terça-feira, dezembro 23, 2003

Todo ano eu fico pensando no que escrever nessa época do ano. Natal, ano novo e essa merda toda. Quando a gente é criança, tudo é lindo e maravilhoso. Ganhamos brinquedos, balas e presentes de gente que nem conhecemos. Quando a gente cresce, papai noel enche o saco. O consumismo desenfreado, comer e comer e beber e chapar e engordar e gastar o pouco que lhe restou com reveillón.
Tem mais, quem faz aniversário em dezembro como eu, não ganha dois presentes no mês, é um ou outro.
A melhor coisa do Natal desse ano é o filme do “Senhor das Arruela” que será lançado no dia 25. É que todo ano, a família da minha cunhada nos convida para almoçar na casa deles. Eu fico o ano todo sem ir lá, e na hora de ficar em casa, pois é no Natal que a gente tem ficar justamente com quem temos mais afinidade, com a família e tal (bem, é o que eu acho). Justamente nessa época, eu tenho de sair para ir na casa dos outros para comemorar o Natal? Que hipocrisia! O ano inteiro eu nem chego perto, pois o povo é chato demais. Somos convidados e minha mãe fica sem jeito de recusar por causa do meu irmão e da minha cunhada.
Todo ano é a mesma coisa. A gente almoça, senta no sofá da sala e ficamos assistindo televisão pois o povo não tem assunto. Se pelo menos eles ficassem bêbados ia ser interessante. Mas nem isso. O sogro do meu irmão toma umas três cervejas e vai dormir. Eu continuo bebendo mas sou o único e fico sem graça. E a gente conta a hora para ir embora. Esse ano, graças a Deus e ao Senhor das Arruela, eu não vou. Vou dizer que irei à estréia do filme. Foda-se. Vou ficar em casa mesmo. Afinal, tem coisa melhor que ficar em casa sozinho no dia de Natal? Só acampar com chuva.

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