
-Falou!
-Tchau!
-Até!
Os meu colegas não entendiam. Pensavam que eu estava brincando e riam até. Não era brincadeira, era confusão mental mesmo.
quinta-feira, março 28, 2002
Esse negócio de páscoa é foda.
Eu não gosto mais tanto de chocolate assim.
Não compro ovo, só para minhas afilhadas, e mesmo assim, pequenos pois elas são novinhas e ganham chocolate aos montes.
Não é que minha irmã veio me pedir um ovo.
-Vai caçar quem te quer!!!
Ela faz essa pergunta sabendo que é retórica. Sabe que eu não vou comprar ovo para ela. Naõ sou disso.
E no meu serviço. O povo todo do setor me deu bombom, ovinho, brigadeiro e eu só agradeço. Não dou nada para ninguém. Não que eu seja pão duro. Eu sou é duro mesmo. Sem grana para ficar gastando nessas bobagens. Se bem que cerveja e cigarro também são bobagens, se você pensar bem, mas são bobagens necessárias. E dependendo do dia, muito necessárias.
Pois eu tô pensando em comprar um ovo para minha irmã.
Afinal, ela me atura, faz muita coisa por mim... Ah, sei lá. Até o final do dia eu decido.
Mas que tá foda esse lance no meu serviço, tá.
Eu não gosto mais tanto de chocolate assim.
Não compro ovo, só para minhas afilhadas, e mesmo assim, pequenos pois elas são novinhas e ganham chocolate aos montes.
Não é que minha irmã veio me pedir um ovo.
-Vai caçar quem te quer!!!
Ela faz essa pergunta sabendo que é retórica. Sabe que eu não vou comprar ovo para ela. Naõ sou disso.
E no meu serviço. O povo todo do setor me deu bombom, ovinho, brigadeiro e eu só agradeço. Não dou nada para ninguém. Não que eu seja pão duro. Eu sou é duro mesmo. Sem grana para ficar gastando nessas bobagens. Se bem que cerveja e cigarro também são bobagens, se você pensar bem, mas são bobagens necessárias. E dependendo do dia, muito necessárias.
Pois eu tô pensando em comprar um ovo para minha irmã.
Afinal, ela me atura, faz muita coisa por mim... Ah, sei lá. Até o final do dia eu decido.
Mas que tá foda esse lance no meu serviço, tá.
Eu ontem vi uma coisa muito bacana.
Já tava indo dormir, desligando a TV e, de repente, eu vejo os caras do Doors, velhaços, tocando.
-Qué isso? Passando um programa (TV a cabo, lógico) com os Doors?
E quem cantava era o Ian Astbury (espero que esteja certo) vocalista do Cult. O Ian é o cara mais parecido com o Jim Morrison que existe. Ele era a primeira opção do Oliver Stone para fazer o filme. E ele canta muito. "Backdoor man", uhú!!!
E os caras estão acabadaços, principalmente o Rob Crieger (não reparem se escrever o nome errado, ok) o guitarrista. O cara parecia ter se levantado do caixão. Beleza. Cada hora um vocalista legal entra para cantar uma música.
-Pô, o Scoth Weiland do "STP" cantando 'Break on trough" e eu não tô gravando. Ah, depois reprisa! Será que é nesse show que o Eddie Vedder (Pearl Jam) canta várias?
Entra um vocalista que não conheço, parecido com o da baba chamada Creed que acho medonho, e começa a cantar "Light my fire", já passava de 1:30 e eu tava morto. A música demora prá caralho, e o cara cantava muito mal. Acabou, beleza.
-Sai fora seu cantorzinho de merda e chama outro cara para cantar algo decente.
Não é que o cara continuou cantando mal, e pior, cantando "Roadhouse Blues", a minha predileta. Que sacrilégio!!
Revoltei e fui dormir. O Jim deve tá revirando no caixão numa hora dessas. Um medíocre desses cantando clássicos do rock, com a banda do próprio Rei Lagarto. Não dá para confiar em mais ninguém nesse mundo.
Já tava indo dormir, desligando a TV e, de repente, eu vejo os caras do Doors, velhaços, tocando.
-Qué isso? Passando um programa (TV a cabo, lógico) com os Doors?
E quem cantava era o Ian Astbury (espero que esteja certo) vocalista do Cult. O Ian é o cara mais parecido com o Jim Morrison que existe. Ele era a primeira opção do Oliver Stone para fazer o filme. E ele canta muito. "Backdoor man", uhú!!!
E os caras estão acabadaços, principalmente o Rob Crieger (não reparem se escrever o nome errado, ok) o guitarrista. O cara parecia ter se levantado do caixão. Beleza. Cada hora um vocalista legal entra para cantar uma música.
-Pô, o Scoth Weiland do "STP" cantando 'Break on trough" e eu não tô gravando. Ah, depois reprisa! Será que é nesse show que o Eddie Vedder (Pearl Jam) canta várias?
Entra um vocalista que não conheço, parecido com o da baba chamada Creed que acho medonho, e começa a cantar "Light my fire", já passava de 1:30 e eu tava morto. A música demora prá caralho, e o cara cantava muito mal. Acabou, beleza.
-Sai fora seu cantorzinho de merda e chama outro cara para cantar algo decente.
Não é que o cara continuou cantando mal, e pior, cantando "Roadhouse Blues", a minha predileta. Que sacrilégio!!
Revoltei e fui dormir. O Jim deve tá revirando no caixão numa hora dessas. Um medíocre desses cantando clássicos do rock, com a banda do próprio Rei Lagarto. Não dá para confiar em mais ninguém nesse mundo.
quarta-feira, março 27, 2002
Se eu soubesse que podia colocar mulher pelada, já tinha colocado umas gostosonas de cara. Não essa viadagem aí. E eu heim!!!
Cara, quem consegue ficar mal quando se tem amizades verdadeiras?
Às vezes eu tenho de tomar uns tabefes na testa. Afinal, sou um débio mental.
A Sá me mandou esse texto da Clarice Lispector.
"Há uma hora em que se deve esquecer a própria compreensão humana e tomar um partido, mesmo errado, pela vítima, e um partido, mesmo errado, contra o inimigo. E tornar-se primário a ponto de dividir as pessoas em boas e más. A hora da sobrevivência é aquela em que a crueldade de quem é vítima é permitida, a crueldade e a revolta. E não compreender os outros é que é certo."
Estou tomando uma cruel antipatia pelo inimigo. E estou odiando cada segundo. Mas não há controle, sinceramente. Fazer o quê? Só vem aumentando exponencialmente. Maior, feia, terrível,. Pior que o Groo.
Então me lembrei dessa música do Peter Gabriel. Don’t Give Up. Traduzi uma parte. Fica mais fácil.
“nesta orgulhosa terra nós crescemos fortes
nós queríamos a vida por inteira
eu pensava em lutar, pensava em ganhar
nunca pensei que podia falhar
nenhuma luta restava ou assim parecia
eu sou um homem cujo todos sonhos foram deserdados
eu mudei minha face, mudei o meu nome
mas ninguém quer você quando você perde
Não desista, pois você tem amigos
Não desista, você não foi derrotado ainda
Não desista, eu sei que você pode fazer melhor”
A última estrofe é cantada de forma belíssima pela Kate Bush, uma cantora que sumiu.
O lance é que não confio, ou pouco confio. Claro, confio em algumas pessoas. Mas as fico meio que vigiando, esperando elas aprontarem alguma.
E é irritante. Mas como disse, não tenho controle.
Simplesmente, às vezes acho que estou passando pelos piores dias da minha vida.
Daí, eles parecem ser os melhores, pois algumas pessoas os fazem ficar melhor.
E não há gratidão no mundo que consiga esprimir o que sinto por elas.
Às vezes eu tenho de tomar uns tabefes na testa. Afinal, sou um débio mental.
A Sá me mandou esse texto da Clarice Lispector.
"Há uma hora em que se deve esquecer a própria compreensão humana e tomar um partido, mesmo errado, pela vítima, e um partido, mesmo errado, contra o inimigo. E tornar-se primário a ponto de dividir as pessoas em boas e más. A hora da sobrevivência é aquela em que a crueldade de quem é vítima é permitida, a crueldade e a revolta. E não compreender os outros é que é certo."
Estou tomando uma cruel antipatia pelo inimigo. E estou odiando cada segundo. Mas não há controle, sinceramente. Fazer o quê? Só vem aumentando exponencialmente. Maior, feia, terrível,. Pior que o Groo.
Então me lembrei dessa música do Peter Gabriel. Don’t Give Up. Traduzi uma parte. Fica mais fácil.
“nesta orgulhosa terra nós crescemos fortes
nós queríamos a vida por inteira
eu pensava em lutar, pensava em ganhar
nunca pensei que podia falhar
nenhuma luta restava ou assim parecia
eu sou um homem cujo todos sonhos foram deserdados
eu mudei minha face, mudei o meu nome
mas ninguém quer você quando você perde
Não desista, pois você tem amigos
Não desista, você não foi derrotado ainda
Não desista, eu sei que você pode fazer melhor”
A última estrofe é cantada de forma belíssima pela Kate Bush, uma cantora que sumiu.
O lance é que não confio, ou pouco confio. Claro, confio em algumas pessoas. Mas as fico meio que vigiando, esperando elas aprontarem alguma.
E é irritante. Mas como disse, não tenho controle.
Simplesmente, às vezes acho que estou passando pelos piores dias da minha vida.
Daí, eles parecem ser os melhores, pois algumas pessoas os fazem ficar melhor.
E não há gratidão no mundo que consiga esprimir o que sinto por elas.
terça-feira, março 26, 2002
"Soy un perdedor
I'm loser, baby
So why don't you kill me?"
O que dizer? Me sinto péssimo. Perdi de novo. Tá certo, cou me levantar e parar de lamentar.Estou muito perto da autopiedade. E eu odeio isso. Mas é foda. É só a gente conseguir se erguer de novo para tomar rasteira. Meu humor está como sempre: não tá dos melhores. Que saco.
E pessoas que amo vão embora para longe. Só para piorar.
Ok, eu tenho um plano B. Nunca falei do plano B?
De desaparecer, ir para um litoral qualquer, me fixar por lá e viver mergulhando?
Sei lá como. Faço um curso de mergulho e vou ser instrutor para turistas. Sumir dessa vida, mudar totalmente os meus valores. Esquecer de tudo. Dramático né? Puxei isso da minha mãe.
Tentar viver para o mar. Sabe por que o mar é tão vasto? Por ele estar abaixo de todos nós. Bacana. Gay, mas bacana.
E o filme que eu queria ver faz tempo não me decepcionou. Quase famosos. Doido.
Tem um cara no filme que sempre termina uma frase com "doido".
Pois fiquei pensando no que o cara fazia. Sair com uma banda, escrever sobre ela para a Rolling Stone... doido.
Hoje, com uma câmera digital, cê faz um filme mutcho lôco sobre qualquer turnê. O problema são as bandas. Os caras não iam permitir. Profissionalismo, caretice, dinheiro.. Mas quem sabe?
Voltando à vaca fria, tem essa solidão que já comentei com a D. Paula, que é uma coisa que não entendo.
Quando eu era pequeno, gostava de brincar sozinho. Gostava muito. Tinha amigos para brincar junto, jogar bola, etc, mas era diferente. Me acostumei a ficar sozinho. Mas agora, mesmo não estando sozinho, tenho essa sensação de solidão que é foda. E eu não entendo. E quero me afastar do mundo, e não quero ao mesmo tempo.
E cada dia penso que estou mais e mais. Afundando mais. Desconhecendo mais o mundo. "I'm loser, baby. so why don't you kill me?"
Putz, lá vai eu fazendo terapia de novo, GH. Foi mau!!! Doido!!
I'm loser, baby
So why don't you kill me?"
O que dizer? Me sinto péssimo. Perdi de novo. Tá certo, cou me levantar e parar de lamentar.Estou muito perto da autopiedade. E eu odeio isso. Mas é foda. É só a gente conseguir se erguer de novo para tomar rasteira. Meu humor está como sempre: não tá dos melhores. Que saco.
E pessoas que amo vão embora para longe. Só para piorar.
Ok, eu tenho um plano B. Nunca falei do plano B?
De desaparecer, ir para um litoral qualquer, me fixar por lá e viver mergulhando?
Sei lá como. Faço um curso de mergulho e vou ser instrutor para turistas. Sumir dessa vida, mudar totalmente os meus valores. Esquecer de tudo. Dramático né? Puxei isso da minha mãe.
Tentar viver para o mar. Sabe por que o mar é tão vasto? Por ele estar abaixo de todos nós. Bacana. Gay, mas bacana.
E o filme que eu queria ver faz tempo não me decepcionou. Quase famosos. Doido.
Tem um cara no filme que sempre termina uma frase com "doido".
Pois fiquei pensando no que o cara fazia. Sair com uma banda, escrever sobre ela para a Rolling Stone... doido.
Hoje, com uma câmera digital, cê faz um filme mutcho lôco sobre qualquer turnê. O problema são as bandas. Os caras não iam permitir. Profissionalismo, caretice, dinheiro.. Mas quem sabe?
Voltando à vaca fria, tem essa solidão que já comentei com a D. Paula, que é uma coisa que não entendo.
Quando eu era pequeno, gostava de brincar sozinho. Gostava muito. Tinha amigos para brincar junto, jogar bola, etc, mas era diferente. Me acostumei a ficar sozinho. Mas agora, mesmo não estando sozinho, tenho essa sensação de solidão que é foda. E eu não entendo. E quero me afastar do mundo, e não quero ao mesmo tempo.
E cada dia penso que estou mais e mais. Afundando mais. Desconhecendo mais o mundo. "I'm loser, baby. so why don't you kill me?"
Putz, lá vai eu fazendo terapia de novo, GH. Foi mau!!! Doido!!
segunda-feira, março 25, 2002
Resumo da ópera: Este fim de semana foi menos ruim.
Tá bem, estou sendo pessimista. Foi legal.
Na sexta à noite, fui na faculdade para estudar. Estudei um pouco e dormi em cima dos livros na biblioteca. Cansaço de sexta feira. Encontrei com D. Ana e fomos de penetra no coquetel de inauguração do novo prédio de lá. Carol se uniu à trupe. No teatro, uma apresentação da orquestra de Câmara. Autoridades e docentes presentes. Teatro lotado e ultra moderno. Para ouvir bem uma orquestra, é preciso silêncio. Silêncio interrompido pela porta que rangia a todo momento que era aberta. O que adianta ter todo um aparato tecnológico de luz e som quando não tem um óleozinho para passar na porta? Era irritante ouvir Verdi com uma porta rangendo a todo momento. Tem nada não, afinal estávamos ali para beber de grátis. E bebemos e comemos muito. Eu mais bebi que comi. Diferente da D. Ana que não engorda de ruim. Era inacreditável. Ela fazia estratégias para pegar o garçom que passava com rolinhos-primavera. Os caçava entre os convidados ávidamente. O meu copo não parava vazio. Toda hora, o garçom enchia de vinho. Meu primo, que estava com a gente, perguntava só de sacanagem: Aí, não tem uma pinga não? Esse negócio tá parecendo festa de crente!!!
O problema com vinho é que você não nota nada até ser tarde demais. Já era tarde demais quando deixamos o local e fomos para o lance de Cinema intinerante. Encontrei com muita gente bacana. E dancei, e bebi mais, e notei que já tava além da conta. Quem sempre lê minhas tolices deve achar que sou um alcóolatra pois o que mais acontece é uma certa elegia ao álcool. Não é isso. Eu bebo, mas só acontece de vez em quando eu ficar bêbado. Nesse dia eu travei. E disse algumas merdas, para variar.
Encontrei com o Vaca. O Vaca é um cara enorme que formou em história. e que já foi metal. Ele tava pirando com as músicas que o dj rolava. Eu não entendo nada de dance, ou trance...essas merdas que tão fazendo hoje em dia. Não entendo mas curto. Eu acho que ele nunca tinha entrado num lugar para dançar. Ele tava endoidando: -Nem nos meus tempos de metal, eu vi um povo tão louco!!!
-D. Paula, estou orgulhoso. Você é minha ídola!!
Sábado: eu precisando estudar. Era aniversário da Maria Luiza, uma sereinha de 4 anos. Fui e levei o amor da minha vida, minha sobrinham Luiza de(quase) 3. Foi muito bom.
-Você quer guaraná? Quer salgadinho? o que você quer Lulu?
-Tero tantar paiabéns!!!
Eu já tava quebrado do dia anterior. Cuidar da Lulu não é fácil, cara. Como uma coisinha tão pequena tem tanta energia?
Depois, fui lá no lance de cinema, o mesmo de sexta. E dancei pouco, falei pouco e ouvi muito. Taí uma coisa que eu acredito fazer direito: ouvir. Bem, pelo menos os meus amigos. Agora, ouvir a voz da razão são outros quinhetos.
Ana, vc é muito bacana!!
Fazer o quê, domingão, vermão, de pijamão, fazendo a lição. Estudar cara. Estudar.
Tá bem, estou sendo pessimista. Foi legal.
Na sexta à noite, fui na faculdade para estudar. Estudei um pouco e dormi em cima dos livros na biblioteca. Cansaço de sexta feira. Encontrei com D. Ana e fomos de penetra no coquetel de inauguração do novo prédio de lá. Carol se uniu à trupe. No teatro, uma apresentação da orquestra de Câmara. Autoridades e docentes presentes. Teatro lotado e ultra moderno. Para ouvir bem uma orquestra, é preciso silêncio. Silêncio interrompido pela porta que rangia a todo momento que era aberta. O que adianta ter todo um aparato tecnológico de luz e som quando não tem um óleozinho para passar na porta? Era irritante ouvir Verdi com uma porta rangendo a todo momento. Tem nada não, afinal estávamos ali para beber de grátis. E bebemos e comemos muito. Eu mais bebi que comi. Diferente da D. Ana que não engorda de ruim. Era inacreditável. Ela fazia estratégias para pegar o garçom que passava com rolinhos-primavera. Os caçava entre os convidados ávidamente. O meu copo não parava vazio. Toda hora, o garçom enchia de vinho. Meu primo, que estava com a gente, perguntava só de sacanagem: Aí, não tem uma pinga não? Esse negócio tá parecendo festa de crente!!!
O problema com vinho é que você não nota nada até ser tarde demais. Já era tarde demais quando deixamos o local e fomos para o lance de Cinema intinerante. Encontrei com muita gente bacana. E dancei, e bebi mais, e notei que já tava além da conta. Quem sempre lê minhas tolices deve achar que sou um alcóolatra pois o que mais acontece é uma certa elegia ao álcool. Não é isso. Eu bebo, mas só acontece de vez em quando eu ficar bêbado. Nesse dia eu travei. E disse algumas merdas, para variar.
Encontrei com o Vaca. O Vaca é um cara enorme que formou em história. e que já foi metal. Ele tava pirando com as músicas que o dj rolava. Eu não entendo nada de dance, ou trance...essas merdas que tão fazendo hoje em dia. Não entendo mas curto. Eu acho que ele nunca tinha entrado num lugar para dançar. Ele tava endoidando: -Nem nos meus tempos de metal, eu vi um povo tão louco!!!
-D. Paula, estou orgulhoso. Você é minha ídola!!
Sábado: eu precisando estudar. Era aniversário da Maria Luiza, uma sereinha de 4 anos. Fui e levei o amor da minha vida, minha sobrinham Luiza de(quase) 3. Foi muito bom.
-Você quer guaraná? Quer salgadinho? o que você quer Lulu?
-Tero tantar paiabéns!!!
Eu já tava quebrado do dia anterior. Cuidar da Lulu não é fácil, cara. Como uma coisinha tão pequena tem tanta energia?
Depois, fui lá no lance de cinema, o mesmo de sexta. E dancei pouco, falei pouco e ouvi muito. Taí uma coisa que eu acredito fazer direito: ouvir. Bem, pelo menos os meus amigos. Agora, ouvir a voz da razão são outros quinhetos.
Ana, vc é muito bacana!!
Fazer o quê, domingão, vermão, de pijamão, fazendo a lição. Estudar cara. Estudar.
sexta-feira, março 22, 2002
Eu tava ouvindo um cd do Cazuza e me bateram algumas lembranças de infância. E me deu uma exasperação de que tudo tem um fim. Um dia, todos nós morreremos.
Eu já tive muito medo da morte. Ás vezes bate uma neura. Já sonhei muito com a minha morte. E às vezes rolava acordado mesmo. Uma nóia. Eu, deitado na cama, com as pessoas olhando para mim. Fecho os olhos e tudo fica escuro para sempre. É foda.
Mas daí, descobri que existem coisas piores que a morte.
Então, passa a paranóia. Pois se a gente passa por muitas coisas ruins, a morte só vai encerrar isso tudo.
Pô, não vou ficar filosofando.
Mas eu me lembrei do meu irmão. Eu tive um irmão que morreu. Depois disso, eu encaro a morte de maneira diferente. Quer dizer, a morte dos entes queridos. Pois com a minha que um dia virá, não me acostumei, só a aceitei. Meu irmão se chamava Cirano e faleceu aos 27 anos. Foi um dos caras mais bacanas que conheci. Não era por ser meu irmão. Mas sabe aquelas pessoas que só têm alegria, e que vêem a vida de forma bem simples?
E era muito engraçado. Meu irmão do meio é quem conta os casos dele. Ele ficou calvo muito cedo, e ficava neurado com a queda de cabelo. Então, depois de tomar banho, o Cirano pegava os cabelos que ficavam no ralo e contava para ver se tinha perdido mais cabelo. Ele fazia uma média diária.
Quando o nome dele foi para o SPC, começou a paquerar uma moça do lugar. Ia lá, dava uma paquerada na manha. Passou um tempo, ela tirou não só o nome dele, como dos amigos também.
A última vez que o vi, foi no meu aniversário. Eu morava no interior e ele tinha de sair cedo para viajar e chegar no serviço. Dou graças a Deus por ter acordado com o barulho dele. Deviam ser umas seis da manhã. Ele me abraçou, deu os parabéns, e disse que ia me dar um presente depois. Naquele mesmo mês ele faleceu.
Eu tinha 14 anos e fiquei um tempo tomando medicamentos. Fiquei em choque.
Ver alguém que você ama morrer, é muito pior que a gente mesmo morrer. Pelo menos, eu acho.
Para mim foi muito pior. E hoje eu penso nisso para não ligar para a danada da D. Morte.
Eu já tive muito medo da morte. Ás vezes bate uma neura. Já sonhei muito com a minha morte. E às vezes rolava acordado mesmo. Uma nóia. Eu, deitado na cama, com as pessoas olhando para mim. Fecho os olhos e tudo fica escuro para sempre. É foda.
Mas daí, descobri que existem coisas piores que a morte.
Então, passa a paranóia. Pois se a gente passa por muitas coisas ruins, a morte só vai encerrar isso tudo.
Pô, não vou ficar filosofando.
Mas eu me lembrei do meu irmão. Eu tive um irmão que morreu. Depois disso, eu encaro a morte de maneira diferente. Quer dizer, a morte dos entes queridos. Pois com a minha que um dia virá, não me acostumei, só a aceitei. Meu irmão se chamava Cirano e faleceu aos 27 anos. Foi um dos caras mais bacanas que conheci. Não era por ser meu irmão. Mas sabe aquelas pessoas que só têm alegria, e que vêem a vida de forma bem simples?
E era muito engraçado. Meu irmão do meio é quem conta os casos dele. Ele ficou calvo muito cedo, e ficava neurado com a queda de cabelo. Então, depois de tomar banho, o Cirano pegava os cabelos que ficavam no ralo e contava para ver se tinha perdido mais cabelo. Ele fazia uma média diária.
Quando o nome dele foi para o SPC, começou a paquerar uma moça do lugar. Ia lá, dava uma paquerada na manha. Passou um tempo, ela tirou não só o nome dele, como dos amigos também.
A última vez que o vi, foi no meu aniversário. Eu morava no interior e ele tinha de sair cedo para viajar e chegar no serviço. Dou graças a Deus por ter acordado com o barulho dele. Deviam ser umas seis da manhã. Ele me abraçou, deu os parabéns, e disse que ia me dar um presente depois. Naquele mesmo mês ele faleceu.
Eu tinha 14 anos e fiquei um tempo tomando medicamentos. Fiquei em choque.
Ver alguém que você ama morrer, é muito pior que a gente mesmo morrer. Pelo menos, eu acho.
Para mim foi muito pior. E hoje eu penso nisso para não ligar para a danada da D. Morte.
Estava olhando uns desenhos na internet e achei esse.
Trata-se da melhor adaptação do livro "Frankestein" de Mary Shelley. A melhor adaptação de todas, para cinema ou qualquer outra coisa. Eu vi um documentário sobre a escritora e sua obra onde mostravam diversos desenhos desta obra. Os desenhos são de Berni Wrightson, um dos melhores do mundo.
Eu gosto muito de Frankenstein. Aliás, de todos os monstros do cinema. A múmia, o Fantasma da ópera, o monstro do pântano, nosferatu, drácula, lobisomem. O filme do Fantasma da ópera, apesar de ser mudo e pretoebranco, é assustador.
Achei um tanto de desenhos desta obra que nunca foi lançada por aqui. Vou colocar vários por esses dias. Sou fã.
Trata-se da melhor adaptação do livro "Frankestein" de Mary Shelley. A melhor adaptação de todas, para cinema ou qualquer outra coisa. Eu vi um documentário sobre a escritora e sua obra onde mostravam diversos desenhos desta obra. Os desenhos são de Berni Wrightson, um dos melhores do mundo.
Eu gosto muito de Frankenstein. Aliás, de todos os monstros do cinema. A múmia, o Fantasma da ópera, o monstro do pântano, nosferatu, drácula, lobisomem. O filme do Fantasma da ópera, apesar de ser mudo e pretoebranco, é assustador.
Achei um tanto de desenhos desta obra que nunca foi lançada por aqui. Vou colocar vários por esses dias. Sou fã.
quinta-feira, março 21, 2002
Minha vida tá andando muito devagar.
Fora a monografia, não faço nada de interessante.
Quer saber um pouco sobre o que é a monografia, é só ler a matéria de capa da ilustrada de sexta, dia 15/03.
Trato do Novo Jornalismo.
Essa gravura aí é do Dave Mckean.
Acho que ás vezes, a gente se sente assim. Como? Uma coisa grotesca cresce dentro da gente, nos impedindo de falar o que realmente gostaríamos.
Mas eu venho tentando falar o que quero com as pessoas que importam. Às vezes consigo, outras não.
E é foda, pois fico numa angústia inquietante. Ligo, não ligo. Falo, não falo.
Mas não quero parecer que estou enlouquecendo. Como disse, tudo está bem devagar. É até uma angústia gostosa. Não esperava ter isso por um longo tempo.
E é bom. Mas é desconfortável.
Não disse isso antes. Estou fazendo homeopatia. Sempre fui muito ansioso. Uma coisa terrível pois não me permitia ficar quieto, observar o mundo melhor, conhecer a mim mesmo melhor. Era o tipo de cara que queria fazer tudo ao mesmo tempo agora. Não era sempre, mas rolava. Está sendo determinante na minha vida hoje fazer homeopatia. Minha cabeça está mudando para melhor. Ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas os primeiros passos estão sendo muito bons.
Desculpa GH se isso está parecendo terapia. Mas a maioria dos blogs não é?- Não!!!
Ok, prometo não tocar muito nesse assunto. Acho que isso é meio gay demais pro meu gosto. eheheheheh
Fora a monografia, não faço nada de interessante.
Quer saber um pouco sobre o que é a monografia, é só ler a matéria de capa da ilustrada de sexta, dia 15/03.
Trato do Novo Jornalismo.
Essa gravura aí é do Dave Mckean.
Acho que ás vezes, a gente se sente assim. Como? Uma coisa grotesca cresce dentro da gente, nos impedindo de falar o que realmente gostaríamos.
Mas eu venho tentando falar o que quero com as pessoas que importam. Às vezes consigo, outras não.
E é foda, pois fico numa angústia inquietante. Ligo, não ligo. Falo, não falo.
Mas não quero parecer que estou enlouquecendo. Como disse, tudo está bem devagar. É até uma angústia gostosa. Não esperava ter isso por um longo tempo.
E é bom. Mas é desconfortável.
Não disse isso antes. Estou fazendo homeopatia. Sempre fui muito ansioso. Uma coisa terrível pois não me permitia ficar quieto, observar o mundo melhor, conhecer a mim mesmo melhor. Era o tipo de cara que queria fazer tudo ao mesmo tempo agora. Não era sempre, mas rolava. Está sendo determinante na minha vida hoje fazer homeopatia. Minha cabeça está mudando para melhor. Ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas os primeiros passos estão sendo muito bons.
Desculpa GH se isso está parecendo terapia. Mas a maioria dos blogs não é?- Não!!!
Ok, prometo não tocar muito nesse assunto. Acho que isso é meio gay demais pro meu gosto. eheheheheh
quarta-feira, março 20, 2002
Pola, não vou nem comentar. O negócio é a gente sentar e conversar, ok?
Acho até que fui muito claro no meu manifesto etílico.
Estou um pouco impaciente com certas coisas. Intolerante, para ser mais claro.
Mas com a maioria das coisas, e pessoas, não estou. Até melhorei.
E não estou com muita paciência para escrever coisas em um blog onde fingir que está tudo bem é o lema.
Não está. No momento, pretendo ser verdadeiro comigo e com o mundo.
E viver perto de pessoas verdadeiras. Que me olham nos olhos e cheirem à sinceridade.
Como isso é possível? Eu sei lá!!!
É utopia mas e daí. É o que penso agora. É o que minha vida demanda agora. (eu tô lendo uns lances de administração. Gostou do "demanda"?)
Mas sei lá. Amanhã é outro dia. Tanto é que continuo a fazer parte do conluio santificado.
Tem um cara do meu serviço, que foi para o Rio aparecer no Big Brother. Ontem, quando a tal de Estela foi eliminada, ele tava lá, atrás da família, dando tchauzinho para a câmera. O cara viajou de manhã para o Rio, à noite tava no lugar do Big Bode, e hoje já tá aqui de novo. Programa de índio.
Aqui, é Birizonte das oropa. BH City.
Essa roça gigante. Impressionante como às duas da manhã, todos os bares fecham. Não há opções.
Estou lançando uma campanha para descobrir novos lugares na cidade. Divulgarei aqui lugares legais que eu descobrir, e você, caro leitor, fique à vontade para me informar de locais agradáveis que eu não conheça. Agradecido ficarei. Fale de qualquer um. Estou pensando em ser um destes críticos de restaurante. Comer e beber de graça.
Pensando bem, eu iria engordar muito.
"Ask me why and i spit in your eyes"
Acho até que fui muito claro no meu manifesto etílico.
Estou um pouco impaciente com certas coisas. Intolerante, para ser mais claro.
Mas com a maioria das coisas, e pessoas, não estou. Até melhorei.
E não estou com muita paciência para escrever coisas em um blog onde fingir que está tudo bem é o lema.
Não está. No momento, pretendo ser verdadeiro comigo e com o mundo.
E viver perto de pessoas verdadeiras. Que me olham nos olhos e cheirem à sinceridade.
Como isso é possível? Eu sei lá!!!
É utopia mas e daí. É o que penso agora. É o que minha vida demanda agora. (eu tô lendo uns lances de administração. Gostou do "demanda"?)
Mas sei lá. Amanhã é outro dia. Tanto é que continuo a fazer parte do conluio santificado.
Tem um cara do meu serviço, que foi para o Rio aparecer no Big Brother. Ontem, quando a tal de Estela foi eliminada, ele tava lá, atrás da família, dando tchauzinho para a câmera. O cara viajou de manhã para o Rio, à noite tava no lugar do Big Bode, e hoje já tá aqui de novo. Programa de índio.
Aqui, é Birizonte das oropa. BH City.
Essa roça gigante. Impressionante como às duas da manhã, todos os bares fecham. Não há opções.
Estou lançando uma campanha para descobrir novos lugares na cidade. Divulgarei aqui lugares legais que eu descobrir, e você, caro leitor, fique à vontade para me informar de locais agradáveis que eu não conheça. Agradecido ficarei. Fale de qualquer um. Estou pensando em ser um destes críticos de restaurante. Comer e beber de graça.
Pensando bem, eu iria engordar muito.
"Ask me why and i spit in your eyes"
Irei corrigir um erro.
Tem um blog que ainda não pus nos links e que porei agora.
É de um "irmão" que escreve coisas loucas.
E que deveria estar no do Santa também.
Diguim
O blog dele é o balelinhas.
"Aí Mary, fala pro Pedroca deixar entrar que o cara é gente boa!!!!"
Tem um blog que ainda não pus nos links e que porei agora.
É de um "irmão" que escreve coisas loucas.
E que deveria estar no do Santa também.
Diguim
O blog dele é o balelinhas.
"Aí Mary, fala pro Pedroca deixar entrar que o cara é gente boa!!!!"
terça-feira, março 19, 2002
Eu agora tô participando de um blog em grupo. Sexo grupal, sacou?
Não sei se vou aguentar muito isso.
E eu que meio dei a idéia. Má idéia.
Se eu já fico queimando neurônio para escrever aqui, agora arrumei sarna para me coçar.
O lay out ficou muito legal.
Então clica aí e dá uma conferida. Santa Bebedeira
Não sei se vou aguentar muito isso.
E eu que meio dei a idéia. Má idéia.
Se eu já fico queimando neurônio para escrever aqui, agora arrumei sarna para me coçar.
O lay out ficou muito legal.
Então clica aí e dá uma conferida. Santa Bebedeira
Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me
(morrissey/marr)
last night i dreamt
that somebody loved me
no hope - but no harm
just another false alarm
last night i felt
real arms around me
no hope - no harm
just another false alarm
so, tell me how long
before the last one?
and tell me how long
before the right one?
this story is old - I KNOW
but it goes on
this story is old - I KNOW
but it goes on
Achei e comprei o primeiro disco dos Smiths. Não paro de ouvir.
Essa música não é desse disco, mas já tinha me prometido citá-la por aqui.
Dificilmente alguém conseguirá fazer algo tão simples, tão triste e tão belo quanto isso.
E ontem, eu sonhei.
(morrissey/marr)
last night i dreamt
that somebody loved me
no hope - but no harm
just another false alarm
last night i felt
real arms around me
no hope - no harm
just another false alarm
so, tell me how long
before the last one?
and tell me how long
before the right one?
this story is old - I KNOW
but it goes on
this story is old - I KNOW
but it goes on
Achei e comprei o primeiro disco dos Smiths. Não paro de ouvir.
Essa música não é desse disco, mas já tinha me prometido citá-la por aqui.
Dificilmente alguém conseguirá fazer algo tão simples, tão triste e tão belo quanto isso.
E ontem, eu sonhei.
segunda-feira, março 18, 2002
Pela primeira vez, deletei uma coisa que escrevi.
Eu achei chato ficar falando sobre preconceito, se sou ou não preconceituoso, se pensam isso ou aquilo de mim. Achei chato.
Mais uma que gostaria de ter esquecido:
-Vocês assistem "Xena, a princesa prexeca"?
Esse eu não vou colocar para quem falei. Não dá.
Eu achei chato ficar falando sobre preconceito, se sou ou não preconceituoso, se pensam isso ou aquilo de mim. Achei chato.
Mais uma que gostaria de ter esquecido:
-Vocês assistem "Xena, a princesa prexeca"?
Esse eu não vou colocar para quem falei. Não dá.
Era mesmo aniversário do Kahoona.
E teve comemoração dupla.
Na sexta, no bar/restaurante da avó dele.
No sábado, numa casa abandonada, "festaquebradeira".
Bebi muita vodka, e me lembro de todas as bobagens que disse. Tem coisas que a gente quer esquecer mesmo. As boas coisas, de forma alguma. Então ficou meio elas por elas. A GH tirou o dia para gozar a minha cara, como vocês podem ler no blog dela.
Na sexta, finalmente,conversei muito com a pola ( a gente conversa mais depois). Aliás, no sábado, ao chegar no lugar, fui pego de surpresa por ela, o grande Breno( que fez aniversário no domingo) e o precioso. Demos uma volta para comprar uma pinga. Fomos parar num posto de conveniência onde só tinha plays. E a gente parecia uma banda de rockabilly. Só tinha vodka. E tinha um cara que era igual ao irmão do Ray, do "Everybody loves Raymond".
E a casa da festa era muito louca. Parecia abandonada há uns trinta anos, com móveis intactos da década de 60. O Zubra se apaixonou pelo banheiro. Outros vibraram com o sofá.
Frases que disse, e que gostaria de esquecer, por isso minha raiva em relação à vodka. Não deu amnésia.
"Que gayzice é essa?", para encher o saco de João Augusto, que abraçava o Tiaguinho sem parar.
"Quanto é a bagaça? -É vinte reais, oh baby, é vinte reais", tentando ser engraçadinho no carro junto a Bella, Lilli e Claudinha.
"Talvez uma economista. Resolveria metade dos meus problemas", sobre qual seria a profissão de minha noiva, se pudesse escolher. Maior besteira de todas, falada junto a Carol e GH, e que desencadeou uma gozação de horas, pois ambas queriam me casar com uma imobiliária.
Não tenho nenhuma pretensão de me casar com quem quer que seja!!!
E teve comemoração dupla.
Na sexta, no bar/restaurante da avó dele.
No sábado, numa casa abandonada, "festaquebradeira".
Bebi muita vodka, e me lembro de todas as bobagens que disse. Tem coisas que a gente quer esquecer mesmo. As boas coisas, de forma alguma. Então ficou meio elas por elas. A GH tirou o dia para gozar a minha cara, como vocês podem ler no blog dela.
Na sexta, finalmente,conversei muito com a pola ( a gente conversa mais depois). Aliás, no sábado, ao chegar no lugar, fui pego de surpresa por ela, o grande Breno( que fez aniversário no domingo) e o precioso. Demos uma volta para comprar uma pinga. Fomos parar num posto de conveniência onde só tinha plays. E a gente parecia uma banda de rockabilly. Só tinha vodka. E tinha um cara que era igual ao irmão do Ray, do "Everybody loves Raymond".
E a casa da festa era muito louca. Parecia abandonada há uns trinta anos, com móveis intactos da década de 60. O Zubra se apaixonou pelo banheiro. Outros vibraram com o sofá.
Frases que disse, e que gostaria de esquecer, por isso minha raiva em relação à vodka. Não deu amnésia.
"Que gayzice é essa?", para encher o saco de João Augusto, que abraçava o Tiaguinho sem parar.
"Quanto é a bagaça? -É vinte reais, oh baby, é vinte reais", tentando ser engraçadinho no carro junto a Bella, Lilli e Claudinha.
"Talvez uma economista. Resolveria metade dos meus problemas", sobre qual seria a profissão de minha noiva, se pudesse escolher. Maior besteira de todas, falada junto a Carol e GH, e que desencadeou uma gozação de horas, pois ambas queriam me casar com uma imobiliária.
Não tenho nenhuma pretensão de me casar com quem quer que seja!!!
sexta-feira, março 15, 2002
Hoje eu acho que é aniversário do Kahoona.
Valeu irmão!
E não sei se vai ter festa.
De qualquer forma, tem a de um ano de anônimo.
O anônimo é um e-zine, e agora tem um blog que eu ainda não sei o endereço.
Depois falo mais a respeito.
É, as coisas acontecem quando a gente menos espera.
Estou sem tempo pois a ralação hoje foi foda.
Ontem, mais uma vez cheguei às três da manhã em casa, para acordar às 7:00.
Pelo menos não fiquei bêbado. Sem ressaca é bem melhor encarar o longo dia.
Trilha sonora de hoje:
"let's go to bed" -the cure.
Bem sugestivo.
Valeu irmão!
E não sei se vai ter festa.
De qualquer forma, tem a de um ano de anônimo.
O anônimo é um e-zine, e agora tem um blog que eu ainda não sei o endereço.
Depois falo mais a respeito.
É, as coisas acontecem quando a gente menos espera.
Estou sem tempo pois a ralação hoje foi foda.
Ontem, mais uma vez cheguei às três da manhã em casa, para acordar às 7:00.
Pelo menos não fiquei bêbado. Sem ressaca é bem melhor encarar o longo dia.
Trilha sonora de hoje:
"let's go to bed" -the cure.
Bem sugestivo.
quinta-feira, março 14, 2002
Estou de saco cheio de Strokes.
Pareço gente velha falando. Mas o lance é que já encheu. Todo lugar que se vai, toca. Vira e mexe alguém comenta sobre a banda. "A salvação do rockn'roll", "melhor do mundo", a puta que te pariu.
Tá certo, o som é legal, mas nada mais que isso. Os caras pegaram o som que o Lou e o Iggy e o MC5 faziam, amenizaram um pouco e pronto. Têm boa influência mas e daí? Não chega aos pés do original.
Vi o novo clipe do Charlatans no Lado B e achei bem melhor que o disco inteiro dos Strokes.
E os caras da banda, me parece, não são o tipo de gente que fica se achando o máximo.
É essa porra de mídia que faz a cabeça da galera.
Ou seja, tudo parece um grande engodo como o Oasis.
Vão me taxar de chato, mas fui um dos primeiros a conhecer a banda por estas bandas então posso falar.
Pareço gente velha falando. Mas o lance é que já encheu. Todo lugar que se vai, toca. Vira e mexe alguém comenta sobre a banda. "A salvação do rockn'roll", "melhor do mundo", a puta que te pariu.
Tá certo, o som é legal, mas nada mais que isso. Os caras pegaram o som que o Lou e o Iggy e o MC5 faziam, amenizaram um pouco e pronto. Têm boa influência mas e daí? Não chega aos pés do original.
Vi o novo clipe do Charlatans no Lado B e achei bem melhor que o disco inteiro dos Strokes.
E os caras da banda, me parece, não são o tipo de gente que fica se achando o máximo.
É essa porra de mídia que faz a cabeça da galera.
Ou seja, tudo parece um grande engodo como o Oasis.
Vão me taxar de chato, mas fui um dos primeiros a conhecer a banda por estas bandas então posso falar.
Eu queria saber cantar
Todas as canções de ninar
Queria ter mais a dizer
Queria olhar para você
E não precisar dizer
Queria andar pelos telhados
Com os sapatos gastos
Um buraco no bolso
Um terço, um trocado
Minha vida perdida de há muito
Queria gritar minha angústia
Agonizar o que me faz viver
Saber repartir meus porquês
Queria escapar de olhos tristes
Queria tirar proveito dos meus sonhos imperfeitos
Lançar pedaços de mim aos pombos
Saborear o pecado
Um doce molhado na boca
Queria esquecer de muitos
Me lembrar de poucos
Balançar o seu mundo
Sorrir um bocado
Um sorriso parado
De pecado profundo
Queria crescer ao seu lado
Saber de tudo seu
E estar errado
Queria correr descalço
Na grama, na chuva, na praia
Em cada um dos seus olhos
Escorregar entre os dedos
E molhar todo o seco
Que me faz ficar molhado
Queria enterrar os meus ossos
Na sua lágrima
Chorar para ter alegria
E não ver nenhuma mágoa
Por errar e ser melancolia
Queria saber amar
Olhar o sol nascer
E cantar as canções de ninar
Todo dia
Para perdoar
Tudo o que eu queria
Todas as canções de ninar
Queria ter mais a dizer
Queria olhar para você
E não precisar dizer
Queria andar pelos telhados
Com os sapatos gastos
Um buraco no bolso
Um terço, um trocado
Minha vida perdida de há muito
Queria gritar minha angústia
Agonizar o que me faz viver
Saber repartir meus porquês
Queria escapar de olhos tristes
Queria tirar proveito dos meus sonhos imperfeitos
Lançar pedaços de mim aos pombos
Saborear o pecado
Um doce molhado na boca
Queria esquecer de muitos
Me lembrar de poucos
Balançar o seu mundo
Sorrir um bocado
Um sorriso parado
De pecado profundo
Queria crescer ao seu lado
Saber de tudo seu
E estar errado
Queria correr descalço
Na grama, na chuva, na praia
Em cada um dos seus olhos
Escorregar entre os dedos
E molhar todo o seco
Que me faz ficar molhado
Queria enterrar os meus ossos
Na sua lágrima
Chorar para ter alegria
E não ver nenhuma mágoa
Por errar e ser melancolia
Queria saber amar
Olhar o sol nascer
E cantar as canções de ninar
Todo dia
Para perdoar
Tudo o que eu queria
quarta-feira, março 13, 2002
A gente se sente meio idiota quando encontra com alguém tem mais problemas, muito mais sérios que os seus. Eu sou assim.
É claro que não dá para comparar.
Eu li uma frase idiota outro dia que dizia:
"As pessoas costumam sofrer mais que a situação exige"
Não concordo. Acho que de repente pode rolar um pouco disso sim, mas às vezes é necessário.
Isso me fez lembrar de um professor que tive no Cefet. Ele era um porco. Sério. Tinha uma barriga tão grande que a camisa ficava pendurada, não alcançava o cinto. E ele era tão escroto que quando aplicava prova, ficava falando para desconcentrar a gente. Era o que ele chamava de "Tempestade cerebral". Detalhe: ele dava aula de matemática, cálculo integral. Se você não sabe o que é isso, dê graças a Deus, pois é a pior coisa do universo. Coisa de quem faz engenharia. Já deu para notar que eu odeio engenharia.
Tomei recuperação com o porcão por 1 ponto. Passei, mas amaldiçoei o safado pelo resto da vida.
Lembrei dele agora pois uma das suas frases prediletas era: "Vocês reclamam por que não conhecem coisa pior".
Não sou de reclamar de professores por causa disso. Já estive no inferno com um. Depois dele, o mais imbecil é um santo para mim.
Mas existe um pouco de razão nessa sentença. A gente não sabe o que é passar pelo pior até descobrirmos. E depois dizemos: "eu era feliz e não sabia".
E tem problemas que os outros têm que a gente agradece por não ter.
Eu não sei onde quero chegar com isso tudo.
Por que mesmo assim, não adianta porra nenhuma.
Vou continuar sofrendo do mesmo jeito. Eu não aprendo.
É claro que não dá para comparar.
Eu li uma frase idiota outro dia que dizia:
"As pessoas costumam sofrer mais que a situação exige"
Não concordo. Acho que de repente pode rolar um pouco disso sim, mas às vezes é necessário.
Isso me fez lembrar de um professor que tive no Cefet. Ele era um porco. Sério. Tinha uma barriga tão grande que a camisa ficava pendurada, não alcançava o cinto. E ele era tão escroto que quando aplicava prova, ficava falando para desconcentrar a gente. Era o que ele chamava de "Tempestade cerebral". Detalhe: ele dava aula de matemática, cálculo integral. Se você não sabe o que é isso, dê graças a Deus, pois é a pior coisa do universo. Coisa de quem faz engenharia. Já deu para notar que eu odeio engenharia.
Tomei recuperação com o porcão por 1 ponto. Passei, mas amaldiçoei o safado pelo resto da vida.
Lembrei dele agora pois uma das suas frases prediletas era: "Vocês reclamam por que não conhecem coisa pior".
Não sou de reclamar de professores por causa disso. Já estive no inferno com um. Depois dele, o mais imbecil é um santo para mim.
Mas existe um pouco de razão nessa sentença. A gente não sabe o que é passar pelo pior até descobrirmos. E depois dizemos: "eu era feliz e não sabia".
E tem problemas que os outros têm que a gente agradece por não ter.
Eu não sei onde quero chegar com isso tudo.
Por que mesmo assim, não adianta porra nenhuma.
Vou continuar sofrendo do mesmo jeito. Eu não aprendo.
terça-feira, março 12, 2002
Vi uma reportagem na TV sobre o show do Roger Waters . Parece ter sido melhor que imaginava. Não tenho mais saco para o tipo de som. Caso alquém não saiba, o Roger Waters foi durante muito tempo o líder e compositor das principais músicas so Pink Floyd. Praticamente todas que as pessoas normais conhecem foram escritas por ele. Ou seja, o cara é foda. Já fui muito fã da banda, mas hoje só tenho paciência de ouvir o primeiro, "The piper at gates of dawn" de 1967, cujas músicas são do genial Syd Barret, que só fez esse disco pois pirou depois de tomar muito LSD.
Mas na reportagem aparecia um tanto de atores globais no camarote. Até a Angélica estava lá.
Pô, aí é sacanagem. Esse povo não saca nada de Floyd. Era eu quem devia estar lá vibrando, porra.
Que inveja!!!
Mas na reportagem aparecia um tanto de atores globais no camarote. Até a Angélica estava lá.
Pô, aí é sacanagem. Esse povo não saca nada de Floyd. Era eu quem devia estar lá vibrando, porra.
Que inveja!!!
Ok, vocês afagaram o meu ego com os seus comentários. Obrigado!
Estou ficando meio metido com isso tudo.
Hoje fui à aula pela manhã. Tinha um trabalho para entregar e eu não sabia. A culpa em parte foi minha, mas a desgraçada da professora sabia que eu só faço essa aula pela manhã. Ela podia ter me falado na aula passada. Ela é a mulher mais baranga de toda a faculdade. Aquela mesmo, que vai com sapato e bolsa de oncinha.
Então matei os dois últimos horários e fui tomar uma com o Léo. Tomamos várias. Detalhe: eu trabalho, e teoricamente tinha de estar no batente assim que a aula terminasse. Fazer o quê, ser irresponsável às vezes me aborrece, mas, às vezes, me faz um bem...
Cheguei meio alterado no serviço. Comprei um halls para amenizar o bafo. Acontece que a minha chefe é uma das pessoas mais legais que já conheci. Contanto que eu faça a minha parte, não se incomoda de eu chegar tarde. Por isso mesmo é que fico com a consciência pesada. Não dá para a gente ficar abusando. Ela confia em mim e eu chapando no boteco da esquina. Nem almocei hoje. Não rola. E mesmo agora, estou meio enjoado. O negócio é não pensar em "chamar o juca", senão já era.
Faz tempo que não fico enjoado com cerveja. Deve ser castigo. Bem feito, mané!
Estou ficando meio metido com isso tudo.
Hoje fui à aula pela manhã. Tinha um trabalho para entregar e eu não sabia. A culpa em parte foi minha, mas a desgraçada da professora sabia que eu só faço essa aula pela manhã. Ela podia ter me falado na aula passada. Ela é a mulher mais baranga de toda a faculdade. Aquela mesmo, que vai com sapato e bolsa de oncinha.
Então matei os dois últimos horários e fui tomar uma com o Léo. Tomamos várias. Detalhe: eu trabalho, e teoricamente tinha de estar no batente assim que a aula terminasse. Fazer o quê, ser irresponsável às vezes me aborrece, mas, às vezes, me faz um bem...
Cheguei meio alterado no serviço. Comprei um halls para amenizar o bafo. Acontece que a minha chefe é uma das pessoas mais legais que já conheci. Contanto que eu faça a minha parte, não se incomoda de eu chegar tarde. Por isso mesmo é que fico com a consciência pesada. Não dá para a gente ficar abusando. Ela confia em mim e eu chapando no boteco da esquina. Nem almocei hoje. Não rola. E mesmo agora, estou meio enjoado. O negócio é não pensar em "chamar o juca", senão já era.
Faz tempo que não fico enjoado com cerveja. Deve ser castigo. Bem feito, mané!
segunda-feira, março 11, 2002
O tamanho do link para comentários não está em pixels. Deve estar em html, ou seja, indecifrável para mim. Como este foi o único que funcionou, vou deixar assim até alguém me ajudar a decifrar esse enigma.
Venho notando uma coisa que não está me agradando muito. Estou me tornando muito "bonzinho". Eu sei lá! Estou sendo agradável com todo mundo. Eu, que sempre fui sarcástico, chato, neurastênico e inapropriadamente incomôdo, estou tentando ser amável, compreensível e "legal". Estou precisando conversar com a pola.
Quem me conhece sabe como eu era irritante e crítico com tudo. Ainda sou assim mas, bem menos que já fui um dia. É claro que tudo de forma engraçada (pelo menos para mim) e amigável.
Então, farei uma enquete aqui. Melhorei ou piorei nas suas opiniões, leitores que me conhecem. Os desconhecidos (se é que existem) também podem opinar. Não sei bem como, mas e daí: falem qualquer coisa!
Venho notando uma coisa que não está me agradando muito. Estou me tornando muito "bonzinho". Eu sei lá! Estou sendo agradável com todo mundo. Eu, que sempre fui sarcástico, chato, neurastênico e inapropriadamente incomôdo, estou tentando ser amável, compreensível e "legal". Estou precisando conversar com a pola.
Quem me conhece sabe como eu era irritante e crítico com tudo. Ainda sou assim mas, bem menos que já fui um dia. É claro que tudo de forma engraçada (pelo menos para mim) e amigável.
Então, farei uma enquete aqui. Melhorei ou piorei nas suas opiniões, leitores que me conhecem. Os desconhecidos (se é que existem) também podem opinar. Não sei bem como, mas e daí: falem qualquer coisa!
Descobri que estou totalmente por fora. O assunto principal foi o Big Brother ou a Casa dos Artistas. Fiquei calado uns vinte minutos ouvindo as últimas notícias dos participantes dos realitys shows brazucas.
Não consigo assistir. Acho muito chato. A Ellen Roche podia aparecer pelada, aí eu ficaria mais interessado. Mas não rola. Acho que de realidade já estou cheio. Quero é ver o irreal. Até gosto muito de documentários sobre natureza. Como não vou ver aquelas baleias na Antartica ou as cobras venenosas da Malásia, acho aquilo muito irreal. E muito mais interessante que saber quem vai dar para quem nesses programas.
Se bem que entendo o lado mórbido de ver essas merdas.
Não consigo assistir. Acho muito chato. A Ellen Roche podia aparecer pelada, aí eu ficaria mais interessado. Mas não rola. Acho que de realidade já estou cheio. Quero é ver o irreal. Até gosto muito de documentários sobre natureza. Como não vou ver aquelas baleias na Antartica ou as cobras venenosas da Malásia, acho aquilo muito irreal. E muito mais interessante que saber quem vai dar para quem nesses programas.
Se bem que entendo o lado mórbido de ver essas merdas.
Restaurante japonês.
Só por amizade mesmo que vou nesses lugares. Não gosto de comida japonesa. Tá certo, “pessoas sofisticadas” gostam de lugares assim. Estou tentando, juro, mas prefiro ir a lugares onde posso falar alto, ser rude e mal atendido(heim?).
Então fui e fiquei vendo o povo comer aquela comida que de tão crua, parecia que ia sair correndo a qualquer momento. E se come com pauzinho. O garçom, usava pijama e tinha nome de peixe. E apesar de ser um restaurante japonês, não vi nenhum japa. E olha que procurei.
Mas a gente não ficou naquelas áreas típicas, em que se senta no chão descalço. Eu talvez teria gostado mais.
Me lembro de um episódio dos Simpsons em que eles estão no Japão e o Homer não usa a porta. Sempre atravessa a parede, pois são feitas de papel.
Será que algum garçom sabe karatê?
Eu acho que não. Eles não tinham cara. Agora, se tivesse algum japa para impor respeito, aí sim. Qualquer assaltante pensaria duas vezes antes de entrar num lugar com japa. Mas não tinha nenhum japonês, nem koreano, nem chinês. Ninguém de olho puxado. Sacanagem.
A G.H. também comentou sobre o nosso encontro. Agora, a minha frase fora de contexto ficou mais engraçada ainda.
Só por amizade mesmo que vou nesses lugares. Não gosto de comida japonesa. Tá certo, “pessoas sofisticadas” gostam de lugares assim. Estou tentando, juro, mas prefiro ir a lugares onde posso falar alto, ser rude e mal atendido(heim?).
Então fui e fiquei vendo o povo comer aquela comida que de tão crua, parecia que ia sair correndo a qualquer momento. E se come com pauzinho. O garçom, usava pijama e tinha nome de peixe. E apesar de ser um restaurante japonês, não vi nenhum japa. E olha que procurei.
Mas a gente não ficou naquelas áreas típicas, em que se senta no chão descalço. Eu talvez teria gostado mais.
Me lembro de um episódio dos Simpsons em que eles estão no Japão e o Homer não usa a porta. Sempre atravessa a parede, pois são feitas de papel.
Será que algum garçom sabe karatê?
Eu acho que não. Eles não tinham cara. Agora, se tivesse algum japa para impor respeito, aí sim. Qualquer assaltante pensaria duas vezes antes de entrar num lugar com japa. Mas não tinha nenhum japonês, nem koreano, nem chinês. Ninguém de olho puxado. Sacanagem.
A G.H. também comentou sobre o nosso encontro. Agora, a minha frase fora de contexto ficou mais engraçada ainda.
sexta-feira, março 08, 2002
Aí vai uma dica.
Caso estiver em casa no domingo, tiver TV a cabo, e não tiver assistido ainda, não perca os filmes do Hithcock que vão passar no USA. " O homem que sabia demais", "A sombra de uma suspeita" e "Festim diabólico"
O primeiro não é dos melhores, na minha opinião. Principalmente por que tem a Doris Day cantando. Eu a odeio. Mas o filme é bom, acima da média das porcarias que eles fazem hoje.
A sombra de uma suspeita é muito bom. Tem gente que não gosta de filme preto e branco. Eu gosto. Imagine você descobrir que uma pessoa que convive com vc, de quem vc gosta muito, seja um assassino.
E o excelente "Festim diabólico". Esse é clássico pois é um filme meio experimental do mestre do suspense.
O filme, se não me engano, deve ter uns cinco cortes. Os takes são longos e nervosos. É referência para qualquer diretor.
Caso estiver em casa no domingo, tiver TV a cabo, e não tiver assistido ainda, não perca os filmes do Hithcock que vão passar no USA. " O homem que sabia demais", "A sombra de uma suspeita" e "Festim diabólico"
O primeiro não é dos melhores, na minha opinião. Principalmente por que tem a Doris Day cantando. Eu a odeio. Mas o filme é bom, acima da média das porcarias que eles fazem hoje.
A sombra de uma suspeita é muito bom. Tem gente que não gosta de filme preto e branco. Eu gosto. Imagine você descobrir que uma pessoa que convive com vc, de quem vc gosta muito, seja um assassino.
E o excelente "Festim diabólico". Esse é clássico pois é um filme meio experimental do mestre do suspense.
O filme, se não me engano, deve ter uns cinco cortes. Os takes são longos e nervosos. É referência para qualquer diretor.
Eu sei de um tanto de gente que tá na pior, como eu mesmo. Daí quando encontro com alguém que gosto, que está bem, feliz, etc, fico feliz por ela também (a Bella está com saudades de você, Pola). Daí ela vira e diz:
-Não se preocupe. As coisas acontecem quando a gente menos espera.
Não dá para acreditar nessa. Não cola. Sei que é com as melhores das intenções e tudo. Mas estou fadado a ser um incrédulo, mau-humorado e sonhador. Mas não estou reclamando ou choramingando. É fato.
É claro que vou me esforçar para tentar ser um pouco mais feliz.(não acredito que disse isso).
Lembro da Lê ops, GH perguntando: cê tá feliz?
-Como assim"cê tá feliz?". O conceito de felicidade é muito amplo, pô. Eu não!
Mas hoje eu a entendo. Às vezes, basta acontecer uma coisinha à toa no dia para a gente ficar numa boa. O contrário também acontece (e com mais frequência comigo, é claro). Mas o importante é viver aquilo de uma vez, estar ali e pronto, deixar acontecer.
Acho que vou escrever um livro de auto-ajuda, depois dessa.
Não, eu não me suportaria.
-Não se preocupe. As coisas acontecem quando a gente menos espera.
Não dá para acreditar nessa. Não cola. Sei que é com as melhores das intenções e tudo. Mas estou fadado a ser um incrédulo, mau-humorado e sonhador. Mas não estou reclamando ou choramingando. É fato.
É claro que vou me esforçar para tentar ser um pouco mais feliz.(não acredito que disse isso).
Lembro da Lê ops, GH perguntando: cê tá feliz?
-Como assim"cê tá feliz?". O conceito de felicidade é muito amplo, pô. Eu não!
Mas hoje eu a entendo. Às vezes, basta acontecer uma coisinha à toa no dia para a gente ficar numa boa. O contrário também acontece (e com mais frequência comigo, é claro). Mas o importante é viver aquilo de uma vez, estar ali e pronto, deixar acontecer.
Acho que vou escrever um livro de auto-ajuda, depois dessa.
Não, eu não me suportaria.
quinta-feira, março 07, 2002
Coloquei a foto da Marilyn pois eu estava procurando algumas pin ups para pôr no blog e a vi. Uma vez, vi um poster dela grande, e era uma foto tirada num quarto de hotel. Preto e branco com a luz muito clara. Ela, deitada na cama, nua, coberta apenas pelo lençol branco, tomava o café da manhã. Uma imagem que nunca me saiu da cabeça. Era uma coisa muito íntima e bela. Parecia que a foto era a própria essência da Marilyn. E essa também é bacana pois ela tá muito à vontade. Mas me arrependo de não ter comprado aquele poster.
"The more you ignore me, the closer i get. You wasting your time..."
Nada de dormir direito. Algo me incomoda. Monografia, pagar contas, tentar seguir em frente sem saber bem onde fica isso. Eu pouco assisto TV como uma pessoa sã. Só fico zapeando e não assisto nada. E é muito pior quando a insônia bate. Madrugada adentro, tentando ver alguma coisa interessante e nada. Eu penso em como já se passaram dois meses e eu não vi direito. Em como esses dois meses foram pro brejo e lá devem permanecer, no limbo completo, pois quero mesmo esquecê-los. Poucas coisas boas aconteceram. Meu sobrinho nasceu e está gordinho. Eu nem vi direito. A gente perde as coisas assim. Num estalo. Estou divagando...
Ontem fui tomar uma e fiquei bem calado. Nem tinha notado até a D. Paula falar e a "Ana Fernanda" concordar. E isso é uma merda pois eu queria falar prá caralho e não saiu nem metade. Fiquei na área das amenidades. Mas talvez tenha sido melhor assim. Estou farto de problemas e não queria mesmo encher o povo com isso. Mas não imaginava nada melhor para falar. E nem consegui ficar um pouco alto com a cerva pois foi rápido. Cheguei em casa 22:30 e minha mãe estranhou. E não dormi tão cedo. E fico lembrando da música do Pink Floyd que fala sobre o "desespero quieto" ou algo assim. Estou vivendo em "desespero quieto". É como areia movediça, quanto mais se mexe, mais afunda.
E ontem eu tava numa boa. Dá para entender?
quarta-feira, março 06, 2002
Roadhouse Blues e pseudoconcreticidades
Em plena segunda, fui a uma festa num bar rockn'roll com a Bella. Ouvia-se de Jefferson Airplane a Sublime. Tinha um ilusionista, um tatuador, um armazém, várias pessoas legais. Daí apareceu um cara para tocar violão e o negócio esquentou, pois a cada hora ia um da platéia cantar com o cara. E eu pensando em ir embora lá pela meia noite. -Outra cerveja!!
Daí, subiu uma garota meio gordinha (estou tentando ser simpático), que eu já tinha conhecido por lá, e começou a cantar como uma diva negra americana. Todo mundo ficou besta com a voz dela. Canta muito.
-Outra cerveja, meu chapa!!!
E aí, o revezamento só foi aumentando. E as pessoas cantando o que sabiam.
-Outra cerveza aí!
Quando eu vi, estava tocando a viola para os pobre coitados. Digo pobre coitados pois eu já estava bêbado e não saía nada direito.
-Toca aquela que eu canto junto- me falava a Bella, que tinha me convecido a subir ali, e a quem eu pensava seriamente em esganar. E toquei. Mal, mas toquei.
Uma alma bondosa pegou a viola e tocou outras músicas.
- Desce a saideira!!
Daí o cara começou a tocar Roadhouse Blues dos Doors e eu, é claro, não resisti, peguei o microfone e fiz a minha porca imitação de Jim Morrison. Como foi bom! Podia estar a maior desafinação do mundo, mas foda-se, eu curti.
-Quantas horas?
-03:00!
Fudeu!
Acordei às seis, ainda alcoolizado e fui à aula. É, estou fazendo uma aula de manhã.
Mas não achei tão ruim. Encontrei com diversas pessoas legais, o clima é outro. Se bem que parece colégio, e não faculdade. Mas não é tão ruim. Bem, pelo menos não achei no primeiro dia.
Encontrei o Lobão que foi o cara com quem trabalhei na TV e me ensinou tudo de edição. Ele tá com uma fita minha com um documentário sobre o Jack Kerouac. Eu e ele discutíamos muito sobre os Beats. Esse cara foi uma grande influência para mim como profissional e como pessoa. Porra, fiquei feliz de encontrar com ele.
E o sol tava rachando.
E fazia tempo que não me sentia tão bem comigo mesmo.
Em plena segunda, fui a uma festa num bar rockn'roll com a Bella. Ouvia-se de Jefferson Airplane a Sublime. Tinha um ilusionista, um tatuador, um armazém, várias pessoas legais. Daí apareceu um cara para tocar violão e o negócio esquentou, pois a cada hora ia um da platéia cantar com o cara. E eu pensando em ir embora lá pela meia noite. -Outra cerveja!!
Daí, subiu uma garota meio gordinha (estou tentando ser simpático), que eu já tinha conhecido por lá, e começou a cantar como uma diva negra americana. Todo mundo ficou besta com a voz dela. Canta muito.
-Outra cerveja, meu chapa!!!
E aí, o revezamento só foi aumentando. E as pessoas cantando o que sabiam.
-Outra cerveza aí!
Quando eu vi, estava tocando a viola para os pobre coitados. Digo pobre coitados pois eu já estava bêbado e não saía nada direito.
-Toca aquela que eu canto junto- me falava a Bella, que tinha me convecido a subir ali, e a quem eu pensava seriamente em esganar. E toquei. Mal, mas toquei.
Uma alma bondosa pegou a viola e tocou outras músicas.
- Desce a saideira!!
Daí o cara começou a tocar Roadhouse Blues dos Doors e eu, é claro, não resisti, peguei o microfone e fiz a minha porca imitação de Jim Morrison. Como foi bom! Podia estar a maior desafinação do mundo, mas foda-se, eu curti.
-Quantas horas?
-03:00!
Fudeu!
Acordei às seis, ainda alcoolizado e fui à aula. É, estou fazendo uma aula de manhã.
Mas não achei tão ruim. Encontrei com diversas pessoas legais, o clima é outro. Se bem que parece colégio, e não faculdade. Mas não é tão ruim. Bem, pelo menos não achei no primeiro dia.
Encontrei o Lobão que foi o cara com quem trabalhei na TV e me ensinou tudo de edição. Ele tá com uma fita minha com um documentário sobre o Jack Kerouac. Eu e ele discutíamos muito sobre os Beats. Esse cara foi uma grande influência para mim como profissional e como pessoa. Porra, fiquei feliz de encontrar com ele.
E o sol tava rachando.
E fazia tempo que não me sentia tão bem comigo mesmo.
segunda-feira, março 04, 2002
Amanhã tenho de ir à faculdade.
Meus amigos se formaram e eu não encontro mais com eles por lá. Eu não formei e sobrei. Conheço pouca gente. Às vezes até encontro um outro de quem gosto muito. Mas está ficando raro.
O foda é que não há mais a minha sala por lá. Eu sinto uma falta fudida.
E o pior é quando passo em frente aos botecos e não vejo mais ninguém conhecido.
- Merda! O que eu tô fazendo aqui?
Meus amigos se formaram e eu não encontro mais com eles por lá. Eu não formei e sobrei. Conheço pouca gente. Às vezes até encontro um outro de quem gosto muito. Mas está ficando raro.
O foda é que não há mais a minha sala por lá. Eu sinto uma falta fudida.
E o pior é quando passo em frente aos botecos e não vejo mais ninguém conhecido.
- Merda! O que eu tô fazendo aqui?
Como havia prometido, aí vai o discurso de formatura que o meu amigo Flávio Henrique fez na colação de grau da minha ex-sala.
Boa noite à todos!
Em momentos como este, ficamos mais sensíveis a questionamentos existencialistas. Aparece o medo do futuro e perguntas como De onde vim? para onde vou? e coisas do gênero. Surge a sensação de que a vida é um trem em alta velocidade que caminha diretamente para a colisão, e de que é preciso fazer alguma coisa antes que isso aconteça. Nessas horas, é inevitável o pensamento e a impressão de que as coisas poderiam ser melhor aproveitadas, de que não administramos o tempo direito e não conseguimos fazer metade do que queríamos. Essa reflexão pode até ser válida, desde que não nos impeça de olhar para o que vem pela frente, e abandonar o que não pode ser mais mudado.
Iniciamos o curso no dia dois de fevereiro de mil novecentos e noventa e oito, numa segunda à noite, por volta das dezenove e dez. Por coincidência, a primeira aula na faculdade foi de Filosofia I, ministrada pelo professor Luís Henrique, que hoje é um dos homenageados. Naquele dia, ele começou a dizer que existem muitas coisas medonhas no mundo, a execrar o pagode e o axé music, e a falar bem de todos os discos do Chico Buarque. A gente abriu um ciclo com ele, e está fechando este ciclo agora.
Dos trinta e nove jornalistas que colam grau hoje, vinte estão juntos desde o primeiro semestre, e quinze, desde aquela primeira segunda-feira, na aula do professor Luís. Para nossa alegria, os demais se juntaram a nós nos períodos seguintes, formando esta massa heterogênea de jornalistas. Aproveitamos para nos lembrar com carinho de muitos colegas que iniciaram o curso naquela noite, que, por sinal, estão na platéia e vão se formar nos próximos semestres, enquanto alguns poucos seguiram outros caminhos. Entre estes, o colega Cristiano, que conviveu com a turma apenas por uns dois meses, no quarto período, antes de falecer em um acidente de carro. Como vêem, somos privilegiados por chegar até aqui.
Aliás, até o que passou pelas maiores dificuldades financeiras durante o curso deve se considerar pertencente ao Brasil dos privilegiados, daqueles que conseguem concluir um superior num país em que o percentual de universitários é ridículo, e que na maioria das vezes, a educação é encarada como forma de enriquecimento para poucos, em detrimento do crescimento pessoal e cultural do universitário.
Daqueles tempos pra cá, não temos mais cabelo ao vento nem idéias vermelhas na cabeça, tampouco protestamos indo morar em barracas na frente de nossas casas. Estamos cientes de que, em quatro anos, não dá pra fundar um jornal revolucionário, que contribua com as questões populares e leve a falência os grandes grupos de comunicação conversadores.
Aprendemos que é raro estar preparado para mudar o mundo e que muitos não querem isso. Aprendemos também, com os próprios colegas de classe, que o meio jornalístico é eclético por natureza não somos engenheiros japoneses.
Nossa turma é sim, uma mistura heterôgenea, apesar de algumas pequenas fortes semelhanças. Entre nós, cabe o jornalista da Contigo e o do jornal sindical comunista. Há pessoas com fortes vínculos com outros campos de conhecimento, como artes, esporte, política, moda e meio ambiente. E, assim, nossa turma está longe de ser a mais unida. Poucas vezes nos encontramos em maioria para reuniões extra-classe, para falar amenidades ou mesmo para fazer outras coisas mais interessantes que a natureza nos exige nessa idade.
Entramos para a faculdades com a pretensão de encontrar os amigos definitivos, devido à suposta semelhança de quem faz o mesmo curso. Procuramos espelhos e econtramos uma imensa Torre de Babel. A convivência nos trouxe possíveis parceiros profissionais, prováveis pseudo-amigos, inimigos sinceros, e eles também: os amigos definitivos. Contudo, em menor número do que a expectativa inicial.
E até quem não encontrou estes, vai sentir falta de alguma coisa, mesmo que seja dos instantes vividos fora da sala de aula (tão importante quanto os de dentro) ou das rodas de debates com pessoas inflamadas, defendendo seus pontos de vista sobre a ética na televisão, como quem defende um prato de comida e fazendo perguntas e mais perguntas, não se conformando com o porquê das coisas.
Aliás, esta parece ser a sina do jornalista. Perguntar sempre, mesmo que não haja resposta. O mais cético deles deve possuir uma alma existencialista, em que as dúvidas pesam mais que as certezas. A liberdade de expressão e a auto censura parecem conviver no mesmo peito, o quê causa um peso enorme.
Afinal, devemos lealdade ao patrão ou ao que pensamos? Somos, sim, o desdobramento do mito bíblico de Daniel na cova dos leões. A briga eterna pela permanência dos ideais contra a necessidade de sobrevivência, que muitas vezes contraria nossos desejos e pensamentos. Então, é possível ser um grande jornalista mesmo trabalhando para empresas desonestas ou para veículos que insistem em defender interesses particulares ou de seus patrocinadores? É possível ser criativo, apesar de todo tecnicismo que o jornalismo brasileiro nos impõe, já que é exageradamente influenciado pelo pragmatismo exacerbado do jornalismo norte-americano? Não sabemos responder.
Cabe a cada um de nós encontrar suas respostas e encontrar os seus limites. Para isto, há exemplos de todos os tipos. Há jornalistas como José Maria Rabelo, o nosso patrono, que na década de 60 foi perseguido por um militar de alta patente, que havia sido denunciado por atos corruptos no jornal em que trabalhava. Mais tarde, em 1964, este fato contribuiu para que Rabelo fosse exilado pelos golpistas militares, assim como boa parte dos grandes jornalistas brasileiros, defensores da liberdade de expressão. Porém, os exemplos ruins parecem ser predominantes. Boris Casoy, Pedro Bial, Augusto Nunes, Mário Sérgio Conti e tantos outros que, por exemplo, ajudaram a eleger políticos de quinta categoria para a presidência do país, para depois tirá-los ou desmoralizá-los quando foi mais conveniente. E depois, como Mário Sérgio, ainda lançam livros e vendem milhares de cópias, contando sobre os bastidores que viveu, e narrando apenas sobre o que lhe interessa.
Evidentemente, temos de tirar o nosso sustento do jornalismo. Panfletarismo e discursos como esse não costumam garantir o salário no fim do mês. Devemos aliar as necessidades físicas e materiais com honra e honestidade. Apesar dos limites individuais, a ética deve prover o bem-estar coletivo. E ela deve ser praticada, mesmo que trabalhando na assessoria de imprensa do ex-senador Antônio Carlos Magalhães.
E, ainda que não atuemos na área, nunca mais assistiremos a um jornal sem escutar uma vozinha interna nos dizendo: "o repórter pegou o microfone de forma errada", "Esta crítica está fazendo jabá pra aquele cantor, ou ainda "o quê oPrograma Fantástico costuma fazer é qualquer coisa, menos jornalismo investigativo ou o show da vida."
O nosso senso crítico deve continuar se acurando. Todavia, devemos ter piedade com os colegas em ação, e não esquecer que não é fácil assessorar pessoas inassessoráveis, fazer uma entrevista ao vivo pelo rádio, sair para fazer uma matéria, apurar os fatos, escrever um texto em poucos minutos, gravar umas cincos vezes até acertar e repetir essa rotina mais umas duas vezes no dia. Ou pior ainda: faltando cinco minutos para você ir embora da redação, domingo, às cinco horas da tarde, acontece aquele desabamento num bairro do outro lado da cidade, o editor olha para os lados, não vê ninguém, a não ser você, e diz: é contigo.
E, apesar de todas essas características do jornalismo, aparece uma juíza e diz que nossa profissão pode ser exercida por alguém que não possui o diploma superior. Como se nosso ofício fosse algo simples, qualquer bobagem. Como se fossem supérfluas as noções humanísticas de sociologia, filosofia ou psicologica. Como se o jornalista não precisasse de discussão ética, nem de debates, seminários, pesquisas. Tudo besteira! Isso, após investirmos uma enorme quantidade de dinheiro em nossos estudos, vem alguém e diz que o nosso diploma não é necessário, não serve para nada. E com a justificativa de que o jornalismo não lida diretamente com a vida humana, como a medicina ou a engenharia.
Grande equívoco desta ilustríssima senhora. Mal sabe ela que jornalista mata muita gente. Pelo menos de raiva, mas mata. Quem disse que informações precipitadas e alienadas de princípios éticos não trazem danos às pessoas? Notícias infundadas, invasões de privacidades, conchavos e omissões, direta ou indiretamente, já fizeram vítimas de vários tipos, inclusive, mortais. A decisão dessa senhora tinha de passar por uma discussão ampla, e não ser tomada assim, à revelia. Merecemos respeito, como também merece respeito o restante de nossa sociedade, que consome informação.
Como vêem, somos um monte de porquês, talvez ou quem sabe. Somos uma mistura de pronomes interrogativos, verbos irregulares e substantivos abstratos. Uma espécie de gramática ambulante com muitas regras com exceção e com muita exceção que faz a regra. Somos um misto de vaidade, desejo, dúvida, explosão e embriaguez. Ainda temos resquícios de um romantismo mal curado pela lógica do mercado e da existência. Temos a fachada racional, mas nossos sonhos e vontades dominam nossas mentes. Estamos fadados a lutarmos conosco mesmo, por toda a vida.
E por fim, nossa conquista deve ser partilhada com vocês, pais, familiares, companheiros e amigos. Todos aqui presentes são importantes de alguma forma. Obrigado pelo apoio, dedicação, força, carinho e atenção. Valeu pelos ouvidos que escutaram nossas quedas e pelos ombros que suportaram nossas expetativas. Valeu também a presença de espírito dos ausentes devido ao espaço, ao tempo ou à dimensão. Nós encerramos apoiados na esperança equilibrista de que ainda vamos nos encontrar várias vezes, para celebrar outras conquistas muito maiores do que esta.
Boa noite à todos!
Em momentos como este, ficamos mais sensíveis a questionamentos existencialistas. Aparece o medo do futuro e perguntas como De onde vim? para onde vou? e coisas do gênero. Surge a sensação de que a vida é um trem em alta velocidade que caminha diretamente para a colisão, e de que é preciso fazer alguma coisa antes que isso aconteça. Nessas horas, é inevitável o pensamento e a impressão de que as coisas poderiam ser melhor aproveitadas, de que não administramos o tempo direito e não conseguimos fazer metade do que queríamos. Essa reflexão pode até ser válida, desde que não nos impeça de olhar para o que vem pela frente, e abandonar o que não pode ser mais mudado.
Iniciamos o curso no dia dois de fevereiro de mil novecentos e noventa e oito, numa segunda à noite, por volta das dezenove e dez. Por coincidência, a primeira aula na faculdade foi de Filosofia I, ministrada pelo professor Luís Henrique, que hoje é um dos homenageados. Naquele dia, ele começou a dizer que existem muitas coisas medonhas no mundo, a execrar o pagode e o axé music, e a falar bem de todos os discos do Chico Buarque. A gente abriu um ciclo com ele, e está fechando este ciclo agora.
Dos trinta e nove jornalistas que colam grau hoje, vinte estão juntos desde o primeiro semestre, e quinze, desde aquela primeira segunda-feira, na aula do professor Luís. Para nossa alegria, os demais se juntaram a nós nos períodos seguintes, formando esta massa heterogênea de jornalistas. Aproveitamos para nos lembrar com carinho de muitos colegas que iniciaram o curso naquela noite, que, por sinal, estão na platéia e vão se formar nos próximos semestres, enquanto alguns poucos seguiram outros caminhos. Entre estes, o colega Cristiano, que conviveu com a turma apenas por uns dois meses, no quarto período, antes de falecer em um acidente de carro. Como vêem, somos privilegiados por chegar até aqui.
Aliás, até o que passou pelas maiores dificuldades financeiras durante o curso deve se considerar pertencente ao Brasil dos privilegiados, daqueles que conseguem concluir um superior num país em que o percentual de universitários é ridículo, e que na maioria das vezes, a educação é encarada como forma de enriquecimento para poucos, em detrimento do crescimento pessoal e cultural do universitário.
Daqueles tempos pra cá, não temos mais cabelo ao vento nem idéias vermelhas na cabeça, tampouco protestamos indo morar em barracas na frente de nossas casas. Estamos cientes de que, em quatro anos, não dá pra fundar um jornal revolucionário, que contribua com as questões populares e leve a falência os grandes grupos de comunicação conversadores.
Aprendemos que é raro estar preparado para mudar o mundo e que muitos não querem isso. Aprendemos também, com os próprios colegas de classe, que o meio jornalístico é eclético por natureza não somos engenheiros japoneses.
Nossa turma é sim, uma mistura heterôgenea, apesar de algumas pequenas fortes semelhanças. Entre nós, cabe o jornalista da Contigo e o do jornal sindical comunista. Há pessoas com fortes vínculos com outros campos de conhecimento, como artes, esporte, política, moda e meio ambiente. E, assim, nossa turma está longe de ser a mais unida. Poucas vezes nos encontramos em maioria para reuniões extra-classe, para falar amenidades ou mesmo para fazer outras coisas mais interessantes que a natureza nos exige nessa idade.
Entramos para a faculdades com a pretensão de encontrar os amigos definitivos, devido à suposta semelhança de quem faz o mesmo curso. Procuramos espelhos e econtramos uma imensa Torre de Babel. A convivência nos trouxe possíveis parceiros profissionais, prováveis pseudo-amigos, inimigos sinceros, e eles também: os amigos definitivos. Contudo, em menor número do que a expectativa inicial.
E até quem não encontrou estes, vai sentir falta de alguma coisa, mesmo que seja dos instantes vividos fora da sala de aula (tão importante quanto os de dentro) ou das rodas de debates com pessoas inflamadas, defendendo seus pontos de vista sobre a ética na televisão, como quem defende um prato de comida e fazendo perguntas e mais perguntas, não se conformando com o porquê das coisas.
Aliás, esta parece ser a sina do jornalista. Perguntar sempre, mesmo que não haja resposta. O mais cético deles deve possuir uma alma existencialista, em que as dúvidas pesam mais que as certezas. A liberdade de expressão e a auto censura parecem conviver no mesmo peito, o quê causa um peso enorme.
Afinal, devemos lealdade ao patrão ou ao que pensamos? Somos, sim, o desdobramento do mito bíblico de Daniel na cova dos leões. A briga eterna pela permanência dos ideais contra a necessidade de sobrevivência, que muitas vezes contraria nossos desejos e pensamentos. Então, é possível ser um grande jornalista mesmo trabalhando para empresas desonestas ou para veículos que insistem em defender interesses particulares ou de seus patrocinadores? É possível ser criativo, apesar de todo tecnicismo que o jornalismo brasileiro nos impõe, já que é exageradamente influenciado pelo pragmatismo exacerbado do jornalismo norte-americano? Não sabemos responder.
Cabe a cada um de nós encontrar suas respostas e encontrar os seus limites. Para isto, há exemplos de todos os tipos. Há jornalistas como José Maria Rabelo, o nosso patrono, que na década de 60 foi perseguido por um militar de alta patente, que havia sido denunciado por atos corruptos no jornal em que trabalhava. Mais tarde, em 1964, este fato contribuiu para que Rabelo fosse exilado pelos golpistas militares, assim como boa parte dos grandes jornalistas brasileiros, defensores da liberdade de expressão. Porém, os exemplos ruins parecem ser predominantes. Boris Casoy, Pedro Bial, Augusto Nunes, Mário Sérgio Conti e tantos outros que, por exemplo, ajudaram a eleger políticos de quinta categoria para a presidência do país, para depois tirá-los ou desmoralizá-los quando foi mais conveniente. E depois, como Mário Sérgio, ainda lançam livros e vendem milhares de cópias, contando sobre os bastidores que viveu, e narrando apenas sobre o que lhe interessa.
Evidentemente, temos de tirar o nosso sustento do jornalismo. Panfletarismo e discursos como esse não costumam garantir o salário no fim do mês. Devemos aliar as necessidades físicas e materiais com honra e honestidade. Apesar dos limites individuais, a ética deve prover o bem-estar coletivo. E ela deve ser praticada, mesmo que trabalhando na assessoria de imprensa do ex-senador Antônio Carlos Magalhães.
E, ainda que não atuemos na área, nunca mais assistiremos a um jornal sem escutar uma vozinha interna nos dizendo: "o repórter pegou o microfone de forma errada", "Esta crítica está fazendo jabá pra aquele cantor, ou ainda "o quê oPrograma Fantástico costuma fazer é qualquer coisa, menos jornalismo investigativo ou o show da vida."
O nosso senso crítico deve continuar se acurando. Todavia, devemos ter piedade com os colegas em ação, e não esquecer que não é fácil assessorar pessoas inassessoráveis, fazer uma entrevista ao vivo pelo rádio, sair para fazer uma matéria, apurar os fatos, escrever um texto em poucos minutos, gravar umas cincos vezes até acertar e repetir essa rotina mais umas duas vezes no dia. Ou pior ainda: faltando cinco minutos para você ir embora da redação, domingo, às cinco horas da tarde, acontece aquele desabamento num bairro do outro lado da cidade, o editor olha para os lados, não vê ninguém, a não ser você, e diz: é contigo.
E, apesar de todas essas características do jornalismo, aparece uma juíza e diz que nossa profissão pode ser exercida por alguém que não possui o diploma superior. Como se nosso ofício fosse algo simples, qualquer bobagem. Como se fossem supérfluas as noções humanísticas de sociologia, filosofia ou psicologica. Como se o jornalista não precisasse de discussão ética, nem de debates, seminários, pesquisas. Tudo besteira! Isso, após investirmos uma enorme quantidade de dinheiro em nossos estudos, vem alguém e diz que o nosso diploma não é necessário, não serve para nada. E com a justificativa de que o jornalismo não lida diretamente com a vida humana, como a medicina ou a engenharia.
Grande equívoco desta ilustríssima senhora. Mal sabe ela que jornalista mata muita gente. Pelo menos de raiva, mas mata. Quem disse que informações precipitadas e alienadas de princípios éticos não trazem danos às pessoas? Notícias infundadas, invasões de privacidades, conchavos e omissões, direta ou indiretamente, já fizeram vítimas de vários tipos, inclusive, mortais. A decisão dessa senhora tinha de passar por uma discussão ampla, e não ser tomada assim, à revelia. Merecemos respeito, como também merece respeito o restante de nossa sociedade, que consome informação.
Como vêem, somos um monte de porquês, talvez ou quem sabe. Somos uma mistura de pronomes interrogativos, verbos irregulares e substantivos abstratos. Uma espécie de gramática ambulante com muitas regras com exceção e com muita exceção que faz a regra. Somos um misto de vaidade, desejo, dúvida, explosão e embriaguez. Ainda temos resquícios de um romantismo mal curado pela lógica do mercado e da existência. Temos a fachada racional, mas nossos sonhos e vontades dominam nossas mentes. Estamos fadados a lutarmos conosco mesmo, por toda a vida.
E por fim, nossa conquista deve ser partilhada com vocês, pais, familiares, companheiros e amigos. Todos aqui presentes são importantes de alguma forma. Obrigado pelo apoio, dedicação, força, carinho e atenção. Valeu pelos ouvidos que escutaram nossas quedas e pelos ombros que suportaram nossas expetativas. Valeu também a presença de espírito dos ausentes devido ao espaço, ao tempo ou à dimensão. Nós encerramos apoiados na esperança equilibrista de que ainda vamos nos encontrar várias vezes, para celebrar outras conquistas muito maiores do que esta.
sexta-feira, março 01, 2002
Para Sá
Eu tenho uma pequena rocha
Do tamanho de uma montanha
E ela sempre está firme
e quando eu estou caindo, tenho onde me apoiar
E ela me diz coisas, que não sei se existem
que não lembrava mas que devia ouvir
E ouço até dormir
E nela nascem flores
Que os pássaros vêm pegar
E é feita de estrela
Daquela que nasce no mar
Mas na verdade é simplesmente
Que ela nasceu foi prá brilhar
Eu tenho uma pequena rocha
Do tamanho de uma montanha
E ela sempre está firme
e quando eu estou caindo, tenho onde me apoiar
E ela me diz coisas, que não sei se existem
que não lembrava mas que devia ouvir
E ouço até dormir
E nela nascem flores
Que os pássaros vêm pegar
E é feita de estrela
Daquela que nasce no mar
Mas na verdade é simplesmente
Que ela nasceu foi prá brilhar
Sobre a revista do Batman.
Tinha lido uma crítica ruim na Folha de São Paulo. Esperava pelo pior. Não é muito ruim. Mas não é um lixo completo.
Mas é que eles tavam esperando uma do nível da primeira.
É o seguinte: em 1985, o Batman nos quadrinhos era um personagem decadente, não tava muito bem das pernas e não fazia grandes coisas. Aí, um carinha ousado escreveu uma revista tosca mostrando um Batman no futuro. Um cara velho e triste, e que via a Gotham City(existe nome de cidade mais do caralho que este?) sendo dominada por gangues ultra-violentas. Nenhum super-herói podia entrar em ação, pois o governo proibia suas atividades(só para você se informar). Não é que o véio volta!! E volta sanguinário. Daí você descobre que o Batman é tão maníaco quanto os inimigos que enfrenta. Essa revista se chamou "Cavaleiro das Trevas" por
aqui e foi recordista de vendas no mundo inteiro. Ressuscitou o Batman, recolocou-o nas trevas (thanks Miller) e catapultou o jovem Frank Miller ao estrelato como um dos melhores quadrinistas do mundo. O filme do Batman (argh) só saiu devido ao sucesso desta revista. E mais, começaram a ser feitas as chamadas Graphic Novels, onde grandes nomes dos quadrinhos puderam escrever sobre o que bem entendessem, com uma qualidade gráfica pouco vista até então.
Agora, ele resolveu continuar a história. É claro que não ia ser tão boa quanto a primeira, mas é legal.
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