Fim de semana, mais uma vez.
Ultimamente, o que tenho colocado aqui é sobre o fim de semana.
Sexta: Aniversário do Serginho, irmão do Fabão. Muita cerva, pouca mulher, muito rockn'roll antigo, pouca música dançante. Muitas pessoas legais e amigas. Conversei muito com a Nicole, namorada do Fábio. A Nicole eu conheço há tempos. Ela já namora o Fábio há uns cinco ou seis anos, sei lá. Antigamente ela saía para a gandaia com a gente assim: Eu, Fábio, Leandrão e Adrianera e ela. E a gente varava a noite. A Nicole é uma das pessoas mais bacanas que conheço. A gente conversou muito na festa pois tinha tempos que não nos encontrávamos. Acabei dormindo por lá mesmo. Na manhã de sábado foi engraçado. Enfurnados no quarto estávamos eu, Fabão, Rubinho e Serginho. Todos ressaqueados, resmungando, roncando, fedendo a cachaça. Cada um no seu canto, diga-se de passagem, para não ficarem pensando coisas erradas.
Sábado: acordei e fui pra casa. De tarde teve o encontro de dez anos de formatura do CEFET.
Estudei e me formei no CEFET. Foi a melhor época da minha vida. Sem preocupações, descobrindo o mundo, descobrindo Belo Horizonte, me descobrindo. Fiz amizades naquele lugar que durarão pelo resto de minha vida.
É claro que depois de tudo isso, tinha que acontecer algum desastre no sábado. Não podia faltar.
Estava eu me dirigindo ao local do encontro (uma churrascaria) quando vi dois ex-professores meus do CEFET vindos na minha direção, no mesmo passeio, se aproximando, e eu sem lembrar os nomes mas reconhecendo. Parei e disse "olá" num ímpeto. só que na hora deu branco, eu engasguei e não falei mais nada. Pensei: será coincidência ou eles estão vindo da churrascaria? O que faço? Não fiz. Bateu um constrangimento imediato. Parecia que aquela reunião não só tinha me feito lembrar do povo, como tinha me transportado para aquele tempo de adolescente tímido. Dei tchau e fui. Honestamente, foi um dos momentos mais constrangedores da minha vida. Ri muito disso.
Cheguei na churrascaria e não tinha nem metade da sala. Acontece nesses eventos. Levei alguns segundos para cumprimentar e reconhecer o povo. Daí, fiz as pazes publicamente com a Jú. Eu explico:
Desde aquela época, eu e a Jú estamos brigados. Eu fui o responsável. A Jú era amiga pacas mas o babaca aqui fez escrotice e ela ficou esse tempo todo chateada. A Jú é muito extrovertida, até demais para mim. Não que isso seja um defeito, ao contrário, é muito bom, só que como falei, eu sou tímido e tal. Toda a churrascaria parou para ver. Então ela me perdoou e fizemos as pazes. Legal.
Então, foi beber e relembrar os tempos de escola. O interessante é notar o quanto as mulheres da sala , nesses dez anos, se cuidaram enquanto os homens, não estão nem aí. Eu achava que era só eu. Eu era magérrimo e hoje estou barrigudaço. Fiquei sabendo de vários que seguiram o mesmo caminho. Enquanto as mulheres estão magras, bonitas, diferentes e tal.
Depois descobri que a Jú tinha chamado o Flávio e Estânia, meus dois ex-professores, mas que eles não tinham chegado. Eu contei o caso pra ela que riu até. Mas os dois não apareceram e eu não tive chance de desculpar. C'est la vie.
quarta-feira, novembro 13, 2002

Faça você também Que
gênio-louco é você? Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia
TTÓIMMM ÓIMMM ÓIMMM ÓIMMMM!!!!!!
quarta-feira, novembro 06, 2002
A Sá está com um blog diretamente de Bolonha, Itália. Então, para as milhares de pessoas que estão querendo saber novidades daquela “danada”, como diz a minha sobrinha, é só clicar aqui ou no link do lado.
Fim de semana fui para o sítio do sogro do meu irmão ficar com a família e tal. E foi muito bom.
Comi pé de porco. Nada dessas frescuras de sushi, fondue ou coisa parecida. Pé de porco. Tá na moda agora, depois que o Lula foi eleito. Temos de comer coisas nacionais. Pé de porco. Não achava que fosse tão bom. E outra, é barato. A minha cunhada comprou por 1,45 o kilo.
Comi pé de porco. Nada dessas frescuras de sushi, fondue ou coisa parecida. Pé de porco. Tá na moda agora, depois que o Lula foi eleito. Temos de comer coisas nacionais. Pé de porco. Não achava que fosse tão bom. E outra, é barato. A minha cunhada comprou por 1,45 o kilo.
E achei um pequeno tesouro no sítio.
É o seguinte. Quando o sogro do meu irmão comprou o sítio, o ex-dono tava tão endividado que vendeu a “portas fechadas” isto é, vendeu com tudo que estava dentro. Televisão, fogão, geladeira, violão, som e discos, vários vinis. Acontece que o cara trabalhava numa rádio e ganhava discos e mais discos. Resultado, lá tem discos do arco da velha em perfeito estado, clássicos do rockn’roll que ninguém ouve. Algumas pérolas:
From Genesis to revelation - Primeiro disco do Genesis- esse é tão raro que eu nem sei o nome( tive de olhar no site para descobrir) . O Genesis no começo, era uma college band influenciada sobretudo por Beatles. Os caras tinham entre dezesseis e dezoito anos quando o gravaram e ainda não contavam com o Phil Collins na batera. Depois do primeiro, a banda se enveredou pelo progressivo. Só que elevaram o conceito graças às performances de seu vocalista Peter Gabriel. Na verdade, todos os discos dessa fase estão lá, intactos. Inclusive a obra-prima “The lamb lies down on Broadway” e o meu predileto, o maravilhoso “Selling England by the Pound”.
Machine Head- Deep Purple. Esse disco fez parte da minha adolescência e de milhões de roqueiros pelo mundo afora. É o disco que contém “smoke on the water”. Se um dia eu quis tocar bateria, foi graças a esse disco e ao baterista da banda, Ian Paice. Já realizei o sonho de ver o cara tocando ao vivo.
A night at opera- Queen. Outro clássico do rock, esse disco é demais. Tem vários estilos e todos perfeitos, misturados. E termina com a faixa “bohemian hapsody” que até hoje confunde a cabeça de muita gente. Como alguém pode misturar Heavy Metal com ópera e não parecer chato e sim, ao contrário, do caralho.
Tinha outros: talking heads, bruce sprigsteen, iron maiden (que eu não gosto), America e outros.
De nacional tinha secos e molhados, Tim Maia antigo, e Jorge Ben antigo que ia fazer a cabeça desse povinho que sai para dançar samba-rock.
Você deve estar pensando que passei o fim de semana só ouvindo disco. Ledo engano. Mal deu tempo de ouvir umas três faixas e a luz acabou só voltando no domingo de manhã, quando eu estava na piscina (eheheheheh). Não rolou de ouvir. O jeito é voltar lá o mais rápido possível para ouvir as preciosidades.
É o seguinte. Quando o sogro do meu irmão comprou o sítio, o ex-dono tava tão endividado que vendeu a “portas fechadas” isto é, vendeu com tudo que estava dentro. Televisão, fogão, geladeira, violão, som e discos, vários vinis. Acontece que o cara trabalhava numa rádio e ganhava discos e mais discos. Resultado, lá tem discos do arco da velha em perfeito estado, clássicos do rockn’roll que ninguém ouve. Algumas pérolas:
From Genesis to revelation - Primeiro disco do Genesis- esse é tão raro que eu nem sei o nome( tive de olhar no site para descobrir) . O Genesis no começo, era uma college band influenciada sobretudo por Beatles. Os caras tinham entre dezesseis e dezoito anos quando o gravaram e ainda não contavam com o Phil Collins na batera. Depois do primeiro, a banda se enveredou pelo progressivo. Só que elevaram o conceito graças às performances de seu vocalista Peter Gabriel. Na verdade, todos os discos dessa fase estão lá, intactos. Inclusive a obra-prima “The lamb lies down on Broadway” e o meu predileto, o maravilhoso “Selling England by the Pound”.
Machine Head- Deep Purple. Esse disco fez parte da minha adolescência e de milhões de roqueiros pelo mundo afora. É o disco que contém “smoke on the water”. Se um dia eu quis tocar bateria, foi graças a esse disco e ao baterista da banda, Ian Paice. Já realizei o sonho de ver o cara tocando ao vivo.
A night at opera- Queen. Outro clássico do rock, esse disco é demais. Tem vários estilos e todos perfeitos, misturados. E termina com a faixa “bohemian hapsody” que até hoje confunde a cabeça de muita gente. Como alguém pode misturar Heavy Metal com ópera e não parecer chato e sim, ao contrário, do caralho.
Tinha outros: talking heads, bruce sprigsteen, iron maiden (que eu não gosto), America e outros.
De nacional tinha secos e molhados, Tim Maia antigo, e Jorge Ben antigo que ia fazer a cabeça desse povinho que sai para dançar samba-rock.
Você deve estar pensando que passei o fim de semana só ouvindo disco. Ledo engano. Mal deu tempo de ouvir umas três faixas e a luz acabou só voltando no domingo de manhã, quando eu estava na piscina (eheheheheh). Não rolou de ouvir. O jeito é voltar lá o mais rápido possível para ouvir as preciosidades.
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