Inspirado pela minha irmãzinha que está tão longe tão perto, volto a escrever por estas bandas. Não é fácil escrever. É um martírio.
“É vencer a distância da cadeira e da máquina, e é uma distância enorme” disse uma vez Fernando Sabino. Encontro marcado é um dos meus livros prediletos. Muita gente acha o livro chato. Eu sou chato também. Fiquei sentido com a morte dele. Ele sim merecia uma estátua nas ruas de BH e não o insuportável do Roberto Drummond.
Me tornei um chato com consciência. Não consigo mais fazer canalhices. Que bosta. Toda mulher gosta dos canalhas. É o que elas dizem. E eu já fui canalha. E gostaria de voltar a sê-lo, mas me tornei um imbecil com consciência.
Mas eu ainda consigo encontrar pessoas verdadeiras. Amo as pessoas verdadeiras. Só não sou verdadeiro comigo mesmo. Sou aquele que tento destruir. Sou o meu carrasco.
Não estou. Simplesmente não estou. Saí para comprar cigarros e ainda não voltei.
A espada de Démocles está sobre a minha cabeça, se aproximando e me sugando. Estou nadando mas por enquanto... nada José, nada!
Um comentário:
"E agora José?"
Também adoro Sabino, também ums dos meus livros favoritos é "O encontro marcado", também acho que os canalhas se dão bem e os bonzinhos se fodem.
Enfim...
Tô contigo e não abro!
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