quarta-feira, novembro 13, 2002

Fim de semana, mais uma vez.
Ultimamente, o que tenho colocado aqui é sobre o fim de semana.
Sexta: Aniversário do Serginho, irmão do Fabão. Muita cerva, pouca mulher, muito rockn'roll antigo, pouca música dançante. Muitas pessoas legais e amigas. Conversei muito com a Nicole, namorada do Fábio. A Nicole eu conheço há tempos. Ela já namora o Fábio há uns cinco ou seis anos, sei lá. Antigamente ela saía para a gandaia com a gente assim: Eu, Fábio, Leandrão e Adrianera e ela. E a gente varava a noite. A Nicole é uma das pessoas mais bacanas que conheço. A gente conversou muito na festa pois tinha tempos que não nos encontrávamos. Acabei dormindo por lá mesmo. Na manhã de sábado foi engraçado. Enfurnados no quarto estávamos eu, Fabão, Rubinho e Serginho. Todos ressaqueados, resmungando, roncando, fedendo a cachaça. Cada um no seu canto, diga-se de passagem, para não ficarem pensando coisas erradas.
Sábado: acordei e fui pra casa. De tarde teve o encontro de dez anos de formatura do CEFET.
Estudei e me formei no CEFET. Foi a melhor época da minha vida. Sem preocupações, descobrindo o mundo, descobrindo Belo Horizonte, me descobrindo. Fiz amizades naquele lugar que durarão pelo resto de minha vida.
É claro que depois de tudo isso, tinha que acontecer algum desastre no sábado. Não podia faltar.
Estava eu me dirigindo ao local do encontro (uma churrascaria) quando vi dois ex-professores meus do CEFET vindos na minha direção, no mesmo passeio, se aproximando, e eu sem lembrar os nomes mas reconhecendo. Parei e disse "olá" num ímpeto. só que na hora deu branco, eu engasguei e não falei mais nada. Pensei: será coincidência ou eles estão vindo da churrascaria? O que faço? Não fiz. Bateu um constrangimento imediato. Parecia que aquela reunião não só tinha me feito lembrar do povo, como tinha me transportado para aquele tempo de adolescente tímido. Dei tchau e fui. Honestamente, foi um dos momentos mais constrangedores da minha vida. Ri muito disso.
Cheguei na churrascaria e não tinha nem metade da sala. Acontece nesses eventos. Levei alguns segundos para cumprimentar e reconhecer o povo. Daí, fiz as pazes publicamente com a Jú. Eu explico:
Desde aquela época, eu e a Jú estamos brigados. Eu fui o responsável. A Jú era amiga pacas mas o babaca aqui fez escrotice e ela ficou esse tempo todo chateada. A Jú é muito extrovertida, até demais para mim. Não que isso seja um defeito, ao contrário, é muito bom, só que como falei, eu sou tímido e tal. Toda a churrascaria parou para ver. Então ela me perdoou e fizemos as pazes. Legal.
Então, foi beber e relembrar os tempos de escola. O interessante é notar o quanto as mulheres da sala , nesses dez anos, se cuidaram enquanto os homens, não estão nem aí. Eu achava que era só eu. Eu era magérrimo e hoje estou barrigudaço. Fiquei sabendo de vários que seguiram o mesmo caminho. Enquanto as mulheres estão magras, bonitas, diferentes e tal.
Depois descobri que a Jú tinha chamado o Flávio e Estânia, meus dois ex-professores, mas que eles não tinham chegado. Eu contei o caso pra ela que riu até. Mas os dois não apareceram e eu não tive chance de desculpar. C'est la vie.

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