Desventuras do fim de semana. Capítulo 245
Bem, no sábado fui na formatura do meu primo. Direito. Blargh.
Apesar disso, ele é gente boa. E na festa rolou the clash que eu preciso comprar com urgência, não tenho nada da banda apesar de amar clássicos como Rock Casbah , Train in vain e Fought the law. Engraçado, minha família por parte de pai foi em peso (aquela mesmo que eu tinha falado tão bem em outro post no aniversário de minha tia e tal) mas, apesar de ter passado apenas quatro dias de meu aniversário, ninguém me cumprimentou. Não me incomodo com isso, mas acho estranho já que ninguém se lembrou. Foda-se, fiquei bebendo e apareceram algumas pessoas legais para me fazerem companhia: a Mariana, prima do Les Paul chegou de namorado e descascando, a Laila também foi, mas não parecia estar de bom humor. E o meu primo Tiago, que estuda publicidade na faculdade, travou e falou pelos cutovelos. Foi engraçado.
Só que, para variar, minha sorte não foi das melhores. Estava contando com a carona de um primo cuja noiva mora perto de casa. Não é que o cara não esboçou, ofereceu ou perguntou se eu queria carona. Às quatro da manhã. Detalhe: a festa era na zona sul, sem chance remota de ônibus e com chances extremas de assalto. E eu sem grana. Só tinha 7 reais no bolso. Meu primo se mandou e eu me fodi de novo.
Solução: peguei um táxi e disse que só tinha grana para chegar no centro. Beleza, só que a grana não deu para chegar no centro. Andei o resto vendo os feirantes armarem as barracas para a feira livre. Chegando no ponto de ônibus chequei a carteira e notei que não tinha dinheiro suficiente para pegar o maldito. O jeito foi conversar com o trocador e tal. Quatro da matina era sacanagem. O trocador foi gente boa e me deixou ir embora. Ufa!
Vida de a pé é foda. Vou criar vergonha na cara e tirar carteira. Não tenho carro, mas às vezes, o meu irmão empresta o dele, quem sabe.
Cheguei em casa às cinco e acordei ás oito. Meu martírio ainda não tinha terminado. Havia prometido de levar minha mãe à bodas de prata, de ouro ou sei lá o quê, de uma amiga dela. Acordei bêbado, não falando nada com nada, e com uma dor de cabeça infernal. Três horas dormindo não cura ressaca nem porra nenhuma.
Fomos à missa primeiro. Missa. Eu não gosto muito de missas. Já vi muitas bonitas e já me emocionei vindo missas em latim, com corais e tal. É bonito. Mas me tornei agnóstico com o passar dos anos, apesar de ser devoto de São Judas. Bem, fui levando minha mãe. Não dá para recusar compromissos para minha mãe, já que ela sai tão pouco de casa. E eu falava com ela “mãe, eu tô mal.”no que ela respondia: “não mandei vc chegar tarde em casa. Chegou de madrugada por que quis”. Demais.
Chegamos a igreja e, para meu azar, a missa era toda cantada. Parecia que o padre Marcelo Rossi estava lá. Que merda. Era cantoria toda hora, e umas músicas bregas de igreja evangélica. Até o “pai nosso”foi cantado. Minha dor de cabeça foi no teto e eu saí de lá quase passando mal. A igreja católica está com um mau gosto feio.
Depois levei minha mãe ao almoço servido pelo casal aniversariante. Lá eu pude rebater a ressaca e beber mais um pouquinho. Afinal não sou de ferro. Na festa, para variar, só tinha mulher feia e velha. Que legal!
Mal acreditei quando cheguei em casa e pude dormir.
Esqueci de contar que na sexta, fui na casa da mãe da Sá para levar um presente. É que a D. Didi, mãe da Sá, foi para a Itália passar o fim de ano com a filha. Ela me ligou e combinou comigo na sexta na casa dela para eu levar um presente meu para a Sá que ela entregaria em mãos. Eu fui. A casa da Sá fica longe do ponto. Choveu pacas. E ao chegar lá, ela não estava. Ri da situação e fui embora. Boa Viagem, Maria do Carmo.
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