Sexta-feira foi foda.
Depois de um dia inteiro escrevendo merda, me desculpando, etc (como vcs podem ler abaixo) fui encontrar com a minha Clara e com a Vera para irmos numa festa. Não tava a fim mas fui. Era no Sambatório, um lugar que eu já frequentei bastante e que mudou de endereço. Pena, o antigo era bacana. A D. Paula já tinha avisado que, segundo suas fontes, não era legal. É foda quando vc é avisado e quem avisa tem razão. Há muito tempo não ia num lugar tão ruim.
Tinha tantos carros na porta que estacionamos num lugar afastado. Chegamos e estava lotado. Era um galpão horroroso, sem infra estrutura nenhuma. A entrada era cara mas entramos assim mesmo. As músicas que rolavam eram as mesmas de sempre. E não teve show, o que teve foi um bando de gente retardada se achando que estava no meio de um terreiro de macumba. Tava um batuque e aquele povinho maconheiro em volta, entoando canções de capoeira. Que coisa mais chata. Não aguento esse povinho riquinho dando uma de doidão-déspota-esclarecido. Ainda encontrei com um conhecido, um dos mais imbecis, que nem olhou na minha cara direito. Usa cabelo rastafari e saia para estampar em seu rosto "eu sou doidão". Demonstra sim não ter atitude de gente grande, é apenas um boçal que quer se mostrar como se isso valesse alguma coisa. Acho que é falta do que fazer pois se trabalhasse ia entender melhor a vida que está passando diante de seus olhos e ele não vê. Deixa pra lá! Não vou dar mais uma vez de grosseiro falastrão. Mas fiquei puto com o lugar e com a estupidez das pessoas.
Assim que a gente entrou tive um pressentimento de coisa ruim. O lugar era um nojo.
Se eu quisesse ver batuque não precisava pagar aquela nota. Bastava eu pegar um caixote de madeira e ficar batucando no quintal de casa, enrolando a língua. Dava na mesma.
Depois, para piorar teve forró. Só consegui suportar por estar com a Clarinha. Na hora de ir embora, surpresa!!! Tentaram arrombar o carro empenando a porta. O alarme deve ter tocado e o ladrão fugiu. Depois, fiquei sabendo que na portaria do lugar já tinha rolado brigas e tiros. E olha que só tem duas semanas que lá está aberto.
Fomos para uma delegacia fazer a ocorrência. Tinha um guarda que parecia ter cheirado. Era um escroto que deu em cima das garotas mas não conseguia falar direito. E pensar que a gente depende desses escrotos para nos proteger. Noite para esquecer.
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