Natal é foda. Só bebendo mesmo. Fica esse clima de esperança e a gente que tá fodido só se fode mais. É verdade.
Eu nunca ganho presentes legais. Meu irmão, quando dá, é camisa quente e enorme que eu tenho de ir na loja trocar. Tá certo que eu estou reclamando de barriga cheia, afinal, tem muita gente que não ganha nada e blá, blá, blá. Mas custava ele me dar uma coisa diferente para variar?
E aí eu tenho de comprar presente para as minhas duas afilhadas. Ou seja, se já estava endividado agora estou pior. Mas vale a pena ver a carinha delas de felicidade.
E ainda ficam passando filmes lacrimejantes de Papai Noel. Os filmes bons mesmo sobre o assunto, não passam: Quer saber quais os meus filmes prediletos de Natal?
- A felicidade não se compra. Taí um filme que não é piegas, é sensível e um dos filmes mais bonitos já feitos. E é com James Stewart, um dos meus atores prediletos.
-Um conto de natal. Esse passa de vez em quando na tv aberta. É o Natal visto pelos olhos de um menino que quer ganhar uma espingarda de presente. Sarcástico e muito engraçado.
- A vida de Brian. Como podemos esquecer desse filme que se passa na época de Jesus e conta a desgraçada vida de Brian. Lembra o nascimento de Jesus de forma irreverente mas sem ser desrespeitoso. Aqui se goza a humanidade e sua mania de ser fanática.
Andei olhando a programação e não achei nenhum desses filmes. O jeito é ir na locadora.
segunda-feira, dezembro 23, 2002
Outro dia, assisti o Mágico de Oz ao som de "Dark Side of the Moon" do Pink Floyd.
Explico: se você, ao segundo rugido do leão da MGM tirar o som da tv e dar play no cd acima citado, uma coincidência cósmica lhe será mostrada. De arrepiar. Ambas as coisas ficam em sincronia. Por exemplo: quando o tornado se inicia no filme, o cd começa a tocar "The great gig in the sky", quando Doroty abre a porta da casa e o filme se torna colorido mostrando a estrada de tijolos dourados, começa a tocar "Money". Chega ao cúmulo de na música "Us and them", quando se canta "Black and Blue..."aparece a bruxa de preto e Doroty de azul. E quando o espantalho dança, a música diz "the lunatic is on the grass". De arrepiar.
Explico: se você, ao segundo rugido do leão da MGM tirar o som da tv e dar play no cd acima citado, uma coincidência cósmica lhe será mostrada. De arrepiar. Ambas as coisas ficam em sincronia. Por exemplo: quando o tornado se inicia no filme, o cd começa a tocar "The great gig in the sky", quando Doroty abre a porta da casa e o filme se torna colorido mostrando a estrada de tijolos dourados, começa a tocar "Money". Chega ao cúmulo de na música "Us and them", quando se canta "Black and Blue..."aparece a bruxa de preto e Doroty de azul. E quando o espantalho dança, a música diz "the lunatic is on the grass". De arrepiar.
Venho tentando cumprir meu papel de padrinho.
Semana passada, fui no teatrinho da Luiza, 3, minha afilhada. Ela fazia o papel da chapeuzinho vermelho junto a outras dez menininhas. Foi muito engraçado, pois o menino que fazia o Lobo Mau era um capeta e entrava no palco na hora errada, saía correndo atrás das crianças no meio da peça... foi uma zona.
E levei a minha outra afilhada a Maria Isabel, 2, na casa do Papai Noel. Tinha Papai Noel de todo jeito, tomando banho, passando roupa, dormindo. Haja saco. Mas valeu a pena ver a Isabel conversando com o Papai Noel do lugar
Semana passada, fui no teatrinho da Luiza, 3, minha afilhada. Ela fazia o papel da chapeuzinho vermelho junto a outras dez menininhas. Foi muito engraçado, pois o menino que fazia o Lobo Mau era um capeta e entrava no palco na hora errada, saía correndo atrás das crianças no meio da peça... foi uma zona.
E levei a minha outra afilhada a Maria Isabel, 2, na casa do Papai Noel. Tinha Papai Noel de todo jeito, tomando banho, passando roupa, dormindo. Haja saco. Mas valeu a pena ver a Isabel conversando com o Papai Noel do lugar
terça-feira, dezembro 10, 2002
Desventuras do fim de semana. Capítulo 245
Bem, no sábado fui na formatura do meu primo. Direito. Blargh.
Apesar disso, ele é gente boa. E na festa rolou the clash que eu preciso comprar com urgência, não tenho nada da banda apesar de amar clássicos como Rock Casbah , Train in vain e Fought the law. Engraçado, minha família por parte de pai foi em peso (aquela mesmo que eu tinha falado tão bem em outro post no aniversário de minha tia e tal) mas, apesar de ter passado apenas quatro dias de meu aniversário, ninguém me cumprimentou. Não me incomodo com isso, mas acho estranho já que ninguém se lembrou. Foda-se, fiquei bebendo e apareceram algumas pessoas legais para me fazerem companhia: a Mariana, prima do Les Paul chegou de namorado e descascando, a Laila também foi, mas não parecia estar de bom humor. E o meu primo Tiago, que estuda publicidade na faculdade, travou e falou pelos cutovelos. Foi engraçado.
Só que, para variar, minha sorte não foi das melhores. Estava contando com a carona de um primo cuja noiva mora perto de casa. Não é que o cara não esboçou, ofereceu ou perguntou se eu queria carona. Às quatro da manhã. Detalhe: a festa era na zona sul, sem chance remota de ônibus e com chances extremas de assalto. E eu sem grana. Só tinha 7 reais no bolso. Meu primo se mandou e eu me fodi de novo.
Solução: peguei um táxi e disse que só tinha grana para chegar no centro. Beleza, só que a grana não deu para chegar no centro. Andei o resto vendo os feirantes armarem as barracas para a feira livre. Chegando no ponto de ônibus chequei a carteira e notei que não tinha dinheiro suficiente para pegar o maldito. O jeito foi conversar com o trocador e tal. Quatro da matina era sacanagem. O trocador foi gente boa e me deixou ir embora. Ufa!
Vida de a pé é foda. Vou criar vergonha na cara e tirar carteira. Não tenho carro, mas às vezes, o meu irmão empresta o dele, quem sabe.
Cheguei em casa às cinco e acordei ás oito. Meu martírio ainda não tinha terminado. Havia prometido de levar minha mãe à bodas de prata, de ouro ou sei lá o quê, de uma amiga dela. Acordei bêbado, não falando nada com nada, e com uma dor de cabeça infernal. Três horas dormindo não cura ressaca nem porra nenhuma.
Fomos à missa primeiro. Missa. Eu não gosto muito de missas. Já vi muitas bonitas e já me emocionei vindo missas em latim, com corais e tal. É bonito. Mas me tornei agnóstico com o passar dos anos, apesar de ser devoto de São Judas. Bem, fui levando minha mãe. Não dá para recusar compromissos para minha mãe, já que ela sai tão pouco de casa. E eu falava com ela “mãe, eu tô mal.”no que ela respondia: “não mandei vc chegar tarde em casa. Chegou de madrugada por que quis”. Demais.
Chegamos a igreja e, para meu azar, a missa era toda cantada. Parecia que o padre Marcelo Rossi estava lá. Que merda. Era cantoria toda hora, e umas músicas bregas de igreja evangélica. Até o “pai nosso”foi cantado. Minha dor de cabeça foi no teto e eu saí de lá quase passando mal. A igreja católica está com um mau gosto feio.
Depois levei minha mãe ao almoço servido pelo casal aniversariante. Lá eu pude rebater a ressaca e beber mais um pouquinho. Afinal não sou de ferro. Na festa, para variar, só tinha mulher feia e velha. Que legal!
Mal acreditei quando cheguei em casa e pude dormir.
Esqueci de contar que na sexta, fui na casa da mãe da Sá para levar um presente. É que a D. Didi, mãe da Sá, foi para a Itália passar o fim de ano com a filha. Ela me ligou e combinou comigo na sexta na casa dela para eu levar um presente meu para a Sá que ela entregaria em mãos. Eu fui. A casa da Sá fica longe do ponto. Choveu pacas. E ao chegar lá, ela não estava. Ri da situação e fui embora. Boa Viagem, Maria do Carmo.
Bem, no sábado fui na formatura do meu primo. Direito. Blargh.
Apesar disso, ele é gente boa. E na festa rolou the clash que eu preciso comprar com urgência, não tenho nada da banda apesar de amar clássicos como Rock Casbah , Train in vain e Fought the law. Engraçado, minha família por parte de pai foi em peso (aquela mesmo que eu tinha falado tão bem em outro post no aniversário de minha tia e tal) mas, apesar de ter passado apenas quatro dias de meu aniversário, ninguém me cumprimentou. Não me incomodo com isso, mas acho estranho já que ninguém se lembrou. Foda-se, fiquei bebendo e apareceram algumas pessoas legais para me fazerem companhia: a Mariana, prima do Les Paul chegou de namorado e descascando, a Laila também foi, mas não parecia estar de bom humor. E o meu primo Tiago, que estuda publicidade na faculdade, travou e falou pelos cutovelos. Foi engraçado.
Só que, para variar, minha sorte não foi das melhores. Estava contando com a carona de um primo cuja noiva mora perto de casa. Não é que o cara não esboçou, ofereceu ou perguntou se eu queria carona. Às quatro da manhã. Detalhe: a festa era na zona sul, sem chance remota de ônibus e com chances extremas de assalto. E eu sem grana. Só tinha 7 reais no bolso. Meu primo se mandou e eu me fodi de novo.
Solução: peguei um táxi e disse que só tinha grana para chegar no centro. Beleza, só que a grana não deu para chegar no centro. Andei o resto vendo os feirantes armarem as barracas para a feira livre. Chegando no ponto de ônibus chequei a carteira e notei que não tinha dinheiro suficiente para pegar o maldito. O jeito foi conversar com o trocador e tal. Quatro da matina era sacanagem. O trocador foi gente boa e me deixou ir embora. Ufa!
Vida de a pé é foda. Vou criar vergonha na cara e tirar carteira. Não tenho carro, mas às vezes, o meu irmão empresta o dele, quem sabe.
Cheguei em casa às cinco e acordei ás oito. Meu martírio ainda não tinha terminado. Havia prometido de levar minha mãe à bodas de prata, de ouro ou sei lá o quê, de uma amiga dela. Acordei bêbado, não falando nada com nada, e com uma dor de cabeça infernal. Três horas dormindo não cura ressaca nem porra nenhuma.
Fomos à missa primeiro. Missa. Eu não gosto muito de missas. Já vi muitas bonitas e já me emocionei vindo missas em latim, com corais e tal. É bonito. Mas me tornei agnóstico com o passar dos anos, apesar de ser devoto de São Judas. Bem, fui levando minha mãe. Não dá para recusar compromissos para minha mãe, já que ela sai tão pouco de casa. E eu falava com ela “mãe, eu tô mal.”no que ela respondia: “não mandei vc chegar tarde em casa. Chegou de madrugada por que quis”. Demais.
Chegamos a igreja e, para meu azar, a missa era toda cantada. Parecia que o padre Marcelo Rossi estava lá. Que merda. Era cantoria toda hora, e umas músicas bregas de igreja evangélica. Até o “pai nosso”foi cantado. Minha dor de cabeça foi no teto e eu saí de lá quase passando mal. A igreja católica está com um mau gosto feio.
Depois levei minha mãe ao almoço servido pelo casal aniversariante. Lá eu pude rebater a ressaca e beber mais um pouquinho. Afinal não sou de ferro. Na festa, para variar, só tinha mulher feia e velha. Que legal!
Mal acreditei quando cheguei em casa e pude dormir.
Esqueci de contar que na sexta, fui na casa da mãe da Sá para levar um presente. É que a D. Didi, mãe da Sá, foi para a Itália passar o fim de ano com a filha. Ela me ligou e combinou comigo na sexta na casa dela para eu levar um presente meu para a Sá que ela entregaria em mãos. Eu fui. A casa da Sá fica longe do ponto. Choveu pacas. E ao chegar lá, ela não estava. Ri da situação e fui embora. Boa Viagem, Maria do Carmo.
Estou ouvindo o último do New Order que o Max me emprestou sem o encarte. A música cinco está me fazendo quicar no teto. Excelente.
Vocês já viram como tem jornalista-filósofo na tv? Principalmente esportivo. Haja saco. Eles falam assim do Santos:
_ São garotos que brincam no tapete verde da vida.
AAARRRRRRGGGHHHHH!!!!!!
Vocês já viram como tem jornalista-filósofo na tv? Principalmente esportivo. Haja saco. Eles falam assim do Santos:
_ São garotos que brincam no tapete verde da vida.
AAARRRRRRGGGHHHHH!!!!!!
You say it’s your birthday
It’s my birthday too-yeah
They say it’s your birthday
We’re gonna have a good time
I’m glad it’s your birthday,
Happy birthday to you.
Outro dia vieram algumas pessoas aqui em casa por conta do meu níver. Não foi festa. Tomamos cervejas e conversamos um pouquinho. Ganhei presentes. A D. Paula me deu uma camisa tamanho GG. Estou gordo mas nem tanto né! Ahahahahah. Está pesando que eu sou o Jô Soares? Brincadeira D. Paula, já troquei o tamanho e gostei da camisa pacas e de vc ter vindo. O Max só disse merda assim como o meu irmão, só que ele (Max) ficou preocupado se tinha queimado o filme com as pessoas. Vai ser orêia assim lá longe. Foi legal.
It’s my birthday too-yeah
They say it’s your birthday
We’re gonna have a good time
I’m glad it’s your birthday,
Happy birthday to you.
Outro dia vieram algumas pessoas aqui em casa por conta do meu níver. Não foi festa. Tomamos cervejas e conversamos um pouquinho. Ganhei presentes. A D. Paula me deu uma camisa tamanho GG. Estou gordo mas nem tanto né! Ahahahahah. Está pesando que eu sou o Jô Soares? Brincadeira D. Paula, já troquei o tamanho e gostei da camisa pacas e de vc ter vindo. O Max só disse merda assim como o meu irmão, só que ele (Max) ficou preocupado se tinha queimado o filme com as pessoas. Vai ser orêia assim lá longe. Foi legal.
domingo, dezembro 01, 2002
Eu estava torcendo o nariz para o Rush por eu não ter ido ao show deles. Pô, eu tenho 6 discos da banda, eu gosto mesmo dos caras. Mas sabe como é, quem desdenha quer comprar, aquelas coisas que a gente faz para esquecer. E aí eu vi uma entrevista com a banda na tv e poucas vezes vi pessoas tão simpáticas. Redescobri uma fitinha lá em casa que não ouvia há anos, do disco Roll the bones e lhe digo uma coisa, é do caralho.
Fiquei longe, sumi, mas vortei.
É que eu fiquei sem saco para nada nesses dias todos. Continuo sem saco, mas isso é normal.
Como aconteceram várias coisas que não significaram muita coisa e eu não contei aqui, e que já me esqueci, para dizer a verdade, vou começar por ontem.
Foi aniversário da D, Bella e fomos ao bar do careca. A Bella tem vindo com uns papos estranhos sobre criação de galinha, comida de cachorro, ração de gato. É que ela namora o Carlos que tem uma roça lá em Santa Luzia. Lá ele vive longe de televisão e música, junto a galinhas, pato, cavalos, bois, e dois cachorrões chamados Kafka e Goethe.
E ontem, no meio da chapação já característica nossa, ela disparou para o seu namorado: A gente vai se casar, morar na roça e nosso filho vai se chamar Carlos Alberto Jr. Ahahahahahahah!!!
Aliá, o aniversário da Bella é hoje.
É que eu fiquei sem saco para nada nesses dias todos. Continuo sem saco, mas isso é normal.
Como aconteceram várias coisas que não significaram muita coisa e eu não contei aqui, e que já me esqueci, para dizer a verdade, vou começar por ontem.
Foi aniversário da D, Bella e fomos ao bar do careca. A Bella tem vindo com uns papos estranhos sobre criação de galinha, comida de cachorro, ração de gato. É que ela namora o Carlos que tem uma roça lá em Santa Luzia. Lá ele vive longe de televisão e música, junto a galinhas, pato, cavalos, bois, e dois cachorrões chamados Kafka e Goethe.
E ontem, no meio da chapação já característica nossa, ela disparou para o seu namorado: A gente vai se casar, morar na roça e nosso filho vai se chamar Carlos Alberto Jr. Ahahahahahahah!!!
Aliá, o aniversário da Bella é hoje.
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