Superbowl]
Domingão em casa, vários filmes para ver no vídeo. Me preparava para assistir ao último. Não. Está passando o Superbowl. Imperdível.
Para quem não sabe, o superbowl é a final do campeonato de futebol americano, a NFL.
É aquele esporte onde os caras são uns armários com uma fúria assassina, se esgoelando por uma bola que não é redonda. Eles usam um tipo de armadura alcochoada para não machucar. É claro que não adianta muito, pois a fúria e o impacto de uns com os outros é tanta que os caras saem aleijados, para se dizer o mínimo.
O negócio é que o futebol americano é um show de imagens. Sinceramente, os caras sabem como filmar esse jogo. Mas é como a fórmula um. A gente só vê graça na tv. Se eu fosse num estádio ver, no mínimo ia morrer de tédio pois a toda hora se interrompe o jogo.
Só que quando tem o intervalo do meio do jogo, tem sempre alguma coisa para que as pessoas no estádio se divirtam, não fiquem entediadas. Mal o intervalo começou, depois de uns três minutos, apareceu um palco gigantesco com rampas e passarelas e milhares de pessoas em volta bem no meio do estádio, no gramado.
Entra o U2 vindo do meio do povo. Daí o que se vê é algo grandioso demais. O estádio inteiro se ilumina de azul enquanto Bono e sua trupe canta. Aí, uma faixa começa a se estender atrás do palco para cima, e se estende, e se estende, e eles começam a projetar o nome de todas as pessoas que morreram em 11 de setembro. A faixa ia às alturas. Uma coisa brega de americano. Mas impressionante pois os nomes subiam com a faixa até o céu. Não sequer imagino como eles conseguiram projetar aquilo tudo.
Não é que, acabando o show, em uns três minutos parecia que não teve nada no gramado. Eu fiquei impressionado. O palco sumira e os jogadores já estavam entrando em campo.
Não dá para comparar a eficiência desses caras em produzir esse tipo de coisa.
Uma coisa assustadora.
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