Putz.
Cheguei muito atrasado no serviço. Não acordei.
A festa não tava lá das melhores. Foi a despedida do João que está indo para o Rio.
Fui com a D. Paula. Fomos os primeiros a chegar. Tinha pouca cerveja e nenhum som.Não tinha música, nem sorvete. E ninguém dançando Hula-hula. O João não avisou a ninguém que tinha de levar cerveja.
Tudo que a gente perguntava, o João respondia: -Esqueci.
Beleza. As pessoas foram chegando. Foram comprar cerveja. Tinha uma cachaça. -Me dá isso aqui!
Tinha um rum. -Passa pra cá.
Chegou a cerveja. TUM. Já tava chapado.
Então, a D. Paula, no momento em que as coisas começavam a se ajeitar, me chama para ir embora.
Sabe quando eu disse na inevitabilidade trágica no filme "Dançando no escuro"? Quando as coisas parecem estar caminhando para um fim que você já imagina mas não dá bola, e paga prá ver?
Eu pensava assim: -Vai com a D. Paula. Cê vai sobrar aqui. Escuta sua consciência.
Que se dane. -Tchau Paula! Eu arrumo outra carona, obrigado.
Não é que eu perdi a outra carona que tinha arrumado? Acharam que eu já tinha ido embora.
Eu bêbado, detei numa rede mas não dormi, apenas fiquei descansando um pouco.
Aí apareceu o Kahoona(é um grande amigo que só eu o chamo assim) e disse. -Não se preocupe que a sua carona tá ali ainda.
Levantei e começamos a discutir a evolução humana. Um comentário: cinco lesados discutindo a evolução humana na madrugada não é, definitivamente, o melhor programa para uma noite de terça-feira.
-Acabou a cerveja(finalmente) Vamos embora! Gritou Kahoona me animando.
Desânimo: o carro estragou no meio do caminho.
-Tá vendo, você devia ter voltado com a D. Paula- diria a minha consciência se nessa hora eu estivesse consciente. Só acordei na cidade.
E não acordei no horário próprio para ir ao trabalho.
-Café. Meu reino por um café.
-Podia ser pior- fala a voz da consciência rindo da minha cara. Fazer o quê?
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