Entrei para uma academia. Estou fazendo musculação. Que saco!
Acordo cedo para ir lá e ralo naquela merda. Suo igual a um porco e não parece que está fazendo alguma diferença. Na verdade eu fico com mais fome. Tento frear a vontade de comer mas é foda. Pelo menos eu estou com esperança de perder a pança.
As partes boas de estar nisso: de manhã não tem muita gente. Não fica cheio daqueles caras se achando os gostosos, fazendo força para o espelho. Aquela coisa gay básica em academia. Tem sim uma gostosa que malha de manhã e não me olha na cara. Ela anda com aquelas roupas de gente que faz esporte e tudo. Parece daquelas pessoas que nunca andaram de ônibus. Ela com aquela roupa própria para exercícios e eu com umas camisas velhas, furadas, desbotadas... tem graça eu gastar dinheiro para comprar roupa que vai ficar molhada de suor e fedorenta. O que interessa é que ela é boa. Como é boa!!!
As partes ruins: meu instrutor. O cara parece que esqueceu o cérebro em casa. Tem que ter paciência. Estava tudo indo bem até que um dia ele chegou e perguntou se eu bebia pois tinha cara de gente que gostava de um golo, ou seja, me chamou de bebum. E aí falou que a minha barriga era de cachaça e que ia demorar uns vinte anos para tirá-la. Que gracinha, né? Ele sabe falar, o boçal. Pelo menos eu consigo reverter a situação, e você que para ter um pingo de inteligência terá de nascer de novo pelo menos umas três vezes, seu imbecil escroto- pensei mas não falei. O pior são as músicas. Eu sofro. Estou pagando os meus pecados. Quando o imbecil coloca aquelas músicas dance de academia eu até suporto, pelo menos dá para desativar o ouvido mais facilmente. Quando ele põe numa rádio FM aí o caldo entorna todo. Só toca merda e as mesmas merdas, todos os dias. Os bostas dos djs não trocam as músicas. AAAAAARRRRGGGHHHH!!!!!!!! E dá-lhe Creed, Bon Jovi, Calling, Cpm22 a música nova(?) do Renato Russo.
Relembrando Smiths em “Panic”
“...Hang the dj, hang the dj, hang the dj, hang the dj.”
Vamos ver até quando eu vou conseguir aturar.
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