segunda-feira, março 25, 2002

Resumo da ópera: Este fim de semana foi menos ruim.
Tá bem, estou sendo pessimista. Foi legal.
Na sexta à noite, fui na faculdade para estudar. Estudei um pouco e dormi em cima dos livros na biblioteca. Cansaço de sexta feira. Encontrei com D. Ana e fomos de penetra no coquetel de inauguração do novo prédio de lá. Carol se uniu à trupe. No teatro, uma apresentação da orquestra de Câmara. Autoridades e docentes presentes. Teatro lotado e ultra moderno. Para ouvir bem uma orquestra, é preciso silêncio. Silêncio interrompido pela porta que rangia a todo momento que era aberta. O que adianta ter todo um aparato tecnológico de luz e som quando não tem um óleozinho para passar na porta? Era irritante ouvir Verdi com uma porta rangendo a todo momento. Tem nada não, afinal estávamos ali para beber de grátis. E bebemos e comemos muito. Eu mais bebi que comi. Diferente da D. Ana que não engorda de ruim. Era inacreditável. Ela fazia estratégias para pegar o garçom que passava com rolinhos-primavera. Os caçava entre os convidados ávidamente. O meu copo não parava vazio. Toda hora, o garçom enchia de vinho. Meu primo, que estava com a gente, perguntava só de sacanagem: Aí, não tem uma pinga não? Esse negócio tá parecendo festa de crente!!!
O problema com vinho é que você não nota nada até ser tarde demais. Já era tarde demais quando deixamos o local e fomos para o lance de Cinema intinerante. Encontrei com muita gente bacana. E dancei, e bebi mais, e notei que já tava além da conta. Quem sempre lê minhas tolices deve achar que sou um alcóolatra pois o que mais acontece é uma certa elegia ao álcool. Não é isso. Eu bebo, mas só acontece de vez em quando eu ficar bêbado. Nesse dia eu travei. E disse algumas merdas, para variar.
Encontrei com o Vaca. O Vaca é um cara enorme que formou em história. e que já foi metal. Ele tava pirando com as músicas que o dj rolava. Eu não entendo nada de dance, ou trance...essas merdas que tão fazendo hoje em dia. Não entendo mas curto. Eu acho que ele nunca tinha entrado num lugar para dançar. Ele tava endoidando: -Nem nos meus tempos de metal, eu vi um povo tão louco!!!
-D. Paula, estou orgulhoso. Você é minha ídola!!
Sábado: eu precisando estudar. Era aniversário da Maria Luiza, uma sereinha de 4 anos. Fui e levei o amor da minha vida, minha sobrinham Luiza de(quase) 3. Foi muito bom.
-Você quer guaraná? Quer salgadinho? o que você quer Lulu?
-Tero tantar paiabéns!!!
Eu já tava quebrado do dia anterior. Cuidar da Lulu não é fácil, cara. Como uma coisinha tão pequena tem tanta energia?
Depois, fui lá no lance de cinema, o mesmo de sexta. E dancei pouco, falei pouco e ouvi muito. Taí uma coisa que eu acredito fazer direito: ouvir. Bem, pelo menos os meus amigos. Agora, ouvir a voz da razão são outros quinhetos.
Ana, vc é muito bacana!!
Fazer o quê, domingão, vermão, de pijamão, fazendo a lição. Estudar cara. Estudar.


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