quarta-feira, fevereiro 26, 2003

Eu odeio a Globo. Eu realmente odeio a Globo.
Agora que eu tô em casa convalescente, fico vendo tv pois não tenho o pingo de saco para fazer mais nada além da convalescência em si que já me deixa deitado no sofá. E minha mãe vê novela. E eu odeio novela. Ela vê a das seis Sabor da Enganação, e a nova das oito, Mulheres Chifradas e depois vê a mentirada mor, A Casa das Sete Vacas.
Aliás, nessa das oito, a Cristiane Torloni tá batendo um bolão. É boa atriz. Muito boa.
Eu tenho nojo dessa Globo. Quem trabalha nas novelas é mulher do diretor, filha do autor, namorado da filha, amante do contra-regra. Ou seja, a regra lá naquela merda é "Dê que você irá longe".
Hoje eu não aguentei mais, é muita tortura.

terça-feira, fevereiro 25, 2003

O carnaval está aí e eu me fudi.
Não sei nem se vai rolar de sair de casa. E ninguém me chamou para fazer porra nenhuma. Até que eu reservei uma grana pro carnaval e tal, mas me fudi como sempre. Caralho!!!!!
Tudo bem, eu não cumpri o que disse anteriormente, mas eu tenho um bom motivo.
-Cê não escreve no seu blog mais não?
Sim, sim...sim.
-Sempre que eu olho lá, tá escrito a mesma coisa. E você só sabe reclamar, que coisa.
É. Eu tenho de escrever lá, né?
-Seu blog devia chamar "Eu odeio".
ahahahaha
Eu adoeci de novo. E foi mais grave desta vez. Nem estou saindo de casa. Tem vários dias já e eu estou muito puto. Mesmo. Quero fazer mil coisas, falar mil coisas aqui, mas estou muito puto. Bom, nem tanto agora.
Eu disse que ia falar do resto daquele fim de semana mas não vou falar não. Aquilo ficou parecendo com notícias de fofocas e eu odeio isso. Então, se alguém que não tá sabendo e quer ficar sabendo do aconteceu vai ficar sem.

segunda-feira, fevereiro 17, 2003

Comprei um disco de segunda mão do Nine Inch Nails. Olha só essa música.
Eraser
need you
dream you
find you
taste you
fuck you
use you
scar you
break you
lose me
hate me
smash me
erase me.


Colei grau na quinta passada e encontrei com uma pá de gente desde esse dia até domingo. Foram tantas as emoções...
Eu colei e foi ducaralho.
Achei que não seria, mas foi.
E minha mãe ficou orgulhosa, minha irmã chorou pacas e meu irmão só ficava rindo.
Eu queria entrar chapado mas só deu tempo de tomar uma latinha. Ainda bem, teve uma hora que eu pisei na beca e quase saí capotando.
Depois fomos ao Chef Túlio comer e beber muito. Bacana.
E saudades da Sá.
Meu irmão conversou com as pessoas, estava alegre e bem humorado diferentemente do que é normalmente. Conversou com a pola.
E o Fabão me deu um poster do "Senhor dos Anéis, A sociedade do Anel" gigantesco. Muito bom.
Depois esticamos para a Obra. Ah, as pessoas: pola e seu amo, Aninha, Diguim e D. Paula, e o Max, meu cumpadre. D. Isabella e Ana H. acharam um exagero e puxaram o carro assim como o Fabão e a Nicole que estava caindo de sono.
Na Obra encontramos com o Zubreu, com o Kahoona e o Roney. A gente combinou de fazer uma sessão dos cinco filmes de Guerra nas Estrelas chamado "Yoda, passa a bola!!".
Mas a obra estava vazia. O foda é que o cara mais idiota da cidade estava lá. O Pisycho. Vai apanhar qualquer dia desses para aprender a deixar de ser otário.
Vamos fazer igual jack-o estripador. Vamos por partes.
Amanhã eu conto o resto.
O desenhista do gigante verde aí debaixo se chama Mike Deodato Jr. e é paraibano, se não me engano.

terça-feira, fevereiro 04, 2003


Só para acrescentar à minha galeria de monstros.
Eu não tinha feito resoluções de ano novo. Aquela viadagem que todo ano rola, na meia-noite: “esse ano eu vou parar de fumar. Esse ano eu paro com a heroína. Chega de ouvir axé musics” esse tipo de coisa. Na verdade tinha resolvido passar o reveillon bebaço e sorrindo aquele débil sorriso de inaptidão com a vida(?). Sabe cumé.
Daí, bebaço, fiz minhas resoluções de ano novo, que mais pareciam promessas de campanha:
- Montarei um comitê de combate aos restaurantes japoneses. Esses japas estão querendo dominar o mundo através sushis e sashimins, sem falar na maldita da raiz forte.
- Não sentirei mais saudades desse povo que vai para europa e afins. Aliás, tentarei convencer os que pretendem ir, que esse negócio de ir para a Europa é uma perda de tempo e dinheiro. Uma bosta.
- Entrarei para um grupo de resistência contra os antitabagistas, os antialcoolátras, os antigorduraslocalizadas, os antividasendentária e os antijornadanasestrelas.
- E vamos parar com essa viadagem de se fazer cinema nacional. Existe coisa mais gay?
Na verdade, nada contra o cinema nacional, o que não aguento é esse povinho que se acha os alternativos fodas andando de gola rolê. Vocês sabem do que eu estou falando.
Claro que isso tudo advém de meu lado neurastêmico, mau humorado e estúpido So fucking what?
Daí veio o dia seguinte. Fui andar de bicicleta. Andei uns três minutos e subi um morro, desci, subi outro e morri. Quase tive um treco. O sol quente, a cerveja na mente, e eu no meio da roça, de bike sozinho não conseguindo respirar. Fudeu!
Com muito custo voltei.
Há duas semanas, parei de fumar. Tá certo que dou uns tragos num cigarrinho de palha mas não dá para comparar. Meu pulmão está melhorando. E por enquanto, não tive uma crise de abstinência. Ainda.
Nessas duas semanas, uma virose se instalou no Zé aqui e eu me esvaí em merda.
Parece aquela frase do Woody Allen sobre o tempo que a gente ganha por parar de fumar (já que segundo os especialistas do Massachussets institute of motherfuckers, um cigarro lhe tira sete minutos de vida):
Parei de fumar. Vou viver mais uma semana. Vai chover a semana inteira.
E com isso tudo, acabou que minha resolução de ano novo se tornou acabar com a barriga, parar de fumar, parar com o sedentarismo, ler algum livro do Paulo Coelho... não, isso não.

Estava pensando em não escrever aqui mais. Em acabar de vez com esse blog. É que eu ultimamente só fico me lamuriando, por escrito (no dia a dia penso em muitas besteiras antes de me lamuriar), e se paro para escrever não vem nada de útil ou muito agradável para eu dizer. Não é frescurice aguda, não se preocupem, só uma falta de saco sem tamanho. Só que aí, chegam pessoas para mim me dizendo o quanto gostam disso aqui, e o quanto querem saber de minhas “bobagens” e eu digo –É? Hein? Ah!
Então resolvi não fechar as portas ainda.
E antes, sabe aquela frase “... uma luz no fim do túnel”? Pois é, antes não estava dando para ver o túnel. Era eu e o Botafogo (ehehehe). Agora já dá para ver o túnel. Então me animei e resolvi escrever aqui. Mas não sei. De repente tudo pode feder, o “túnel” se fechar para reparos e aí já viu a merda que dá.